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A secretária adjunta de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo, Cássia Aparecida Travensolo, usou um grupo de WhatsApp da pasta, com cerca de 30 supervisores de assistência social, para convocar servidores à convenção estadual do Republicanos realizada em 1º de agosto, evento que oficializou a candidatura do governador Tarcísio de Freitas à reeleição. Nas mensagens, ela enviou link de cadastro, escreveu que a presença era importante e afirmou que o convite partira do prefeito Ricardo Nunes. A prefeitura declarou que não orienta, autoriza nem compactua com convocação de servidores para atividades político-eleitorais, e não informou se abrirá apuração.
Mensagens em um grupo de trabalho da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social mostram a secretária adjunta pedindo a presença de supervisores na convenção do Republicanos que oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição. A Prefeitura de São Paulo nega ter autorizado a convocação e não informou se vai apurar o caso.
A secretária adjunta de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo, Cássia Aparecida Travensolo, usou um grupo de WhatsApp da própria pasta para convocar servidores municipais à convenção estadual do Republicanos, realizada em 1º de agosto, que oficializou a candidatura do governador Tarcísio de Freitas à reeleição. O grupo reunia cerca de 30 supervisores de assistência social, subordinados à secretaria. Nas mensagens, ela compartilhou um link de cadastro para o evento e escreveu que a presença de todos era importante. Em seguida, afirmou que o convite havia partido do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, aliado do governador.
As mensagens vieram a público a partir de prints obtidos pela imprensa, e os dois lados da cobertura descrevem o mesmo conjunto de fatos. Junto com o convite, a secretária adjunta divulgou um cartaz que classificava a convenção do Republicanos como um evento suprapartidário, com o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi, ao centro, ladeado por Tarcísio de Freitas e pelo vice-governador Felício Ramuth, também do MDB e candidato à reeleição. Diante da repercussão, a Prefeitura de São Paulo divulgou nota afirmando que não orienta, autoriza ou compactua com qualquer tipo de convocação de servidores públicos para participação em atividades de natureza político-eleitoral. A administração municipal não informou se pretende apurar a conduta.
A cobertura de centro relatou o episódio em chave descritiva, reproduzindo o trecho das mensagens, a imagem do cartaz e a íntegra da resposta oficial, e acrescentou a trajetória da servidora: ela atua na administração pública municipal desde 1998, foi assessora de Ricardo Nunes quando ele era vereador, participou de campanhas eleitorais do emedebista e ocupa o cargo de secretária adjunta desde janeiro de 2025. O registro mais crítico desse enquadramento é factual, não valorativo: a prefeitura nega, mas não diz se vai investigar.
Veículos de esquerda destacaram justamente o que consideram o ponto sensível do caso: o canal usado era um grupo de trabalho, com subordinados diretos, e a menção ao nome do prefeito deu à mensagem peso hierárquico que ultrapassa uma sugestão informal. Nesse enquadramento, a fronteira entre participação voluntária e pressão institucional se torna tênue para quem recebe, no grupo oficial da secretaria, a informação de que o comparecimento é importante e de que o pedido vem do chefe do Executivo municipal. A mesma cobertura classificou a nota da prefeitura como protocolar, por não citar apuração interna, processo administrativo nem orientação formal às secretarias sobre conduta em período eleitoral, e leu o cartaz suprapartidário como sinal do arranjo político que une o governo estadual ao partido do prefeito.
Veículos de direita não haviam registrado o episódio no material reunido até aqui. O enquadramento habitual desse campo tenderia a isolar a responsabilidade individual da servidora, tomar a negativa expressa da prefeitura como separação entre instituição e ato isolado, e insistir em que eventual desvio seja apurado pelos canais formais de controle, com contraditório, sem que a acusação política antecipe o veredito em plena disputa estadual.
O que ainda não se sabe é decisivo. A secretária adjunta não se manifestou publicamente sobre as mensagens, e o prefeito Ricardo Nunes não confirmou nem desmentiu ter feito o convite atribuído a ele. Não há informação sobre abertura de processo administrativo, sobre eventual acionamento de órgãos de controle ou da Justiça Eleitoral, nem sobre quantos dos cerca de 30 supervisores efetivamente compareceram à convenção. Também segue em aberto se a prefeitura editará alguma orientação às suas pastas sobre o uso de canais de trabalho em ano eleitoral.
Os dois lados da cobertura reconhecem os mesmos fatos: as mensagens partiram de um grupo de WhatsApp da secretaria, cerca de 30 supervisores foram chamados, o convite foi atribuído ao prefeito e a convenção de 1º de agosto oficializou a candidatura do governador. Ambos registram que a prefeitura negou autorizar a prática e não anunciou apuração.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto vai além do relato factual e assume enquadramento crítico ao poder municipal e estadual: chama a nota da prefeitura de 'protocolar no que diz e silenciosa no que omite', afirma que 'a composição visual não é acidental' ao descrever o cartaz e enfatiza a 'pressão institucional' sobre servidores subordinados. O vocabulário de uso da máquina pública e a preocupação com a vulnerabilidade de quem recebe a ordem hierárquica caracterizam enquadramento de esquerda, ainda que os fatos centrais sejam sustentados pelas mensagens reproduzidas.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Estrutura de notícia factual: descreve as mensagens, cita literalmente o trecho 'Pessoal, importante a presença de vocês', apresenta o cartaz do evento, registra a trajetória da servidora na administração municipal desde 1998 e reproduz a nota da prefeitura sem qualificá-la. Não há vocabulário valorativo nem conclusão editorial; a única inflexão crítica é o registro objetivo de que a administração não informou se pretende apurar a conduta.
Veículos com viés à direita
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Secretária de Nunes convoca servidores por WhatsApp para convenção de Tarcísio; Prefeitura nega ter autorizado a mobilização eleitoral.

Número dois da Assistência Social, Cassia Travensolo disse que a participação dos servidores era
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Perspectivas omitidas



