Soraya Thronicke confirma pré-candidatura ao Senado em aliança com o PT em MS
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A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) confirmou em 17 de julho que é pré-candidata à reeleição ao Senado nas eleições de outubro, em aliança entre PSB e PT e com apoio declarado do presidente Lula. O anúncio foi feito em rede social, com uma foto ao lado do presidente e a frase "Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser!", e encerrou a especulação de que ela deixaria a disputa para ser primeira suplente do deputado federal Vander Loubet (PT-MS).
A adesão da senadora à aliança PSB-PT é apresentada como ampliação da frente democrática e como resposta concreta à sub-representação das mulheres no Congresso. Veículos e leitores desse campo destacam que a parlamentar aponta o compromisso com candidaturas femininas como razão central do acordo, e que sua trajetória mostra ruptura pública com o campo que negou a vacinação durante a pandemia.
A confirmação é lida como mais um capítulo de uma trajetória marcada por sucessivas trocas de legenda: eleita em 2018 na onda conservadora pelo PSL, a senadora passou por União Brasil e Podemos até chegar ao PSB, e agora disputa a reeleição sob o palanque do presidente que combateu nas urnas em 2022. O enquadramento à direita enfatiza a distância entre as pautas que a elegeram e a aliança atual.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos: a confirmação da pré-candidatura em 17 de julho, a aliança PSB-PT com apoio do presidente, a recusa da vaga de primeira suplente na chapa do deputado do PT e a trajetória partidária que vai do PSL de 2018 ao PSB de 2026, passando por União Brasil e Podemos.
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) confirmou na sexta-feira, 17 de julho de 2026, que é pré-candidata à reeleição ao Senado nas eleições de outubro, em aliança entre o PSB e o PT e com apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio foi feito em rede social, com uma foto ao lado do presidente e a frase: "Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser!".
A manifestação encerrou dias de especulação de que a parlamentar abriria mão da disputa para integrar a chapa do deputado federal Vander Loubet (PT-MS) como primeira suplente. Ela recusou o convite. Segundo a cobertura, a definição veio após uma reunião realizada na quinta-feira, 16 de julho, na qual o presidente reafirmou o respaldo à candidatura em Mato Grosso do Sul. Duas vagas de Senado estarão em disputa no estado, e a senadora afirmou que seguirá atuando junto com o deputado para tentar eleger as duas pelo mesmo campo político.
Os três blocos de cobertura convergem sobre a mesma cronologia. A senadora foi eleita pela primeira vez em 2018, pelo PSL, na onda que elegeu Jair Bolsonaro. Em 2021, foi vice-líder do governo no Congresso, sob a justificativa de aprovar reformas, pautas conservadoras e a flexibilização do porte e da posse de armas. O afastamento começou naquele mesmo ano, durante a pandemia de covid-19. Em 2022, já no União Brasil, disputou a Presidência e terminou em quinto lugar. Em 2023 migrou para o Podemos, que presidiu em Mato Grosso do Sul, e em abril de 2026 filiou-se ao PSB, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin. A chapa estadual em negociação prevê ainda o ex-deputado federal Fábio Trad como candidato ao governo.
As ênfases, porém, divergem. Veículos de esquerda destacaram o argumento apresentado pela própria senadora: o compromisso do presidente com o aumento da presença feminina no Congresso teria sido decisivo para consolidar a aliança, em linha com sua atuação parlamentar em pautas de combate à violência contra a mulher. Nesse enquadramento, a mudança de campo aparece como coerência com uma agenda de igualdade, e não como conveniência eleitoral. A cobertura de centro relatou o fato de forma descritiva, reconstruindo a trajetória partidária com datas e siglas, reproduzindo tanto as críticas às sucessivas trocas de legenda quanto a resposta da parlamentar de que "recalculou a rota" sem mudar valores. Já veículos de direita enfatizaram a distância entre as pautas que a elegeram em 2018 e a aliança atual, dedicando espaço próprio ao período em que ela foi vice-líder do governo Bolsonaro e à defesa do armamentismo, num enquadramento que trata o acordo como ruptura de compromisso com o eleitorado conservador.
O que ainda não se sabe é como a chapa será fechada na prática. Não há definição divulgada sobre a divisão de tempo de televisão e de recursos entre as duas candidaturas ao Senado apoiadas pelo governo, nem sobre a reação de setores do PT estadual à disputa interna pelas vagas. Também não foram apresentadas pesquisas de intenção de voto para o Senado no estado que permitam medir o efeito do acordo, e nenhuma fonte detalhou se a composição com a candidatura ao governo estadual está formalizada ou ainda depende de convenções partidárias.
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