Nunes Marques nega habeas corpus a Willian Agati, apontado como elo do PCC
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido liminar de habeas corpus da defesa de Willian Barile Agati e manteve sua prisão preventiva. Agati é apontado pela Polícia Federal como um dos principais elos entre a cúpula do Primeiro Comando da Capital e a máfia italiana 'Ndrangheta. O ministro também rejeitou substituir a prisão por medidas cautelares, ao considerar a gravidade concreta dos crimes imputados e o risco à ordem pública. Preso desde janeiro de 2025 na Penitenciária Federal de Brasília, ele nega as acusações por meio de seu advogado, que questiona a contemporaneidade da prisão e a validade das provas obtidas do aplicativo criptografado Sky ECC. O processo segue em tramitação.
A decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve Willian Barile Agati preso é leitura de ordem pública: o ministro Nunes Marques considerou que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade concreta dos crimes e da necessidade de interromper a atuação do grupo criminoso.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura registra que a decisão de Nunes Marques é liminar, que a prisão preventiva foi mantida por risco à ordem pública e que o processo continua em tramitação. Há convergência também sobre o papel atribuído pela Polícia Federal a Willian Barile Agati como ponte entre o PCC e a máfia italiana 'Ndrangheta, e sobre a negativa integral apresentada pela defesa.
O Supremo Tribunal Federal manteve a prisão preventiva de Willian Barile Agati, apontado pela Polícia Federal como um dos principais intermediários entre a cúpula do PCC e a máfia italiana 'Ndrangheta. A decisão do ministro Nunes Marques rejeitou a liminar e também a substituição da prisão por medidas cautelares. A defesa nega as acusações e questiona a validade das provas obtidas de um aplicativo criptografado.
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Willian Barile Agati e manteve sua prisão preventiva. Agati é apontado pela Polícia Federal como um dos principais elos entre a cúpula do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e a máfia italiana 'Ndrangheta. A decisão foi assinada na quarta-feira, 26 de agosto, e rejeitou também o pedido alternativo de substituição da prisão por medidas cautelares. Para o ministro, a gravidade concreta dos crimes atribuídos ao investigado e a necessidade de interromper as atividades do grupo criminoso justificam a manutenção da custódia, diante do risco à ordem pública.
Agati está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025, quando foi alvo da operação da Polícia Federal que apurou o envio de grandes carregamentos de cocaína do Brasil para a Europa. Segundo a investigação, ele funcionava como intermediário entre integrantes do PCC e compradores estrangeiros, e recebeu dos investigadores o apelido de "concierge" da facção, uma espécie de faz-tudo encarregado de logística, estrutura e serviços para a organização. A apuração descreve uma rota marítima que escondia cocaína em cargas de produtos agrícolas embarcadas no Porto de Paranaguá, no Paraná, com destino ao Porto de Valência, na Espanha, e uma rota aérea entre o Brasil e a Bélgica operada com aviões privados adaptados. As comunicações teriam sido feitas pelo aplicativo criptografado Sky ECC, com uso de codinomes.
Toda a cobertura converge nos pontos centrais: a decisão é liminar e individual, o processo segue em tramitação e a defesa nega as acusações. O advogado Eduardo Maurício sustenta que falta contemporaneidade para justificar a prisão preventiva, questiona a validade das mensagens obtidas do servidor Sky ECC por ausência de cadeia de custódia e invoca a presunção de inocência até o trânsito em julgado.
As ênfases mudam conforme o lado. Veículos de direita detalharam o patrimônio atribuído ao investigado e a infiltração do dinheiro do tráfico na economia formal, citando empresas de fachada, jatos, veículos importados e imóveis de alto padrão, além da estimativa da Polícia Federal de cerca de R$ 2 bilhões movimentados entre 2017 e 2024. Essa cobertura também recuperou o repasse de R$ 5 milhões ao Cruzeiro em 2021, valor que o clube e o então presidente Sérgio Santos Rodrigues afirmam ter sido empréstimo legal devolvido com juros, e a tentativa relatada de obter uma carteira falsa de cônsul para auxiliar no resgate de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho. A cobertura de centro concentrou-se na fundamentação jurídica da decisão e na acusação de participação em um homicídio: a execução a tiros de Marco Antonio Carvalho, o "Marcos P2", em abril de 2020, atribuída pela investigação a retaliação pelo desaparecimento de cargas de cocaína avaliadas em cerca de 4 milhões de dólares. Até o fechamento desta edição, nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre a decisão; o ângulo que costuma organizar essa leitura, o risco de aceitar provas digitais estrangeiras sem cadeia de custódia preservada, apareceu apenas na manifestação da defesa.
O que ainda não se sabe. Não há data definida para o julgamento do mérito do habeas corpus no Supremo, nem definição sobre a validade das provas extraídas do Sky ECC, questão que pode alcançar outros processos derivados da mesma investigação. As coberturas divergem sobre o nome e a data da operação que levou à prisão, e nenhuma delas esclarece quantas pessoas seguem investigadas no mesmo inquérito. Na frente criminal paralela, a Justiça Federal do Paraná marcou para outubro uma série de audiências para ouvir 50 testemunhas no processo sobre o homicídio.
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o habeas corpus apresentado pela defesa de Willian Barile Agati,

Willian Barile Agati é apontado pelas autoridades como integrante da alta cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) e elo da facção com a máfia italiana 'Ndrangheta
