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O Supremo Tribunal Federal formou maioria, em julgamento no plenário virtual que vai até terça-feira (30 de junho), para liberar parte dos penduricalhos que a própria corte havia barrado em março ao decidir sobre os supersalários de juízes e membros do Ministério Público. Quatro ministros (Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes) apresentaram voto conjunto, seguido pelo presidente Edson Fachin e, com ressalvas, por Luiz Fux. A decisão autoriza pagamentos como conversão de férias, licenças-prêmio e plantões acumulados antes de março, além da parcela por tempo de antiguidade (PVTAC), mantendo um teto de 35% do subsídio.
O Supremo Tribunal Federal formou maioria para liberar parte dos chamados penduricalhos, os adicionais que a própria corte havia barrado em março ao julgar os supersalários de juízes e membros do Ministério Público. O julgamento ocorre no plenário virtual e segue aberto até a próxima terça-feira, 30 de junho. Quatro ministros, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, apresentaram um voto conjunto na sexta-feira, 26 de junho, e foram seguidos pelo presidente da corte, Edson Fachin. No sábado, 27, Luiz Fux deu o sexto voto, concordando em grande parte com os colegas.
A cobertura de centro, de veículos como Folha de S.Paulo, g1, Poder360 e Bahia Notícias, relatou com detalhe técnico o conteúdo da decisão. Ficam autorizados pagamentos de adicionais como conversão de férias não usufruídas, plantões judiciais acumulados, licença-prêmio e verbas retroativas já reconhecidas antes da tese fixada em março. Esses valores ficam submetidos a um teto de 35% do subsídio mensal do magistrado. Os ministros também defenderam a adoção imediata da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira, a PVTAC, que retoma a lógica dos quinquênios e eleva o salário a cada cinco anos de carreira, valendo inclusive para aposentados e pensionistas e sem necessidade de requerimento individual. A conversão de plantões em dinheiro, para o futuro, fica limitada a 30 dias por ano, e o auxílio-saúde passa a ser pago apenas por reembolso de gastos comprovados, sem parcela fixa.
Veículos de esquerda, como a CartaCapital, enfatizaram o outro lado da mesma decisão: o voto conjunto rejeitou a maior parte dos pedidos das associações de classe para flexibilizar as regras de março e manteve a proibição de auxílio-alimentação, auxílio-creche e assistência pré-escolar. Nesse enquadramento, a corte preservou o controle sobre verbas que faziam juízes e promotores furar o teto constitucional do funcionalismo público, e os pagamentos retroativos anteriores a fevereiro de 2026 seguem suspensos até que o CNJ e o CNMP concluam auditorias e o Supremo referende os critérios. A Corregedoria Nacional de Justiça terá 30 dias para enviar à corte a relação das verbas cuja legalidade foi verificada.
Veículos de direita e analistas atentos ao gasto público leem a mesma decisão como uma reabertura de despesas que o próprio Supremo havia fechado. O ponto que mais chama atenção nesse ângulo é que, com a liberação, o salário dos magistrados pode ultrapassar o teto constitucional em até 70%, partindo de um subsídio base de 46,4 mil reais. A volta do quinquênio e a indenização de férias e plantões acumulados ampliam as despesas do Judiciário num momento de pressão fiscal, e às vésperas do recesso de meio de ano. Nessa leitura, o voto de Fux foi ainda mais longe: ele defendeu que não exista teto nem restrição temporal, por entender que as indenizações são direito adquirido e devem ser pagas integralmente.
O que ainda não se sabe é o tamanho exato do impacto sobre os cofres públicos, já que nenhuma das reportagens estima o custo total das verbas liberadas. A decisão também só terá validade formal quando o julgamento for concluído: ainda faltam votar Cármen Lúcia, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. A retomada efetiva dos passivos retroativos depende das auditorias do CNJ e do CNMP e de novo referendo do plenário, sem cronograma fechado.
Todos os lados reconhecem que o STF formou maioria para liberar parte dos penduricalhos barrados em março, com voto conjunto de quatro ministros seguido por Fachin, e que há um teto de 35% do subsídio para a maioria das verbas.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
O corpo da reportagem é técnico e detalhado, mas o veículo enquadra penduricalhos como furo ao teto constitucional do funcionalismo e enfatiza que o voto rejeitou a maior parte dos pedidos de flexibilização. O fechamento institucional (combate à desigualdade, denúncia de injustiças) e os links recomendados marcam o viés de esquerda.
Veículos com viés ao centro
Texto descreve os votos, o teto de 35% e a divergência de Fux sem vocabulário valorativo. Atribui posições aos ministros e cita fontes (PGR, CNJ, associações). Factual.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

A partir desse entendimento, fica autorizado o pagamento de adicionais como férias não usufruídas, plantões judiciais, licença-prêmio e verbas retroativas já reconhecidas antes da tese fixada pelo tribunal.
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O julgamento em plenário virtual vai até terça-feira (30).

A análise dos pedidos ocorrerá no plenário virtual até a próxima terça-feira 30

Ministros do STF votam para liberar parte dos penduricalhos | Poder Justiça

Fachin também seguiu posição conjunta dos outros 4 ministros para autorizar pagamento e manter teto fixado pela corte
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Resumo seco do voto conjunto dos quatro ministros mais Fachin. Linguagem neutra, sem enquadramento. Curto, porém factual.
Perspectivas omitidas
Texto técnico e neutro que descreve cada mudança (reembolso de férias, fim do auxílio-saúde fixo, limite de plantões, pente-fino de retroativos) com paridade e sem juízo de valor. Factual.
Perspectivas omitidas
Texto factual que detalha o voto conjunto, o teto de 35%, o valor do subsídio (R$ 46,4 mil) e que o salário pode superar o teto em até 70%. Atribui posições e cita associações de classe. Neutro.
Perspectivas omitidas



