Tarcísio e Haddad fazem ‘debate nacional’ e citam Lava Jato, crise fiscal, Lula e Bolsonaro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) fizeram na terça-feira o último debate antes do primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo. O encontro foi nacionalizado: os dois defenderam os legados de Jair Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva e trocaram acusações sobre segurança pública, saúde, crise fiscal e alianças com suspeitos de ligação com o crime organizado.
No último debate antes do primeiro turno, Tarcísio de Freitas defendeu os resultados da gestão paulista, com queda da criminalidade, fim da cracolândia e expansão de leitos, e cobrou ajuste fiscal do governo Lula. Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, concentrou a fala na defesa do governo federal e em ataques a Jair Bolsonaro e a Flávio Bolsonaro.
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As duas coberturas concordam que o debate foi nacionalizado, com Tarcísio de Freitas defendendo o legado de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad o do governo Lula, e que segurança pública, saúde e crise fiscal dominaram o confronto.
Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad fizeram o último debate antes do primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo. O confronto foi nacionalizado, com defesa dos legados de Bolsonaro e Lula e acusações sobre facções, filas no SUS e contas públicas.
Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, fizeram na noite de terça-feira, 29 de setembro, o último debate antes do primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo. O encontro, transmitido pela televisão, foi o segundo confronto direto entre os dois na campanha e acabou nacionalizado: cada candidato defendeu o legado do seu padrinho político, o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso do governador, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do ex-ministro da Fazenda.
A segurança pública abriu o debate, por ser a maior preocupação dos eleitores paulistas segundo as pesquisas. Haddad afirmou que o Comando Vermelho chegou a municípios do interior, que o Primeiro Comando da Capital se infiltra em instituições e que o estado bate recorde de feminicídios. Propôs uma agência antifacção com a Polícia Federal e a Receita Federal. Tarcísio respondeu que os indicadores criminais estão caindo e são os menores da história, e citou o fim da cracolândia no centro da capital. Os dois trocaram acusações de alianças com suspeitos de ligação com o crime organizado: o ex-vereador Milton Leite, preso neste mês, do lado do governador, e o vereador petista Senival Moura, do lado de Haddad.
Na saúde, Tarcísio listou hospitais entregues na Baixada Santista e a Tabela SUS Paulista, e disse que o governo federal participa cada vez menos do financiamento. Haddad criticou as filas e atribuiu o represamento de procedimentos à gestão da pandemia no governo Bolsonaro, lembrando que o Brasil tem 2,7% da população mundial e teve 10% das mortes por covid. No bloco de economia, Tarcísio perguntou se o país precisa de ajuste fiscal, citou a dívida pública subindo de 71% para 83% do Produto Interno Bruto e três anos de superávit primário em São Paulo. Haddad respondeu que herdou um déficit e que pagou os precatórios que o governo Bolsonaro deixou de pagar.
A cobertura de centro relatou o debate de forma equilibrada, dando espaço às acusações cruzadas dos dois lados e aos bastidores, como o bate-boca entre o prefeito Ricardo Nunes e o marqueteiro de Haddad, Otávio Antunes. Veículos de direita enfatizaram as propostas de Tarcísio e seu discurso fiscal, e descreveram Haddad como um candidato que preferiu defender o governo Lula e atacar Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura própria do debate, o que deixa sem contraponto editorial as denúncias de Haddad sobre feminicídio e avanço das facções.
Os números apresentados pelos candidatos, tanto sobre criminalidade quanto sobre contas públicas, não foram verificados pela cobertura. Também não se sabe qual será o efeito do debate sobre a disputa no primeiro turno.
Tarcísio e Haddad nacionalizam debate com Lava Jato e 'caos na saúde' UOL Notícias
Debate na TV Globo foi o último confronto direto entre os dois candidatos antes do 1° turno das eleições

Encontro foi mediado pelo jornalista Alan Severiano nesta terça-feira (29). Os temas mais presentes na campanha, como a privatização da Sabesp, os resultados da Educação paulista, as concessões no setor do transporte e os números do feminicídio também voltaram à tona.
