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Pesquisa do instituto Ideia, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e divulgada em 10 de agosto de 2026, aponta o governador Tarcísio de Freitas com 51% das intenções de voto no primeiro turno da disputa estadual, contra 34% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Em simulação de segundo turno, o placar é de 53% a 37%. O mesmo levantamento mediu a corrida presidencial dentro do estado e mostrou o senador Flávio Bolsonaro com 37% no cenário estimulado, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 32%. Foram ouvidos 1.800 eleitores por telefone entre 5 e 8 de agosto, com margem de erro de 2,3 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral.
O instituto Ideia divulgou nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, uma pesquisa de intenção de voto em São Paulo que aponta o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, com 51% no primeiro turno da disputa estadual, contra 34% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT. Se o resultado se confirmasse nas urnas, o governador seria reeleito sem necessidade de segundo turno. Na simulação de segundo turno, o levantamento indica 53% para o candidato à reeleição e 37% para o adversário petista. Os demais concorrentes aparecem muito distantes: a terceira colocada, Vera Lúcia, do PSTU, marca 3%, enquanto Carlos Machado, do PCB, e Vivian Mendes, da UP, têm 1% cada.
O mesmo estudo mediu a corrida presidencial dentro do estado, o maior colégio eleitoral do país. No cenário estimulado de primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 37%, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 32%. Em duelo direto de segundo turno, o senador tem 44% e o presidente, 39%. Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado responde sem ver a lista de nomes, a ordem se inverte: o presidente é lembrado por 25% e o senador, por 19%. O levantamento ainda testou outros três cenários de segundo turno, todos dentro da margem de erro, contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o ativista Renan Santos e o ex-governador mineiro Romeu Zema.
A ficha metodológica é idêntica em toda a cobertura: 1.800 eleitores paulistas entrevistados por telefone entre 5 e 8 de agosto, margem de erro de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-04956/2026. O levantamento foi contratado pela Associação Comercial de São Paulo. Também há convergência sobre a avaliação da gestão estadual: 63% aprovam a maneira como o governador conduz o trabalho, 29% desaprovam, e 64% afirmam que ele merece continuar no cargo.
A cobertura de centro tratou os dois recortes com o mesmo peso e publicou as tabelas integrais, incluindo os indicadores menos favoráveis a cada lado. Foi nesse conjunto que apareceram a rejeição dos dois principais candidatos ao governo, de 48% para o ex-ministro e de 27% para o governador, a liderança das candidatas Simone Tebet e Marina Silva na disputa ao Senado paulista, com 27% e 23%, e a distinção explícita entre vantagem numérica e empate técnico nos cenários presidenciais. Um dos textos de centro foi também o único a informar quem encomendou a pesquisa.
Veículos de direita enfatizaram outra parte do mesmo levantamento. Um deles publicou apenas o recorte presidencial, repetindo em título e intertítulo a liderança do senador do PL no estado e ressalvando que as vantagens do presidente sobre outros adversários estavam dentro da margem. Outro conectou os números ao primeiro debate eleitoral, transmitido na noite de domingo, descrevendo a estratégia do governador de atacar a taxa de juros e o endividamento do governo federal e classificando como desculpa antiga a atribuição, feita pelo adversário, do patamar da Selic ao ex-presidente do Banco Central. Um terceiro veículo de perfil conservador, porém, manteve registro estritamente factual e abriu os dados por religião, renda, sexo e idade, além de listar as prioridades do eleitorado: violência com 27,4%, corrupção com 16% e alta de preços com 15,4%.
Não há, neste conjunto de matérias, cobertura de veículos de esquerda sobre a divulgação. A ausência é em si um dado editorial: o levantamento que aponta desvantagem do campo petista em São Paulo circulou até agora sobretudo em veículos de centro e de direita, e a leitura crítica dos números, sobre encomendante, recorte espontâneo e momento do campo, não encontrou porta-voz na cobertura disponível.
Alguns pontos seguem em aberto. O campo terminou em 8 de agosto, um dia antes do debate televisivo entre os dois principais candidatos ao governo, de modo que nenhum efeito do confronto está refletido nos percentuais. Não há série histórica do próprio instituto nas matérias, o que impede dizer se as posições subiram ou caíram. As campanhas não comentaram os resultados em nenhum dos textos, e não há confronto com levantamentos de outros institutos no mesmo período e no mesmo estado.
Todos os lados reproduzem a mesma ficha técnica e os mesmos números centrais: 51% a 34% na disputa ao governo de São Paulo, 53% a 37% no segundo turno simulado, 63% de aprovação da gestão estadual e liderança do senador do PL sobre o presidente no recorte presidencial paulista, com 1.800 entrevistas feitas entre 5 e 8 de agosto e margem de erro de 2,3 pontos.
6 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto descritivo, sem vocabulário valorativo. Distingue com rigor vantagem numérica de empate técnico ao tratar os cenários contra o ex-governador de Goiás, o candidato do Movimento Brasil Livre e o ex-governador mineiro, e separa pesquisa espontânea de estimulada. Publica a tabela integral, inclusive candidatos com décimos de ponto, o que permite conferência independente.
Perspectivas omitidas
Cobertura factual e simétrica: apresenta a liderança do governador, mas também o índice de rejeição de ambos, o potencial de voto, a avaliação da gestão em cinco faixas e a disputa ao Senado com as duas chapas. Usa 'disputa polarizada' como descrição do quadro, não como juízo. Nenhum vocabulário ideológico identificável.
Perspectivas omitidas
Texto de agência, sem adjetivação valorativa. É o único do conjunto que informa que o levantamento foi encomendado pela associação comercial do estado, dado relevante para o leitor avaliar o contexto da pesquisa. Cobre governo, Presidência, Senado e avaliação de gestão com o mesmo peso, e descreve os adversários do presidente como candidatos de direita em sentido descritivo, não pejorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Os números da pesquisa são reproduzidos corretamente, mas o trecho sobre o debate abandona o registro factual e adota vocabulário valorativo: diz que o candidato petista 'encheu de ataques' o governo adversário e que 'ressuscitou uma desculpa antiga dos lulistas' sobre a Selic, enquanto descreve a fala do governador como destaque à alta de juros e ao endividamento federal. A crítica ao custo do crédito e à gestão fiscal do governo federal, somada ao enquadramento depreciativo do lado petista, caracteriza framing de direita.

Candidato à reeleição, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem 51% das intenções de voto

Levantamento aponta empate técnico do atual presidente em embate direto contra Caiado, Renan Santos e Zema entre eleitores paulistas

Levantamento aponta que candidato à reeleição tem 53% a 37% ante petista num eventual segundo turno e que 63% aprovam atual gestão paulista

Senador tem 44% das intenções de voto no segundo turno, ante 39% de Lula

Polarização entre os dois candidatos indica tendência de a disputa no Estado ser resolvida em primeiro turno; eles participaram do 1° debate eleitoral na noite de domingo

Governador aparece 17 pontos à frente de Haddad e seria reeleito no primeiro turno
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Os dados são reproduzidos com correção e o texto registra que o ex-presidente está preso e inelegível, sem eufemismo. O viés aparece na seleção editorial: entre os vários recortes do mesmo levantamento, publica apenas aquele em que o campo da direita lidera, repete a liderança do senador em título, subtítulo e intertítulo, e trata os cenários de vantagem do presidente sempre com a ressalva de que estão na margem. É framing por ênfase, não por adjetivação.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil editorial à direita, o texto é factual e granular: publica percentuais com uma casa decimal, abre os resultados por religião, faixa de renda, sexo e idade, registra a rejeição dos dois principais candidatos e lista as prioridades do eleitorado, com violência, corrupção e alta de preços no topo. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento de mérito para nenhum dos lados, o que puxa a classificação para o centro.
Perspectivas omitidas



