Ronaldo Caiado defende punição a ministros do STF ao criticar decisões
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O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou em 20 de agosto de 2026, durante agenda com empreendedores e lojistas no Brás, região central de São Paulo, que qualquer pessoa de qualquer Poder que tenha cometido crime deve ser punida, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal. Perguntado se apoiaria o impeachment de um integrante da Corte caso seja eleito, disse que um ministro que tenha praticado crime deveria ser excluído do colegiado e lembrou que a Constituição dá ao Senado Federal a prerrogativa de processar e eventualmente afastar magistrados. Na véspera, em evento em Brasília, ele havia classificado como inaceitáveis algumas decisões do Supremo, sem especificar quais.
Ronaldo Caiado reafirmou em São Paulo o princípio de que ninguém está acima da lei, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal, e lembrou que a própria Constituição prevê o instrumento: cabe ao Senado Federal processar e, se for o caso, afastar magistrados.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Ronaldo Caiado disse em São Paulo que ministros do Supremo Tribunal Federal que cometam crime devem ser punidos, apontou a exclusão pelo próprio colegiado e citou a prerrogativa do Senado Federal para processar e afastar magistrados. Ninguém contesta o teor das citações nem o contexto da agenda com lojistas do Brás.
Em agenda com lojistas do Brás, em São Paulo, o candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que qualquer pessoa de qualquer Poder que tenha cometido crime deve ser punida, inclusive integrantes do Supremo Tribunal Federal. Ele citou a exclusão pelo próprio colegiado e a prerrogativa do Senado Federal, um dia depois de chamar decisões da Corte de inaceitáveis.
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou em 20 de agosto de 2026 que ministros do Supremo Tribunal Federal que tenham cometido crime devem ser punidos como qualquer outra pessoa. A declaração foi dada durante encontro com empreendedores e lojistas da região do Brás, no centro de São Paulo, depois que o ex-governador de Goiás foi perguntado se apoiaria o impeachment de um integrante da Corte caso vença a eleição deste ano.
A resposta teve duas partes. Primeiro, o princípio geral: toda e qualquer pessoa, de qualquer Poder, que tenha praticado um crime deve ser punida. Depois, o caminho institucional. Segundo o candidato, o ministro que tenha praticado crime dentro do Supremo deveria ser alvo de uma ação do próprio colegiado, que o excluiria da Corte, e também do Senado Federal, a quem a Constituição atribui a prerrogativa de processar e eventualmente afastar magistrados. Nas palavras dele, as normas do que defende estariam claras.
Os três veículos que cobriram o episódio convergem nesses fatos: o local da fala, a pergunta que a motivou e as citações diretas sobre o colegiado e o Senado. A cobertura de centro acrescentou o contexto que amarra a declaração à campanha. Registrou que a defesa da responsabilização de ministros já havia sido manifestada pelo candidato em abril, quando disse ser favorável ao impeachment de quem quer que seja, e em maio, quando afirmou que a medida poderia acontecer caso chegasse à Presidência, ainda que não gostasse de levá-la adiante, cobrando reação do próprio tribunal diante de eventuais irregularidades. Também anotou que, na véspera, em evento em Brasília, ele classificou como inaceitáveis algumas decisões do Supremo, sem citar quais, e que a pauta do impeachment de ministros ganhou espaço entre presidenciáveis em 2026, discussão que envolve a composição do Senado que sairá das urnas.
A divergência aparece no recorte. Veículos de direita embalaram a fala sobre o Supremo dentro de uma agenda econômica mais ampla, apresentada na mesma reunião com comerciantes: a promessa de mão pesada contra as casas de apostas, que o candidato comparou a droga; a crítica à taxa de juros elevada, associada a um caminho de recessão que ele atribuiu à irresponsabilidade do atual governo; as acusações de corrupção e de avanço do narcotráfico dirigidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e a defesa de isenção da chamada taxa das blusinhas para o comerciante brasileiro. Nesse enquadramento, a cobrança contra a Corte é mais um item de uma plataforma de accountability e desoneração. A cobertura de centro isolou o tema institucional e ofereceu o histórico das falas, sem juntar as bandeiras econômicas ao mesmo pacote.
Nenhum veículo de esquerda cobriu a declaração no material reunido até aqui. O ângulo que costuma organizar essa leitura, o risco à independência do Judiciário quando um candidato imputa crime a magistrados sem nomear ministros, decisões ou provas, não apareceu em nenhuma das três matérias, e não há como atribuir a esse campo uma versão que ele não publicou.
O que ainda não se sabe é justamente o que daria concretude à proposta. Nenhuma das coberturas informa quais ministros seriam alvo, quais crimes teriam sido praticados, quais decisões o candidato considera inaceitáveis, nem se ele apresentaria ou apoiaria formalmente um pedido de impeachment caso eleito. Também não há explicação sobre o rito e o quórum exigidos no Senado Federal para afastar um integrante da Corte, nem resposta do Supremo, de senadores ou do governo federal às declarações. Sobre as demais promessas da agenda, faltam detalhes sobre como o combate às casas de apostas seria feito e sobre o desenho tributário que substituiria a cobrança sobre importações de baixo valor.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ocupar posição de destaque em meio às recentes divergências

Durante evento em São Paulo, o candidato à Presidência pelo PSD também prometeu medidas severas contra as bets, atendendo a demandas de comerciantes locais
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, comentou sua posição sobre um eventual apoio a um impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "Toda e qualquer pessoa, de qualquer Poder que tenha praticado um crime, deve ser

Candidato a presidente destacou prerrogativa do Senado para processar e, eventualmente, afastar magistrados
