Flávio espera apoio do Novo e aposta em migração de votos de Caiado no segundo turno
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, confirmou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ato marcado para terça-feira, 6 de outubro, às 14h30, em Goiânia, ao lado do governador eleito Daniel Vilela. Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos. O PSD declarou neutralidade, e a campanha de Flávio ampliou as articulações com Novo, PP e União Brasil.
Com a adesão de Ronaldo Caiado, a campanha de Flávio Bolsonaro avança sobre o Centrão, que se divide entre o apoio ao candidato do PL e a neutralidade. Dirigentes de PP e União Brasil tratam a vitória de Flávio como possibilidade e buscam se posicionar ao lado do favorito, enquanto o União Brasil discute condicionar o apoio à reeleição de Davi Alcolumbre no Senado.
Ronaldo Caiado vai anunciar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, reforçando a frente da direita contra o presidente Lula. A decisão é pessoal do ex-governador, já que o PSD ficou neutro, e o ato em Goiânia deve reunir o governador eleito Daniel Vilela, prefeitos e parlamentares.
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado confirmou apoio ao senador Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Lula, com ato marcado em Goiânia ao lado do governador eleito Daniel Vilela. O PSD ficou neutro, o Novo deve aderir e PP e União Brasil se dividem entre o apoio e a neutralidade.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático, o PSD, vai apoiar o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, o PL, no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. O anúncio foi marcado para esta terça-feira, 6 de outubro, às 14h30, em Goiânia, num ato com o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela, do MDB, além de prefeitos e parlamentares do estado.
No primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra cerca de 45% de Lula. Caiado ficou em quinto lugar, com 2.605.148 votos, o equivalente a 2,18% dos válidos, atrás de Augusto Cury e Renan Santos. A nova votação está marcada para 25 de outubro.
Na noite do resultado, Caiado evitou declarar posição. Disse que guardaria a coerência e só se pronunciaria depois de conversar com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice em sua chapa. Horas depois, o PSD anunciou neutralidade e liberou diretórios, parlamentares e filiados para escolher entre os dois candidatos. Na manhã de segunda-feira, Flávio telefonou para Caiado, que, segundo relatos, confirmou que ficaria ao lado do senador e marcou a oficialização para o dia seguinte.
A adesão integra uma ofensiva mais ampla da campanha do PL. A cobertura de centro relatou que o Partido Novo, do ex-governador Romeu Zema, deve formalizar apoio a Flávio ainda nesta semana, ao lado de sua bancada eleita, e que o ex-presidente Michel Temer divulgou nota de apoio ao candidato. PP e União Brasil, que formam uma federação, marcaram reuniões para terça-feira com tendência de apoio a Flávio, depois de terem ficado neutros no primeiro turno. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reuniu-se com o senador e prometeu participação ativa na campanha. Antes do primeiro turno, aliados de Flávio chegaram a ventilar a Caiado a possibilidade de assumir um eventual Ministério da Segurança Pública.
As ênfases variam. Veículos de direita relataram o caso em tom predominantemente factual, destacando a confirmação do anúncio, o horário do ato e o fato de que o apoio é uma decisão pessoal de Caiado, não uma orientação do PSD. A cobertura de centro deu mais espaço aos bastidores: a avaliação de aliados de que Caiado poderia preferir um gesto discreto, a aposta da campanha de Flávio na migração dos eleitores do ex-governador mesmo sem pedido explícito de voto, e a expectativa da campanha de Lula, registrada antes da eleição, de que o apoio seria apenas protocolar. Veículos de esquerda destacaram a divisão do Centrão entre a adesão a Flávio e a neutralidade. Apontaram que caciques de PP e União Brasil buscam se posicionar ao lado de quem consideram favorito e que uma das condições discutidas no União Brasil seria o apoio do PL à reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado em 2027. Esses veículos também registraram que aliados de Lula trabalham para manter a federação neutra.
Ainda não se sabe qual será o tom do pronunciamento de Caiado, nem se ele vai participar ativamente da campanha nas próximas três semanas ou se o gesto ficará restrito ao ato em Goiânia. Também não está claro quanto dos 2,6 milhões de votos do ex-governador migrará de fato para Flávio, nem qual posição PP, União Brasil, MDB e Republicanos vão adotar no segundo turno.
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Flávio Bolsonaro busca o apoio de Ronaldo Caiado, quinto colocado no pleito, para fortalecer sua campanha contra Lula no segundo turno das eleições presidenciais.

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Nesta matéria: viés de centro.