Zema apoia Flávio Bolsonaro no 2º turno; Cury, Renan e Caiado evitam lado
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Derrotados no primeiro turno da eleição presidencial de 2026 definiram posições diferentes para o 2º turno entre Flávio Bolsonaro, do PL, e Lula, do PT. Romeu Zema, do Novo, declarou apoio a Flávio na segunda-feira, depois de dizer na apuração que estaria contra o PT. Augusto Cury, do Avante, anunciou neutralidade; Renan Santos, do Missão, não fará campanha para ninguém; e Ronaldo Caiado aguardou a cúpula do PSD, que decidiu ficar neutro.
O campo de direita saiu do primeiro turno fortalecido no Congresso, e Romeu Zema transformou a postura antipetista em apoio formal a Flávio Bolsonaro. O Novo cumpriu pela primeira vez a cláusula de barreira, elegendo três senadores e ao menos oito deputados federais.
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4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura registra que nenhum dos derrotados declarou apoio nominal na noite da apuração, que Cury, Renan Santos e Caiado criticaram a polarização ou o rumo da campanha e que Zema se posicionou contra o PT.
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Entre os derrotados, só Romeu Zema, do Novo, declarou apoio ao senador do PL. Augusto Cury e Renan Santos não farão campanha para ninguém, e o PSD de Ronaldo Caiado decidiu ficar neutro.
Os candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial de 2026 começaram a definir o que farão no 2º turno, que será disputado entre o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Com 99,9% das urnas apuradas, Flávio teve 47% dos votos válidos e Lula, 45%. Dos quatro principais derrotados, apenas o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, declarou apoio a um dos finalistas.
Na noite da apuração, Zema evitou citar Flávio pelo nome e disse que, onde estiver o PT no segundo turno, estará contra o PT. Na segunda-feira, 5 de outubro, declarou apoio ao senador, afirmando que não poderia ficar em cima do muro. Zema também comemorou o resultado do partido. O Novo cumpriu pela primeira vez a cláusula de barreira, regra que dá acesso a recursos e prerrogativas, e elegeu três senadores e ao menos oito deputados federais.
O escritor Augusto Cury, do Avante, terceiro colocado, anunciou neutralidade. Disse que vai se silenciar completamente sobre os dois finalistas, proibiu o uso de seu nome para declarar apoio e descartou cargos em um futuro governo. Cury classificou a polarização como excessivamente hostil e afirmou que a democracia brasileira dá sinais de asfixia. Também voltou a defender mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal, o fim da reeleição e o semipresidencialismo.
Renan Santos, do Missão, partido criado a partir do Movimento Brasil Livre, disse que não fará campanha para nenhum candidato nem para o voto nulo. Ele fez ataques duros a Flávio Bolsonaro e reconheceu que o partido não deve ultrapassar a cláusula de barreira. Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático, afirmou que só se pronunciaria depois de conversar com o presidente da legenda, Gilberto Kassab, e criticou o que chamou de ingerências indevidas na campanha, em alusão ao Judiciário. O partido decidiu depois ficar neutro no segundo turno.
A cobertura de centro concentrou-se nas declarações de cada candidato, registrando a crítica comum à polarização e o gesto de Zema contra o PT. Veículos de direita enfatizaram o avanço da direita no Congresso, celebrado por Zema, as críticas de Caiado ao Judiciário e a dinâmica de transferência de votos. Uma dessas análises, com leitura do instituto Real Time Big Data, apontou que o eleitor de Zema tende a migrar para Flávio, que o de Caiado pode se dividir, com os mais velhos indo para Lula, e que quem ficou com Cury até o fim se parece mais com a base de Lula. O eleitorado de Renan, descrito como voto de protesto, poderia ir para Lula, votar em branco ou não participar. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu especificamente a reação dos derrotados.
O que ainda não se sabe é qual será a posição pessoal de Caiado depois da decisão de neutralidade do partido, e quanto do eleitorado dos derrotados seguirá, de fato, as orientações dos candidatos. Nenhuma das reportagens trouxe pesquisa de segundo turno que meça essa transferência.
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