Ataques entre EUA e Irã reduzem tráfego no Estreito de Ormuz a 10 navios por dia
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O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz caiu ao menor nível desde maio depois de ataques recíprocos entre forças dos Estados Unidos e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Dados da empresa de informações marítimas Kpler apontam média móvel de dez embarcações por dia nos dez dias encerrados em 6 de setembro, contra quase treze no dia 5 e mais de quinze no dia 4. No sábado, apenas duas embarcações atravessaram a passagem. O Comando Central dos Estados Unidos afirmou ter atingido três petroleiros iranianos em resposta a um ataque da Guarda Revolucionária contra dois navios de guerra americanos; Teerã confirmou os ataques e disse ter revidado contra seis embarcações.
Na chave da direita, o episódio é um teste de liberdade de navegação: uma passagem por onde escoa parte relevante do petróleo mundial não pode ficar sob veto de um regime que decide quem atravessa e quem é punido.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
As coberturas convergem em que houve ataques recíprocos entre forças dos Estados Unidos e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã contra petroleiros no sábado, 5 de setembro, que houve danos às embarcações e que o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz recuou de forma mensurável nos dias seguintes.
O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz recuou ao menor nível desde maio depois dos ataques recíprocos entre forças dos Estados Unidos e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã contra petroleiros. A média móvel de dez dias caiu a dez embarcações por dia, e nenhum navio-tanque de petróleo bruto de grande porte deixou a passagem desde 2 de setembro.
O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz caiu ao menor nível desde maio depois de uma sequência de ataques recíprocos entre forças dos Estados Unidos e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Segundo dados da empresa de informações marítimas Kpler, a média móvel de dez dias ficou em dez embarcações por dia no domingo, 6 de setembro, contra quase treze no sábado e mais de quinze na sexta-feira. Em um único dia, sábado, apenas duas embarcações cruzaram a passagem. Nenhum navio-tanque de petróleo bruto de grande porte deixou o estreito desde a quarta-feira anterior, dia 2.
O estopim da queda foi o sábado, 5 de setembro. O Comando Central dos Estados Unidos informou ter atingido três petroleiros iranianos, um deles nas proximidades da Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, e disse que a operação respondeu a um ataque da Guarda Revolucionária contra dois navios de guerra americanos que patrulhavam a região. Horas depois, a Marinha da Guarda Revolucionária confirmou os ataques contra suas embarcações e afirmou ter revidado contra seis navios, sendo três petroleiros que, na sua descrição, atravessavam sem autorização o estreito, e três outras embarcações ligadas aos Estados Unidos.
Há convergência entre as coberturas sobre o essencial: os ataques ocorreram, houve danos, e o comércio marítimo recuou de forma mensurável. A cobertura de centro concentrou-se nos números e na cadeia de causa e efeito, apoiada em séries de dados de navegação, nos nomes dos petroleiros atingidos, Downy, Stark I e Kylo, e no relatório semanal da Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido, que contabilizou 27 incidentes de impacto de projéteis contra embarcações na região desde 6 de julho. Essas matérias também registraram a avaliação de uma empresa de inteligência marítima de que os navios-tanque comerciais estão sendo usados de forma deliberada como instrumentos de pressão econômica recíproca, o que enfraquece a distinção entre confronto militar e transporte comercial.
Veículos de direita deram destaque ao comunicado oficial iraniano e ao recado embutido nele, reproduzindo a advertência da Guarda Revolucionária de que qualquer embarcação em rota considerada não autorizada será atacada, e a fala de um porta-voz da corporação segundo a qual entre dois e cinco navios por noite foram punidos e multados nos dez dias anteriores. Nessa cobertura, a versão americana dos fatos não aparece, e o vocabulário agressivo de Teerã contra os Estados Unidos é transcrito entre aspas. No conjunto de matérias reunidas nesta story, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio, de modo que nenhum enquadramento desse campo pode ser atribuído aqui.
A divergência substantiva está em quem controla a passagem. O relato de origem iraniana sustenta que os ataques americanos não causaram nem o menor problema para o domínio da Marinha da Guarda Revolucionária sobre a região. A cobertura apoiada em dado de mercado aponta o contrário, com a rota esvaziada, nenhum grande petroleiro saindo há dias e risco classificado como extremo para a tonelagem iraniana ou ligada ao Irã. Na segunda-feira, 7 de setembro, sete navios de transporte de commodities atravessaram a rota, contra oito no dia anterior, depois de o Irã ameaçar retaliar novos ataques. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que o país anunciará uma zona restrita fora do estreito e incluirá em lista de sanções qualquer navio que tentar cruzá-la.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há verificação independente das versões apresentadas pelos dois lados sobre o número de embarcações atingidas e a extensão dos danos, nem informação sobre vítimas entre as tripulações. Também não estão definidos os limites geográficos da zona restrita anunciada por Teerã, a data do anúncio e quais sanções valerão. E nenhuma das coberturas quantificou até agora quanto petróleo deixou de ser embarcado no período nem qual o efeito acumulado sobre o preço internacional da commodity.
O comunicado explica que, na manhã deste sábado (5), os 'terroristas' norte-americanos atacaram três petroleiros de propriedade iraniana

Dados da Kpler mostram que sete navios de transporte de commodities atravessaram a rota na segunda-feira, ante oito embarcações no dia anterior

Cinco navios atravessaram o estreito no domingo, contra apenas dois no sábado

Apenas duas embarcações atravessaram o estreito no sábado, enquanto seis o fizeram no domingo, a maioria utilizando a rota iraniana, após ataques dos EUA e do Irã
