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A dez dias do início oficial da campanha, a disputa presidencial de 2026 aparece concentrada em dois nomes. Uma pesquisa distrital mostrou empate técnico no primeiro turno e derrota do presidente em todos os cenários de segundo turno no Distrito Federal, enquanto um novo levantamento nacional registrado no TSE foi a campo entre 7 e 9 de agosto para testar a mesma disputa. No fim de semana, os dois principais candidatos fizeram agendas voltadas ao eleitorado feminino em São Paulo.
A corrida presidencial de 2026 entrou em agosto concentrada em dois nomes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, e o período foi marcado por uma sequência de pesquisas e pelas primeiras agendas de rua com verniz eleitoral. O período oficial de campanha, quando os candidatos podem pedir voto explicitamente, começa em 16 de agosto.
O dado mais concreto do momento veio de um levantamento restrito ao Distrito Federal, realizado entre 30 de julho e 1º de agosto, com 1.109 entrevistas em 31 regiões administrativas e margem de erro de 3,3 pontos percentuais. No cenário estimulado de primeiro turno, o senador registrou 33,5% e o presidente 32%, diferença dentro da margem e, portanto, empate técnico. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado apareceu em terceiro, com 11,5%. Na pesquisa espontânea, o presidente ficou numericamente à frente, com 28,3% contra 26,7%, mas quase um terço do eleitorado distrital ainda não tinha escolha definida. Nas quatro simulações de segundo turno no DF, o presidente foi derrotado ou empatado em todas: perdeu para o senador por 46,2% a 41,2%, para o ex-governador de Goiás por 50,8% a 36,8% e empatou tecnicamente com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A rejeição também foi medida: 46,1% dos entrevistados no DF disseram que não votariam no presidente de jeito nenhum, contra 37% do senador.
Em paralelo, um levantamento nacional registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08428/2026 foi a campo entre 7 e 9 de agosto, com 2.000 entrevistas por telefone, amostra estratificada por DDD, margem de erro de 2 pontos percentuais e divulgação prevista para 10 de agosto. O questionário testa treze nomes no cenário estimulado e quatro simulações de segundo turno, além de medir firmeza do voto, disposição de mudar de candidato por voto útil, potencial eleitoral e rejeição dos cinco principais nomes, grau de concordância com as posições antipetista e antibolsonarista, avaliação e aprovação do governo e percepção sobre a economia em comparação com o período encerrado em dezembro de 2022.
No sábado, 8 de agosto, os dois principais nomes fizeram agendas em São Paulo voltadas ao eleitorado feminino. Em Taboão da Serra, em evento de um movimento de moradia que comemorava 30 anos, o presidente afirmou que o homem precisa aprender a trabalhar na cozinha para ajudar a mulher e que o enfrentamento da violência não é pauta exclusiva das mulheres porque o agressor é o homem. No mesmo discurso, criticou o centro financeiro do país e a insistência por ajuste fiscal, dizendo que quem define a taxa de juros não sabe como vive a população mais pobre. Em Itapetininga, no interior paulista, o senador prometeu criar uma central de atendimento e proteção a vítimas de violência e indicar mulheres ao Supremo Tribunal Federal, lembrando que o próximo presidente indica quatro ministros. Era o primeiro grande evento dele depois do anúncio, na quarta-feira 5, do deputado Alfredo Gaspar como vice, escolha feita de última hora após tentativas frustradas de atrair uma mulher para a chapa.
Os enquadramentos divergem. Veículos de esquerda concentraram a cobertura nos números da pesquisa distrital, um recorte de renda e ocupação distante da média nacional, e destacaram a agenda social do campo governista, incluindo a defesa do banimento de uma plataforma digital acusada de não respeitar a proteção a crianças e adolescentes. Veículos de direita enfatizaram o encurtamento da distância entre os dois nomes na rodada nacional anterior, o desenho da nova pesquisa voltado a medir aprovação de governo e percepção da economia, e a comparação com o período encerrado em dezembro de 2022. A cobertura de centro relatou lado a lado as duas agendas de rua, registrou o atrito na ala feminina do partido do senador, incluindo críticas públicas da ex-primeira-dama ao enteado, e apresentou como análise em aberto a pergunta sobre se denúncias de tráfico de influência que atingem os dois campos podem redesenhar a disputa e abrir espaço para outros nomes.
O que ainda não se sabe é o essencial. Os resultados do levantamento nacional não tinham sido divulgados até o fechamento das reportagens, de modo que não há como confrontar o quadro distrital com o eleitorado brasileiro. Também não estão detalhados nas matérias quais são as denúncias de tráfico de influência citadas, em que estágio de apuração se encontram e qual a resposta dos envolvidos.
Todos os lados tratam a disputa como concentrada em Lula e Flávio Bolsonaro, reconhecem que a diferença entre os dois no primeiro turno está dentro da margem de erro nos levantamentos citados e registram que a rejeição a ambos é alta o suficiente para condicionar a estratégia das campanhas.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do viés declarado do veículo, o texto é relato de dados: percentuais estimulados e espontâneos, quatro cenários de segundo turno em que o presidente é derrotado ou empatado, e o índice de rejeição em que ele lidera. Não há vocabulário de justiça social nem enquadramento favorável ao campo governista. O título destaca o empate técnico, que é de fato o resultado do primeiro turno estimulado, sem contradizer o corpo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto dá espaço equivalente às duas agendas, cita as falas na íntegra e contextualiza o atrito familiar no campo de oposição e a crítica do presidente ao mercado financeiro sem endossar nenhum dos lados. Usa a data de início oficial da campanha para qualificar os eventos como de verniz eleitoral, formulação factual e não valorativa. A ausência de números para sustentar a tese da desvantagem entre eleitoras é a principal fragilidade.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Diferente da versão anterior, este texto se restringe à descrição do instrumento: quatro simulações de segundo turno, treze nomes no cenário estimulado, medição de firmeza de voto, voto útil, potencial e rejeição, além de avaliação de governo. Não há adjetivação, não há antecipação de tendência favorável a um dos lados e o registro no TSE é informado com número, o que sustenta leitura de centro.

Levantamento será divulgado na segunda-feira e também medirá voto decidido, potencial de candidatos, polarização e disposição do eleitor de mudar de escolha

As pesquisas de intenções de voto mostram Flávio Bolsonaro com menos vantagem do que Lula junto às eleitoras. A rejeição elevada no segmento é uma preocupação constante da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro
No Não é Bem Assim, Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães analisam como denúncias e investigações sobre tráfico de influência atingem Lula e Flávio Bolsonaro, alimentam a rejeição e podem abrir espaço para outros nomes em 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem em empate técnico na disputa pela Presidência da República entre os eleitores do Distrito Federal…

Levantamento vai ouvir 2.000 eleitores de todo o país por telefone
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Perspectivas omitidas
O texto é apenas a sinopse de um debate: descreve que o painel analisa como denúncias de tráfico de influência atingem os dois principais nomes e podem abrir espaço para terceiros em 2026. Não adota vocabulário de proteção social nem de livre iniciativa, e distribui o desgaste igualmente entre os dois campos, o que sustenta leitura de centro. A confiança é baixa porque o corpo não traz argumentação própria para julgar.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Perspectivas omitidas
A descrição metodológica é correta, mas o enquadramento antecipa o movimento favorável ao campo de oposição ao lembrar que na rodada anterior o senador reduziu a distância e alcançou empate técnico. O texto dá relevo à aferição de aprovação do governo, à comparação da economia com o período encerrado em dezembro de 2022 e ao eixo antipetista do questionário, escolhas de pauta que reforçam a leitura de accountability sobre a gestão em curso.
Perspectivas omitidas



