Justiça Eleitoral manda prefeitura de São Paulo operar 100% dos ônibus no 2º turno
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- CartaCapitalJustiça manda prefeitura colocar 100% da frota de ônibus em SP no 2° turnoO prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente da SPTrans estão sujeitos a multa de 100 mil reais cada um se descumprirem a ordem sem justificativa(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Revista FórumJustiça determina que Ricardo Nunes opere 100% da frota de ônibus no 2° turno em SPA medida reverte o plano original da gestão de Ricardo Nunes, que pretendia repetir o esquema do primeiro turno, com frota equivalente a de sábados, e busca(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilJustiça determina 100% da frota de ônibus no 2º turno das eleições em SPMedida atende ação judicial e estabelecendo frota equivalente à de dias úteis no domingo, além da gratuidade(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- MetrópolesTRE-SP determina 100% da frota de ônibus na capital no domingo de 2° turnoDecisão impõe que, em caso de descumprimento, multa de R$ 100 mil seja aplicada ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB)(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
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Briefing
O que importa para você
- Frota de dia útil nos ônibus municipais de São Paulo no domingo, dia do segundo turno.
- Multa de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado.
- Transporte coletivo gratuito nos dias de votação, conforme resolução do TSE.
Onde os lados concordam
Centro e esquerda concordam que a Justiça Eleitoral mandou operar 100% da frota de ônibus no domingo, com multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans, em ação do PSOL.
O que ainda está incerto
- Se a prefeitura vai recorrer ou cumprir a ordem integralmente.
- Qual a justificativa da gestão para o plano original de frota de sábado, já que nenhuma fonte traz a versão da prefeitura.
A Justiça Eleitoral determinou que a prefeitura de São Paulo opere 100% da frota de ônibus no domingo (25), dia do segundo turno. A ordem atende a ação popular de parlamentares do PSOL e prevê multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans.
A Justiça Eleitoral determinou que a prefeitura de São Paulo coloque em circulação, neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições, 100% da frota de ônibus prevista para dias úteis regulares. A ordem foi assinada na sexta-feira (23) pelo juiz eleitoral Tiago Ducatti Lino Machado e atende a uma ação popular apresentada pela vereadora Luana Alves, pela deputada estadual Mônica Seixas e pela deputada federal Sâmia Bomfim, todas do PSOL.
O prefeito Ricardo Nunes, do MDB, e o presidente da SPTrans, empresa estatal que gere o transporte por ônibus na capital, ficam sujeitos a multa de R$ 100 mil cada um, caso descumpram a ordem sem justificativa. A decisão também alerta que o descumprimento pode configurar crime eleitoral e resultar em responsabilização civil e administrativa.
A cobertura de centro relatou que a decisão se baseia na resolução do Tribunal Superior Eleitoral que prevê transporte coletivo urbano gratuito nos dias de votação, com frequência equivalente à dos dias úteis. A norma exige que não haja distinção entre eleitores e proíbe promoção pessoal do gestor e propaganda eleitoral ou partidária no serviço. A cobertura de centro acrescentou que o governo estadual anunciou gratuidade em trens, metrô e ônibus metropolitanos e intermunicipais. As autoras da ação também pediram uma reserva técnica mínima de 10% dos ônibus, prioritariamente para linhas das periferias, e a divulgação antecipada de uma ordem de serviço detalhada. O juiz rejeitou os dois pedidos, por não identificar exigência legal para eles. Segundo a cobertura de centro, a prefeitura ainda pode recorrer.
Veículos de esquerda destacaram o contexto que motivou a ação. Segundo eles, a gestão municipal havia comunicado que repetiria no segundo turno o esquema do primeiro, com frota equivalente à de sábados. A bancada de oposição defendia que circulassem cerca de 12 mil ônibus, como em dia útil, e calculou que o plano da prefeitura significaria de 4.600 a 5.100 veículos a menos, uma redução de 40%. A ação foi apresentada na quarta-feira (21) à Vara da Fazenda Pública e remetida depois à Justiça Eleitoral. Na argumentação reproduzida por esses veículos, as parlamentares afirmam que a escassez planejada de transporte atua como barreira econômica e física ao exercício do voto, com impacto maior sobre a população mais pobre das periferias. Eles lembram ainda que o Supremo Tribunal Federal, na ADPF 1.013, considerou inconstitucional a omissão do poder público em ofertar transporte gratuito e em frequência compatível com a dos dias úteis nos dias de eleição.
Até o momento, nenhum veículo de direita publicou cobertura do caso, de modo que não há enquadramento desse campo para relatar. As divergências registradas se limitam à ênfase: o centro foca na regra eleitoral e na multa, e a esquerda, no impacto social e na denúncia contra a gestão Nunes. Há ainda uma imprecisão entre as fontes sobre quem decidiu. Um relato atribui a ordem ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, outro à 1ª Zona Eleitoral, e os demais falam em Justiça Eleitoral.
O que ainda não se sabe é se a prefeitura vai recorrer ou cumprir a ordem integralmente, e como ela explicará o plano original de frota reduzida. Nenhuma das fontes traz manifestação da prefeitura ou da SPTrans. Também não está claro como a operação será fiscalizada no domingo, nem se o juiz aplicará a multa em caso de descumprimento parcial.
Fontes
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente da SPTrans estão sujeitos a multa de 100 mil reais cada um se descumprirem a ordem sem justificativa

Medida atende ação judicial e estabelecendo frota equivalente à de dias úteis no domingo, além da gratuidade

Decisão impõe que, em caso de descumprimento, multa de R$ 100 mil seja aplicada ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB)

A medida reverte o plano original da gestão de Ricardo Nunes, que pretendia repetir o esquema do primeiro turno, com frota equivalente a de sábados, e busca
