Donald Trump evita apoiar candidato e diz seguir de perto a eleição no Brasil
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A fala de Trump é lida à luz de um histórico recente de pressão americana sobre o Brasil. Relatório da Agência Brasileira de Inteligência classificou como crítico o risco de interferência dos EUA, que buscariam reafirmar a hegemonia na América Latina, e a soberania do processo eleitoral entra no centro do debate.
Trump adotou postura contida: elogiou o Brasil, chamou a eleição de importante e não apoiou nenhum candidato. As acusações de interferência seguem sem comprovação pública, e Washington reitera que respeitará o voto dos brasileiros, enquanto a Abin evita se manifestar sobre o que teria relatado a europeus.
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Toda a cobertura registra que Donald Trump disse acompanhar a eleição brasileira muito de perto, chamou o pleito de muito importante e não declarou apoio a nenhum candidato, a três dias do primeiro turno.
A três dias do primeiro turno, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acompanhar muito de perto a eleição brasileira e não declarou apoio a nenhum candidato. A fala ocorre sob suspeitas de interferência americana apontadas pela Agência Brasileira de Inteligência, que Washington nega.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 1º de outubro, que acompanha "muito de perto" a eleição brasileira. A declaração foi dada a jornalistas na saída da Casa Branca, três dias antes do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro. Trump não citou nomes nem declarou apoio a nenhum candidato à Presidência.
"O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", disse o presidente americano. A postura contrasta com a de outras eleições recentes na América Latina, como a da Colômbia, em que Trump manifestou apoio a candidatos alinhados ao seu governo.
A fala ocorre em meio a suspeitas de interferência americana no processo eleitoral brasileiro. Em setembro, um relatório da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, apontou risco de influência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. Do outro lado, o Departamento de Estado americano afirma que respeitará qualquer governo escolhido pelo voto e nega ter um plano para impedir uma eventual reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Veículos de esquerda destacaram o contexto de tensão entre os dois governos. Segundo essa cobertura, a Abin classificou a ameaça com um nível de criticidade e associou o risco à prioridade do governo Trump de reafirmar a hegemonia americana na região, afastando rivais como a China de riquezas naturais e infraestrutura. Esses veículos lembraram ainda que, em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado que pretendiam conversar com autoridades eleitorais sobre liberdade de expressão, e mencionaram alertas de especialistas sobre ações cibernéticas e o papel das grandes plataformas digitais.
A cobertura de centro e a publicada por veículos de direita deram mais peso ao contraponto americano e às pressões vindas do próprio Congresso dos Estados Unidos. Relataram que congressistas enviaram carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, preocupados com ações do governo Trump no Brasil, e que senadores voltaram a cobrar garantias de respeito ao resultado das urnas. Entre os pontos citados estão a nomeação de Darren Beattie para cuidar de temas ligados ao Brasil e as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Essa cobertura também registrou que a Abin teria informado representantes da França e da Alemanha sobre suspeitas de interferência dos Estados Unidos e da Rússia, ressaltando que a atuação russa não foi detalhada e que a agência não se manifestou publicamente.
Ainda não se sabe se haverá algum gesto adicional de Washington até o domingo da votação, nem quais seriam as ações concretas que sustentariam as suspeitas levantadas pela inteligência brasileira. Também não houve resposta pública de autoridades americanas e russas às novas acusações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acompanha de perto as eleições brasileiras, mas não declarou apoio a nenhum candidato.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando “muito de perto” as eleições no
