Maioria democrata no Congresso dos EUA pode ampliar escrutínio de tarifas ao Brasil
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A cobertura de centro tratou as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, nesta terça-feira, como teste da maioria republicana de Donald Trump. Um texto detalhou como uma Câmara democrata poderia investigar a concessão de vistos a Flávio Bolsonaro e os critérios das tarifas, com analistas avaliando que a reversão da política comercial é pouco provável. Outro trouxe as projeções que dão favoritismo aos democratas na Câmara e a avaliação de que um impeachment é muito improvável.
Com base em Folha de S.Paulo e G1
Veículos de direita enquadraram a eleição pelo lado comercial: uma derrota republicana poderia abrir espaço para uma relação menos conflituosa entre Washington e Brasília, mas não obrigaria Trump a abandonar as tarifas.
Com base em InfoMoney
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Os textos que trataram do Brasil concordam que uma maioria democrata ampliaria a fiscalização sobre a política tarifária de Donald Trump, mas não bastaria para reverter as tarifas, já que o presidente continua conduzindo a política externa.
Os Estados Unidos votam nesta terça-feira, 3 de novembro, nas eleições de meio de mandato. Analistas avaliam que uma vitória democrata no Congresso ampliaria a fiscalização sobre as tarifas de Donald Trump contra produtos brasileiros e sobre o caso Flávio Bolsonaro, mas não reverteria sozinha a política de Washington para o Brasil.
Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira, 3 de novembro, as eleições de meio de mandato, que renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. Hoje os republicanos do presidente Donald Trump controlam as duas Casas. Analistas ouvidos nas matérias avaliam que uma derrota republicana pode aumentar a fiscalização do Congresso sobre temas que afetam o Brasil, como as tarifas comerciais, mas sem garantia de mudança na política de Washington para o país.
A cobertura de centro registrou que a maioria republicana na Câmara é apertada, com 220 deputados contra 215 democratas, e que agregadores de pesquisa apontam favoritismo democrata na disputa pela Casa. O professor Carlos Gustavo Poggio, especialista em política dos Estados Unidos, considerou muito improvável um impeachment de Trump, porque o afastamento exigiria o apoio de dois terços do Senado.
Os textos que trataram do Brasil convergem em um ponto: o Congresso ganharia poder de investigação e de pressão, mas não de reverter sozinho as decisões do presidente. Veículos de direita lembraram que, em julho, o governo Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, e registraram que uma maioria democrata poderia convocar autoridades e ampliar o escrutínio sobre as tarifas, mas não teria poderes para cancelar automaticamente as medidas presidenciais. A cobertura de centro trouxe avaliação parecida da pesquisadora Bruna Santos, do Inter-American Dialogue, para quem uma nova maioria democrata elevaria o custo político, mas a reversão seria muito pouco provável.
A diferença está na ênfase. A cobertura de centro destacou o caso de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. Segundo um dos textos, uma vitória democrata na Câmara abriria caminho para investigar a concessão de vistos a ele e a possível participação de autoridades americanas em sua saída do Brasil após a derrota para Lula. O mesmo texto relatou que 31 congressistas cobraram em setembro o compromisso de não interferir nas eleições brasileiras e que, em 30 de outubro, outros 25 deputados pediram explicações sobre a atuação americana no episódio. Também registrou a hipótese de efeito contrário levantada por Bruna Santos: com menos margem no plano doméstico, Trump poderia se voltar ainda mais para a política externa e para a América Latina.
Veículos de direita, por sua vez, deram mais espaço ao lugar do Brasil na disputa entre Estados Unidos e China e ao interesse internacional por terras raras e minerais críticos. O texto desse lado não mencionou o caso de Flávio Bolsonaro. Nenhum veículo de esquerda cobriu o assunto no conjunto analisado.
Até a manhã de 3 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, o resultado das eleições ainda não era conhecido. Também não estava claro se os democratas conquistariam as duas Casas, condição que, segundo os analistas, ampliaria o alcance das investigações, nem como Trump reagiria a uma derrota. Um dos especialistas ouvidos afirmou que o presidente poderia reagir com conciliação ou agressividade, a depender do tema.
Analistas avaliam que avanço democrata pode abrir espaço para maior fiscalização da política comercial americana, mas não garante fim das tarifas

Maioria democrata no Congresso poderia fortalecer pedidos de apuração sobre fuga de Flávio Bolsonaro e tarifas

Agregadores de pesquisa apontam cenário indefinido, mas com vantagem democrata. Eleições de meio de mandato ocorrem oficialmente nesta terça-feira (3).
