Donald Trump rejeita trégua de sete dias do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz
4 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Veículos de esquerda leram a recusa de Trump pela lente do cálculo eleitoral: o presidente americano, com aprovação de 32%, a mais baixa de sua trajetória, rejeitou uma saída diplomática e admitiu a assessores que novos bombardeios contra o Irã são prováveis depois das eleições legislativas de novembro. A cobertura destacou que Teerã se disse pronto para um acordo e que a decisão prolonga uma guerra que já pesa sobre o custo de vida, com o petróleo acima de US$ 107 e pressão inflacionária.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou no sábado a proposta do Irã de uma trégua de sete dias que terminaria com a reabertura do Estreito de Ormuz. Em troca, Teerã pedia o fim do bloqueio naval americano, o levantamento das sanções sobre o petróleo e o desbloqueio de ativos congelados estimados em pelo menos US$ 12 bilhões.
Veículos de direita enfatizaram a posição de força de Washington: Trump rejeitou a proposta por avaliar que o Irã busca reabrir Ormuz às pressas porque está perdendo terreno e sem receita, e manteve o bloqueio naval como instrumento de pressão.
9 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta do Irã de uma trégua de sete dias em troca do fim do bloqueio naval e das sanções, com a reabertura do Estreito de Ormuz no fim do prazo. A recusa fez o Brent subir quase 3%, e as conversas por mediadores do Catar seguem sem garantia de acordo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou no sábado, 26 de setembro, a proposta do Irã de uma trégua de sete dias que terminaria com a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde costumava passar cerca de um quinto do petróleo e do gás do mundo. "Rejeito a proposta deles", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. Segundo ele, Teerã quer abrir o estreito imediatamente porque está perdendo a guerra.
A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, com mediação do Catar. O plano previa a suspensão das hostilidades em todas as frentes por sete dias, o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos, o levantamento das sanções sobre o petróleo e o desbloqueio de ativos congelados estimados em pelo menos 12 bilhões de dólares. No último dia, o Irã reabriria o estreito e as negociações sobre o programa nuclear começariam. Araghchi disse que essas medidas já constavam de um memorando assinado pelos dois países em junho, que desmoronou quando os ataques foram retomados.
Os veículos convergem em outros pontos. A guerra começou no fim de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel, e já dura sete meses. Depois da recusa, o Irã afirmou que ainda aguarda uma resposta formal dos mediadores. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que aceitaria inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas se o acordo avançasse. No domingo, Trump afirmou esperar que as conversas sejam retomadas nesta semana. Uma reportagem americana, citada por toda a cobertura, informou que ele considera provável uma nova campanha de bombardeios depois das eleições legislativas de novembro.
O mercado reagiu. Na segunda-feira, 28, o Brent, referência internacional, subiu quase 3% e chegou a 107 dólares e 30 centavos por barril, revertendo a queda provocada pela expectativa de acordo na semana anterior.
A cobertura de centro relatou o episódio com equilíbrio, dando voz direta aos dois governos, detalhando o memorando de junho e explicando o efeito do petróleo sobre combustíveis e inflação. Veículos de esquerda destacaram o cálculo eleitoral de Trump, lembrando que sua aprovação caiu para 32%, a mais baixa de sua trajetória, e que apenas 24% dos americanos aprovam a condução da guerra. Essa cobertura sublinhou a disposição iraniana de negociar e tratou a ameaça de novos bombardeios como o principal risco da recusa. Veículos de direita enfatizaram a posição de força de Washington: o controle americano sobre a rota, a manutenção do bloqueio como alavanca e a avaliação de Trump de que o Irã negocia porque perdeu terreno, sem mencionar o desgaste do presidente nas pesquisas.
Ainda não se sabe se os Estados Unidos enviarão uma contraproposta formal pelos mediadores, nem quais termos Trump aceitaria. Também segue em aberto se o Irã flexibilizaria o programa nuclear: uma autoridade iraniana disse que o país não abriria mão do enriquecimento de urânio. E a decisão sobre novos ataques depende, segundo as fontes americanas, do resultado das eleições de novembro.
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