
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Escolha se deseja permitir cookies para análise e funcionamento opcional. Consulte nossa Política de Cookies.

Donald Trump trocou o novo Air Force One pelo avião presidencial antigo ao retornar da cúpula da Otan em Ancara, dias após ordenar novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã. O novo avião, doado pelo Catar, ainda não tem instalados todos os sistemas de defesa do modelo anterior. Trump negou publicamente que a troca tivesse motivação de segurança.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, trocou de avião durante o retorno da cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, no início de julho de 2026. Em vez do novo Air Force One, um Boeing 747-8 doado pelo Catar e reformado às pressas para uso presidencial, ele embarcou no VC-25A, o modelo tradicional usado por presidentes americanos desde os anos 1990. A troca aconteceu dias depois de Trump ordenar novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, justamente enquanto participava da cúpula da aliança militar na fronteira com o país persa.
A cobertura de centro relatou que o novo avião presidencial ainda não tem instalados todos os sistemas de defesa presentes no modelo antigo, como contramedidas eletrônicas, sistemas antimíssil e iscas para enganar projéteis. Segundo essa apuração, Trump inicialmente negou que a troca tivesse relação com segurança, afirmando que enviaria o Boeing catari primeiro para uma base no Reino Unido, para que militares o conhecessem, e que voaria no avião antigo apenas pelos velhos tempos. Ele reforçou publicamente acreditar ser um dos principais alvos do regime iraniano.
Veículos de esquerda destacaram que, segundo fontes ouvidas pelo jornal New York Times, o Serviço Secreto recomendou a troca da aeronave como medida preventiva diante de uma avaliação geral de risco naquele momento, e não por causa de uma ameaça específica. Essa cobertura também deu relevo à declaração do diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, que reconheceu publicamente que o governo usa estratégias de distração, com mudanças de rota e de aeronave, quando os riscos estão elevados, um ponto tratado como sinal de opacidade na comunicação oficial sobre a segurança do presidente.
Ainda não há cobertura direta de veículos de direita sobre o episódio. A leitura provável desse espectro, com base nos mesmos fatos, tenderia a enquadrar a troca como uma medida de segurança prudente e rotineira diante de um adversário declarado, reforçando a narrativa de que Trump é alvo prioritário do regime iraniano, sem tratar a decisão como sinal de fragilidade ou de encenação política.
Os relatos convergem também sobre o custo da operação: o avião antigo custa cerca de um milhão e duzentos mil reais por hora de voo, sete vezes mais que um 747-8 comercial, e já não conta com peças de reposição fabricadas. Os dois novos jatos presidenciais encomendados à Boeing em 2018 tiveram a entrega adiada de 2024 para 2029, com a fabricante admitindo perda de metade dos cerca de quinze bilhões de reais do projeto por causa da complexidade dos sistemas de segurança exigidos.
Ainda não se sabe se existe alguma ameaça concreta e específica contra o avião ou contra Trump além da avaliação genérica de risco citada pelas fontes, nem quando o novo Air Force One receberá todos os sistemas de defesa necessários para voos em áreas de conflito. Também não está claro como o Irã pretende reagir aos novos ataques americanos anunciados durante a cúpula da Otan.
O avião antigo custa cerca de um milhão e duzentos mil reais por hora de voo, sete vezes mais que um 747-8 comercial; os novos jatos presidenciais só devem ficar prontos em 2029, quatro anos após o prazo original de 2024; a Boeing já perdeu metade dos cerca de quinze bilhões de reais do projeto.
A cobertura de esquerda enfatiza a admissão do governo americano de usar 'estratégias de distração' e trata a negativa inicial de Trump sobre motivos de segurança como sinal de opacidade; a cobertura de centro relata a troca de forma mais neutra, como decisão técnica de segurança sem atribuir intenção de encenação ao governo.
Ambos os lados confirmam que Trump trocou o novo Air Force One pelo avião presidencial antigo ao deixar a cúpula da Otan em Ancara, dias após ordenar novos ataques dos EUA contra o Irã, e que o avião novo ainda carece de sistemas de defesa completos.
Não está claro se existe ameaça concreta e específica contra Trump ou contra o avião, além da avaliação genérica de risco citada pelas fontes; também não se sabe quando o novo Air Force One receberá todos os sistemas de defesa nem como o Irã pretende reagir aos novos ataques americanos.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Reportagem factual baseada em apuração do New York Times, mas com escolha editorial de destacar a admissão do diretor de comunicações da Casa Branca de que o governo usa 'estratégias de distração' em momentos de risco, enquadramento compatível com ceticismo institucional típico da cobertura de esquerda, sem uso de adjetivos carregados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem da Folhapress com cronologia detalhada da troca de aeronaves, custos do projeto Boeing e falas diretas de Trump; sem enquadramento ideológico evidente, contextualiza tecnicamente as diferenças de defesa entre os modelos e cita a versão oficial sem adjetivação carregada.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.


Serviço Secreto recomendou que Trump usasse o Air Force One antigo após cúpula da Otan, em meio à tensão entre EUA e Irã.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.



