Donald Trump confunde Brasil com Índia ao elogiar apuração do primeiro turno
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Veículos de esquerda trataram a postagem como mais um uso da eleição brasileira para alimentar o discurso de fraude de Trump nos Estados Unidos, às vésperas das eleições de meio de mandato. Destacaram que o elogio ao voto eletrônico brasileiro contrasta com tentativas recentes de setores bolsonaristas de pôr o sistema em dúvida.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na Truth Social, na noite de domingo, que 125 milhões de pessoas haviam votado no primeiro turno da eleição presidencial da Índia, com resultado no mesmo dia. A votação ocorreu no Brasil, e ele corrigiu o texto horas depois. Trump usou a comparação para dizer, sem provas, que a votação nos Estados Unidos é corrupta, e não citou nenhum candidato brasileiro.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na Truth Social que a eleição de domingo tinha sido na Índia, corrigiu horas depois e usou a rapidez da apuração brasileira para chamar a votação americana de corrupta, sem citar Flávio Bolsonaro nem Lula.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o Brasil com a Índia ao comentar o primeiro turno da eleição presidencial brasileira. Na noite de domingo, 4 de outubro, ele escreveu na Truth Social, sua rede social, que 125 milhões de pessoas haviam votado no primeiro turno da eleição presidencial da Índia e que os resultados saíram no mesmo dia. Cerca de duas horas depois, corrigiu a postagem e trocou Índia por Brasil.
A Índia não realizou eleição no domingo e não escolhe o presidente por voto direto. O número citado corresponde ao comparecimento no Brasil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Na mesma mensagem, Trump comparou a rapidez da apuração brasileira com a contagem em Detroit, Filadélfia e Califórnia, onde, segundo ele, os resultados levam semanas para serem fraudados, e emendou que quis dizer calculados. Encerrou afirmando que a votação nos Estados Unidos é corrupta. A acusação de fraude foi feita sem provas.
Trump não mencionou nenhum dos candidatos. O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, teve 47,03% dos votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, teve 45,16%. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro. Antes, Trump já havia dito que acompanhava o pleito de perto, também sem declarar apoio.
A cobertura de centro concentrou-se na checagem. Relatou que a Índia não teve votação, lembrou que nas eleições gerais indianas de 2024 votaram mais de 600 milhões de pessoas e situou a fala no contexto das eleições de meio de mandato americanas, em que o Partido Republicano pode perder a maioria no Congresso. Essa cobertura também registrou que a Casa Branca e o secretário de Estado, Marco Rubio, não comentaram o resultado brasileiro, em contraste com 2022, quando o governo americano felicitou o país pelo pleito na mesma noite.
Veículos de esquerda destacaram que Trump mirou cidades governadas por democratas e que segue sem reconhecer a derrota para Joe Biden, embora elogie a apuração brasileira. Uma coluna lembrou que, no início do ano, Eduardo Bolsonaro chegou a ensaiar críticas ao voto eletrônico, sem sucesso, e que o temor de um não reconhecimento do resultado pelos Estados Unidos levou o Brasil a buscar garantias de outros países. Os mesmos veículos ressaltaram a ironia de seguidores de Trump apontando o erro. Nenhum veículo de direita cobriu o episódio até o momento, o que deixa sem registro a leitura desse campo sobre a postagem.
Ainda não se sabe se o governo americano vai se manifestar oficialmente sobre o primeiro turno, nem se Trump vai declarar apoio a algum candidato antes de 25 de outubro. A relação entre os dois países segue fragilizada, depois de ações de Washington que o governo Lula vê como tentativas de interferência no processo eleitoral.
Trump confundiu Brasil com Índia ao comentar o primeiro turno, corrigiu o post e usou a rápida apuração para atacar eleições nos EUA.

No primeiro comentário sobre a eleição brasileira, Donald Trump foi às redes sociais para elogiar o sistema de apuração dos votos. Mas errou ao confundir o


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o Brasil com a Índia ao comentar a eleição presidencial brasileira de domingo (4) em sua rede social Truth Social. “125 milhões de pessoas votaram no primeiro turno da eleição presidencial da Índia. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, no MESMO DIA!”, escreveu. Na sequência, Trump comparou a apuração com a dos Estados Unidos. “Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e Estados americanos, os resul
