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O Tribunal Superior Eleitoral discute regras para as pesquisas eleitorais, entre elas restringir o uso de áudios e vídeos nos questionários aplicados pelos institutos, sob o argumento de que esse recurso pode aumentar o risco de manipulação das respostas. O debate ganhou força depois que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, censurou uma pesquisa Atlas/Bloomberg que apontou queda de seis pontos de Flávio Bolsonaro. A definição das regras deve ficar para agosto, e o julgamento está parado por pedido de vista da ministra Estela Aranha.
O Tribunal Superior Eleitoral discute um conjunto de regras para as pesquisas eleitorais de 2026, e uma das propostas em debate é restringir o uso de áudios e vídeos nos questionários aplicados pelos institutos. O argumento de quem defende a medida é que esse recurso pode aumentar as chances de manipulação nas respostas dos eleitores. A corte, porém, não pretende acelerar o julgamento: a definição deve ficar para pelo menos agosto, já que a propaganda eleitoral nas ruas e na internet só começa no dia 16 daquele mês.
A discussão ganhou força depois que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, censurou uma pesquisa Atlas/Bloomberg que apontou queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. A censura atendeu a um pedido do PL, partido do senador, que reclamou da inclusão de um áudio do chamado caso 'Dark Horse', em que Flávio cobrava de Daniel Vorcaro, do Banco Master, dinheiro para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A AtlasIntel rebateu, afirmando que a coleta das intenções de voto ocorreu sem que o áudio fosse reproduzido durante a aplicação do questionário, e que o material só foi apresentado em uma etapa posterior, sem possibilidade de alterar as respostas já registradas.
A cobertura de centro, como a da Folha de S.Paulo e do Estado de Minas, relatou de forma factual o vaivém no plenário. Na sessão que começou a tratar do tema, o ministro Dias Toffoli ponderou que os institutos devem ter independência, mas questionou onde estaria o limite entre o que é 'induzimento' e o que não é, defendendo que esse critério não pode ser subjetivo nem tendencioso. André Mendonça e Floriano de Azevedo Marques também defenderam a criação de regras claras que incluam os institutos no debate. O entorno de Kassio calcula que ele tem o apoio da maioria do plenário para aprovar a regulamentação que vier a ser costurada.
Veículos de esquerda, como o ICL Notícias, enfatizaram o risco que a medida representa para o direito à informação e levantaram a leitura de uso político da Justiça eleitoral, lembrando que a censura partiu de pedido do partido de Flávio justamente sobre um levantamento desfavorável a ele. Essa cobertura também destacou que, sob Kassio, o TSE esvaziou o programa de combate à desinformação, reforçando a percepção de recuo. Já veículos de direita, e mesmo presidenciáveis desse campo, adotaram posição mais matizada: Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, criticaram a censura de Kassio em nome da liberdade dos institutos, ao mesmo tempo em que parte do campo reconhece como legítima a preocupação com a manipulação das respostas. Andrei Roman, fundador e CEO da AtlasIntel, alertou que limitar o trabalho dos institutos abre um caminho perigoso em que a opinião pública fica cada vez menos informada.
Há convergência em um ponto central: a Procuradoria-Geral Eleitoral se posicionou contra a censura de Kassio e defendeu uma intervenção judicial minimalista, argumentando que os institutos têm autonomia metodológica e que não há restrição legal sobre a ordem ou o conteúdo das perguntas. Parte dos próprios ministros entende que a presença de áudios e vídeos não é necessariamente problemática, e cogita caminhos mais brandos, como exigir a transcrição desses materiais e laudo técnico para avaliar risco de manipulação.
O que ainda não se sabe é qual será o desenho final da regra e quando ela sairá. O julgamento está paralisado por um pedido de vista da ministra Estela Aranha, que não deve devolver o caso ao plenário antes de o tribunal conversar com os institutos, e essas reuniões ainda não foram agendadas. Também não está claro se a corte vai optar pela restrição, pela exigência de transcrição e laudo, ou por uma solução intermediária.
Esquerda e centro relatam o mesmo núcleo factual: o TSE debate restringir áudio e vídeo em pesquisas após Kassio censurar levantamento da Atlas/Bloomberg, e a PGE se opôs à censura defendendo a autonomia dos institutos. Mesmo presidenciáveis de direita criticaram a censura.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Republicação de texto Folhapress no portal do ICL (viés de esquerda). O corpo é majoritariamente factual, mas o enquadramento privilegia o ângulo da censura e do 'caminho perigoso' para a liberdade dos institutos, com destaque para a fala de Andrei Roman e para as críticas de presidenciáveis. Box de 'relacionados' reforça leitura crítica à gestão Kassio ('esvazia programa contra desinformação').
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem original da Folha, factual e neutra. Expõe o argumento da restrição (risco de manipulação por áudio/vídeo), as falas de Toffoli, Mendonça e Floriano, a posição minimalista da PGE, a defesa de autonomia da AtlasIntel e as críticas de presidenciáveis da direita. Múltiplas fontes citadas com paridade, sem vocabulário valorativo.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

(Folhapress) -- Uma das propostas em debate no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para regular as pesquisas eleitorais é restringir a inclusão de áudios e

Após censura de Kassio, possível regulamentação no tribunal só deve ser definida em agosto
Após censurar pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou queda de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Kassio Nunes Marques, afirmou que convidaria os institutos para conversas
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Texto Folhapress no Estado de Minas com tom factual e neutro, formato explicativo. Apresenta tanto o argumento da restrição quanto a defesa da autonomia metodológica pela PGE e pela AtlasIntel, e registra críticas vindas da direita (Caiado, Zema). Vocabulário não valorativo, paridade de fontes.
Perspectivas omitidas


