TSE manda remover publicação gerada por IA que associava Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro
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A pré-campanha de Flávio Bolsonaro comemorou uma sequência de vitórias no TSE contra o que classifica como ataques mentirosos da esquerda. O ministro André Mendonça mandou remover um deepfake fabricado por IA que associava o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, reconhecendo que apresentar conteúdo manipulado como 'foto vazada' induz o eleitor a erro. No mesmo dia, derrubou posts de parlamentares do PT e do PSOL que distorciam a PEC 12/2026, afirmando falsamente que ela imporia uma 'escala 7x0' e acabaria com o descanso semanal, quando o texto apenas faculta um regime de trabalho flexível.
O TSE atendeu pedidos do PL e mandou remover publicações que criticavam o pré-candidato Flávio Bolsonaro, em duas frentes. Numa delas, a Corte derrubou um post sobre a PEC 12/2026, que sob a ótica de veículos de esquerda flexibiliza a jornada e ameaça o descanso semanal dos trabalhadores.
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4 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados reconhecem que o TSE, por André Mendonça, mandou remover, a pedido do PL, tanto o deepfake que ligava Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro quanto posts que o associavam à PEC 12/2026 e à 'escala 7x0', com multa diária e ordem às plataformas.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, determinou na sexta-feira, 19 de junho de 2026, a remoção de publicações nas redes sociais que atingiam o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As decisões, ambas em resposta a representações do Partido Liberal, tratam de duas frentes distintas e foram noticiadas em conjunto pela imprensa na segunda-feira seguinte.
A primeira frente envolve uma imagem gerada por inteligência artificial, um chamado deepfake, que associava Flávio Bolsonaro ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A imagem retratava um suposto café da manhã organizado por Vorcaro e mencionava os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Rogério Marinho (PL-RN) como articuladores da candidatura. O PL anexou um laudo técnico forense que atribuiu 78% de probabilidade de a imagem ter sido produzida por IA. Para Mendonça, o ponto central foi o uso da expressão 'foto vazada', que passava ao eleitorado a ideia de um registro autêntico. O ministro afirmou que a liberdade de expressão não protege conteúdo fabricado apresentado como se fosse real e ordenou a retirada do post, com multa diária e ofícios a Instagram, Facebook e X.
A segunda frente, decidida no mesmo dia, mandou remover publicações atribuídas a parlamentares da oposição, como a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ), que ligavam Flávio à PEC 12/2026 e afirmavam que a proposta criaria uma 'escala de trabalho 7x0', acabando com o repouso semanal remunerado. De autoria de Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, a PEC propõe que o trabalhador escolha entre o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e um regime flexível baseado em horas trabalhadas. Mendonça considerou plausível, em juízo preliminar, que a proposta não altera o dispositivo constitucional do descanso semanal nem institui de forma expressa a escala 7x0.
A cobertura de centro relatou os fatos de maneira factual, reproduzindo as citações da decisão e explicando o que a PEC efetivamente propõe, sem aderir a nenhum dos lados. O ministro distinguiu a crítica política legítima, como dizer que a proposta 'pode fragilizar direitos trabalhistas', da afirmação categórica de que ela 'impõe escala 7x0', que ele considerou uma atribuição objetiva não extraída do texto legislativo.
Veículos de direita enfatizaram a sequência de vitórias judiciais do pré-candidato, destacando a nota da pré-campanha segundo a qual o 'jurídico do PL dá goleada em ações vitoriosas contra postagens irregulares do PT', e tratando os posts da oposição como mentira e manipulação. Veículos de esquerda, por sua vez, deram peso ao caso do deepfake e à conexão reputacional com o Banco Master, ao mesmo tempo em que destacaram o risco de a Justiça Eleitoral limitar o debate sobre direitos trabalhistas, tema sensível ao eleitorado, ao derrubar críticas relacionadas à jornada de trabalho.
O que ainda não se sabe é se o autor do post com o deepfake e os parlamentares citados vão recorrer, se as plataformas cumpriram integralmente as ordens, e qual será o desfecho do mérito de cada representação, já que as decisões foram liminares e preliminares. Também permanece em aberto o trâmite da própria PEC 12/2026 no Congresso, no centro da disputa narrativa.
Para André Mendonça, a liberdade de expressão não protege a propagação de conteúdo manipulado digitalmente quando apresentado como registro real

Ministro André Mendonça apontou que uso da expressão “foto vazada” transforma crítica política em desinformação eleitoral

Decisão liminar prevê multa diária em caso de descumprimento, além de proibir a republicação de conteúdo igual ou ‘substancialmente equivalente’

O PL sustenta que o material extrapola a crítica política e se enquadra como propaganda eleitoral negativa antecipada

Nesta matéria: perspectiva omitida.