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O vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, determinou na sexta-feira, 19 de junho, a remoção, em até 24 horas, de duas levas de publicações nas redes sociais envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A primeira é uma imagem gerada por inteligência artificial, classificada como deepfake, que o associava ao banqueiro preso Daniel Vorcaro; a segunda são posts atribuídos a parlamentares de oposição que ligavam Flávio à PEC 12/2026, afirmando que a proposta criaria uma 'escala 7x0'. Ambas as decisões atenderam parcialmente a representações do PL.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, determinou na sexta-feira, 19 de junho de 2026, a remoção de duas levas de publicações em redes sociais envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As liminares, ambas atendendo a representações do Partido Liberal, deram prazo de 24 horas para a retirada do conteúdo, sob pena de multa diária, e proibiram a republicação de material igual ou substancialmente equivalente.
O primeiro caso trata de uma imagem gerada por inteligência artificial, classificada como deepfake, que associava Flávio ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A postagem, feita no X, mostrava um suposto café da manhã organizado por Vorcaro e citava os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Rogério Marinho (PL-RN) como articuladores da candidatura. O PL juntou um laudo técnico forense que atribuiu 78% de probabilidade de a imagem ter sido gerada por IA. O segundo caso atinge postagens atribuídas a parlamentares da oposição, entre eles a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ), que ligavam o pré-candidato à PEC 12/2026, afirmando que a proposta criaria uma 'escala de trabalho 7x0' e acabaria com o repouso semanal remunerado.
Em ambas as decisões, Mendonça usou o mesmo raciocínio: a Justiça Eleitoral deve interferir o mínimo possível no debate público e tolerar críticas duras, mas pode agir quando há indícios de divulgação de 'fato sabidamente inverídico' ou de descontextualização grave capaz de enganar o eleitor. No caso do deepfake, o ministro destacou que o uso da expressão 'foto vazada' passava ao eleitor a ideia de que a imagem seria um registro autêntico de acontecimento real, o que descaracterizaria a simples crítica política. No caso da PEC, considerou plausível, em juízo preliminar, que a proposta não altera o dispositivo constitucional do descanso semanal e não institui de forma expressa a escala 7x0. A PEC 12/2026, de autoria de Rogério Marinho, propõe que o trabalhador escolha entre o regime comum da CLT e um regime flexível baseado em horas trabalhadas.
A cobertura de veículos de direita enfatizou as decisões como vitórias jurídicas do PL contra a desinformação e a propaganda eleitoral negativa antecipada de adversários, ressaltando que a pré-campanha de Flávio comemorou o resultado em nota que falou em 'goleada' contra postagens irregulares do PT. A cobertura de centro, predominante entre os despachos de agência, descreveu os fatos de forma neutra, transcrevendo a liminar e explicando o conteúdo da PEC sem juízo de valor. Veículos de esquerda, por sua vez, situaram o episódio no contexto de um pré-candidato em queda nas pesquisas e enfatizaram que as remoções atingem críticas a uma proposta que, para seus opositores, fragiliza direitos trabalhistas, além de lembrar a proximidade de articuladores do bolsonarismo com um banqueiro preso.
O que ainda não se sabe é se os autores das publicações vão recorrer das liminares, se o mérito das representações será confirmado pelo plenário do TSE e qual será o desfecho da tramitação da PEC 12/2026 no Congresso. Até o fechamento de uma das reportagens, o post com o deepfake seguia no ar, apesar da ordem de remoção.
Todos os lados reconhecem que Mendonça mandou remover, em 24h, posts sobre o deepfake com Vorcaro e posts ligando Flávio à 'escala 7x0', e que as decisões atenderam parcialmente representações do PL.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda; o corpo é factual sobre a decisão, mas o enquadramento (associação a 'ex-dono do Banco Master', links recomendados sobre queda de Flávio nas pesquisas e jornalismo 'que chama as coisas pelo nome') reforça leitura crítica ao pré-candidato de direita.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Texto majoritariamente factual, mas fecha enfatizando a comemoração da pré-campanha de Flávio e a nota que acusa o PT, dando o último enquadramento ao lado do pré-candidato de direita.
Perspectivas omitidas

Ministro André Mendonça apontou que uso da expressão “foto vazada” transforma crítica política em desinformação eleitoral

Decisão do ministro André Mendonça dá 24 horas para conteúdos serem apagados e prevê multa diária; TSE também proíbe republicação equivalente

Decisão liminar prevê multa diária em caso de descumprimento, além de proibir a republicação de conteúdo igual ou ‘substancialmente equivalente’

Para André Mendonça, a liberdade de expressão não protege a propagação de conteúdo manipulado digitalmente quando apresentado como registro real

O PL sustenta que o material extrapola a crítica política e se enquadra como propaganda eleitoral negativa antecipada

A medida prevê multa diária em caso de descumprimento
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Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Publisher de centro-direita, mas o texto é factual e neutro: transcreve a decisão de Mendonça e explica a PEC sem editorializar, sem fecho favorável a um lado.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Publisher econômico de viés à direita, mas o texto é cópia factual do despacho de agência: transcreve a decisão e explica a PEC sem enquadramento valorativo próprio.
Perspectivas omitidas



