TSE quer parecer do MP antes de decisão sobre recurso de Garotinho
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A definição do governo do Rio de Janeiro está nas mãos da Justiça Eleitoral, que ainda precisa ouvir a Procuradoria-Geral Eleitoral antes de decidir sobre os votos de Anthony Garotinho. Pela leitura de proteção institucional, o rito garante que o resultado escolhido por milhões de eleitores fluminenses seja fixado com segurança jurídica, e não pela pressa de quem lidera a apuração.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, deu dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral opinar sobre o pedido de Anthony Garotinho (Republicanos) para desistir de um recurso. Se os votos do candidato inelegível forem anulados em definitivo, Douglas Ruas (PL), com 49,27% dos votos válidos, passa de 50% e pode ser declarado governador do Rio de Janeiro no primeiro turno.
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As coberturas concordam que a anulação definitiva dos votos de Anthony Garotinho levaria Douglas Ruas a mais de 50% dos votos válidos e encerraria a eleição no primeiro turno.
Anthony Garotinho desistiu de recurso no Tribunal Superior Eleitoral, que pediu parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral em dois dias. Se os votos do candidato inelegível forem anulados, Douglas Ruas, do PL, com 49,27% dos válidos, passa de 50% e vence a eleição para governador do Rio no primeiro turno.
A eleição para governador do Rio de Janeiro pode terminar no primeiro turno. O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, deu prazo de dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestar sobre o pedido de Anthony Garotinho, do Republicanos, para desistir de um recurso apresentado à Corte. Depois do parecer, o ministro decide a questão ou leva o caso ao plenário.
O que está em jogo são os votos de Garotinho. Na sexta-feira, 2 de outubro, antes da votação, o ministro entendeu que esses votos não poderiam ser considerados válidos e deveriam constar como anulados sub judice. Garotinho foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral do Rio por ter sido condenado por ato doloso de improbidade administrativa em 2018. O nome dele continuou na urna porque a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro saiu depois do fechamento do sistema da urna eletrônica.
Os números explicam a expectativa. Douglas Ruas, do PL, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio, obteve 4.271.199 votos, ou 49,27% dos válidos. Eduardo Paes, do PSD, teve 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, cerca de 3,17%. Se a anulação for definitiva, haverá nova totalização, e Ruas passará de 50% dos votos válidos, o que permite ao tribunal regional proclamá-lo eleito sem segundo turno.
A cobertura de centro destacou a reação de Ruas. No domingo, em discurso na sede do PL em São Gonçalo, ele adotou tom de vitória, prometeu governar para todos e pediu uma decisão rápida da Justiça Eleitoral, dizendo que aguardaria com tranquilidade. Essa cobertura também registrou o desempenho do partido no estado, que elegeu dois senadores, quinze deputados federais e vinte e um deputados estaduais.
O veículo de perfil de esquerda que cobriu o caso manteve registro factual e processual. Relatou a desistência do recurso pela defesa de Garotinho no início da tarde de segunda-feira, o prazo dado à procuradoria e a explicação técnica sobre por que um candidato barrado apareceu na urna. Não houve, nesse texto, enquadramento ideológico sobre o resultado. Até o momento, nenhum veículo de direita publicou cobertura própria do caso, embora a leitura centrada na rapidez da decisão, defendida pelo candidato do PL, apareça na cobertura de centro.
Ainda não se sabe qual será o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, nem se o ministro decidirá sozinho ou levará o caso ao plenário do tribunal. Também não há data definida para a nova totalização. Eduardo Paes e a defesa de Garotinho não tiveram suas posições registradas nas reportagens.
Deputado teve 49,27% dos votos válidos; anulação dos votos de Garotinho pode definir eleição no 1º turno. Leia no Poder360.

Ministro Floriano de Azevedo Marques deu prazo de dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestar sobre pedido do candidato ao governo do Rio.