Ultradireita vence eleição presidencial na Colômbia
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Briefing
O que importa para você
- Promessa de ofensiva militar de 90 dias contra a guerrilha com apoio dos EUA e de Israel.
- Propostas de cortar 40% do Estado, liberar fracking e dolarizar a economia.
- Alinhamento da Colômbia à onda de direita na América Latina, isolando governos como Brasil e México.
Onde os lados divergem
- Esquerda diz que o governo Petro reduziu pobreza e desemprego e que o vencedor ameaça retrocesso social e autoritarismo.
- Direita diz que a vitória rejeita a fracassada 'Paz Total' e prioriza ordem e combate ao narcotráfico.
- Esquerda destaca o histórico polêmico do vencedor; direita destaca seu discurso anti-guerrilha.
Onde os lados concordam
Esquerda, centro e direita concordam que De la Espriella venceu por margem apertada (menos de 300 mil votos), que teve apoio de Trump e que a vitória interrompe o primeiro governo de esquerda da Colômbia.
O que ainda está incerto
O advogado Abelardo de la Espriella, de extrema direita e apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu a eleição presidencial da Colômbia neste domingo por uma margem apertada. Com 99,9% das urnas apuradas, ele obteve 49,65% dos votos, contra 48,7% do senador esquerdista Iván Cepeda, candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro. A diferença entre os dois ficou abaixo de 300 mil votos. A apuração preliminar confirmou a tendência apontada pelas pesquisas e consolidou uma guinada política após quatro anos do primeiro governo de esquerda do país.
A cobertura de centro relatou que o resultado segue uma tradição colombiana de eleições decididas por margens estreitas. Desde que a Constituição de 1991 instituiu o segundo turno, o país realizou sete disputas presidenciais nesse formato, e na maioria delas a diferença ficou abaixo de um milhão de votos. A mais apertada da história continua sendo a de 1994. Veículos de centro também destacaram que Petro, impedido de se reeleger, evitou reconhecer o resultado e voltou a levantar dúvidas sobre a contagem, afirmando que o vencedor só poderá ser definido após a conclusão do escrutínio oficial.
Há pontos em que toda a cobertura converge. De la Espriella era, até poucos meses atrás, uma figura pouco conhecida fora dos círculos empresariais e jurídicos. Sem experiência política, construiu a candidatura com recursos próprios, forte presença nas redes sociais e o apoio declarado de Trump nas últimas semanas. Seu discurso central foi o combate ao narcotráfico e às guerrilhas em um país que é o maior produtor de cocaína do mundo. Cepeda, de 63 anos, é veterano congressista e filósofo, filho de um senador de esquerda assassinado em 1994, e foi um dos artífices da política de 'Paz Total' do governo Petro.
É na interpretação desse perfil que as coberturas divergem. Veículos de esquerda enfatizaram que o governo Petro reduziu a pobreza, aumentou o salário mínimo e baixou o desemprego em uma das sociedades mais desiguais do mundo, e que o vencedor representa risco de retrocesso social. Esses veículos destacaram as propostas de cortar 40% do Estado, autorizar o fracking e construir megapresídios, além de críticas ao histórico de comentários machistas e homofóbicos do advogado e à sua atuação como defensor de paramilitares e narcotraficantes. Já veículos de direita enfatizaram o discurso de De la Espriella contra o que ele chama de 'câncer' da esquerda, sua promessa de uma ofensiva de 90 dias contra a guerrilha com apoio dos Estados Unidos e de Israel, a defesa do porte de armas e a proposta de dolarizar a economia, apresentando a vitória como rejeição aos resultados escassos da pacificação tentada por Petro.
Fontes
Os eleitores colombianos foram às urnas neste domingo (21) para eleger Aberlado de la Espriella ou Iván Cepeda como próximo chefe de Estado do país

Apoiado por Donald Trump, Abelardo de la Espriella venceu o senador esquerdista Iván Cepeda por menos de 300 mil votos. Primeiro-ministro do Reino Unido renuncia, mas segue no cargo até a escolha do sucessor, prevista para setembro. Caso Master força ajustes nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Falso alerta nacional da Defesa Civil foi feito com credenciais de funcionários do Pará. Governo vai apertar vigilância contra acesso de menores a sites com conteúdo adulto. E o Rio de Janeiro cria data oficial para homenagear Machado de Assis.
