UniCesumar expulsa alunos de Medicina após ataques a bolsistas no Paraná
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A cobertura de centro relatou que a UniCesumar, em Maringá, concluiu em 30 de outubro a sindicância sobre mensagens de estudantes de Medicina contra bolsistas, publicadas num grupo de WhatsApp após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e aplicou advertências, suspensões e desligamentos, sem dizer quantos alunos foram punidos. A reportagem mais detalhada acrescentou que a Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná registrou notícia-crime no Ministério Público do Paraná e criticou o Centro Universitário FAG, de Cascavel, por apenas suspender três alunos.
Com base em Notícias ao Minuto Brasil e Folha de S.Paulo
Veículos de esquerda trataram o caso como ataques políticos contra bolsistas, expressão usada no título, e relataram que a UniCesumar, em Maringá, expulsou estudantes de Medicina após a reeleição de Lula.
Com base em CartaCapital
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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A UniCesumar, em Maringá, expulsou estudantes de Medicina que ofenderam colegas bolsistas num grupo de WhatsApp após a reeleição de Lula, em 25 de outubro. Em Cascavel, o Centro Universitário FAG suspendeu três alunos, e a Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná registrou notícia-crime no Ministério Público.
A UniCesumar, universidade privada de Maringá, no Paraná, expulsou estudantes de Medicina que publicaram mensagens ofensivas contra colegas bolsistas num grupo de WhatsApp. As mensagens começaram a circular em 25 de outubro, dia do segundo turno em que Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito. A instituição concluiu a sindicância interna na sexta-feira, 30 de outubro, e a reitoria aplicou advertências, suspensões e desligamentos, de acordo com a gravidade de cada conduta apurada.
A cobertura de centro e a de esquerda convergem nos pontos principais. A nota da universidade não informou quantos alunos foram punidos nem o nome dos envolvidos, e afirmou que a instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito. As mensagens citavam a condição socioeconômica dos bolsistas e incluíam imagens e expressões associadas ao nazismo. Uma delas, reproduzida pelas matérias, dizia que os pais dos autores têm dinheiro e não precisam de ex-presidiário para bancar a faculdade. Em Cascavel, também no Paraná, o Centro Universitário FAG, da Fundação Assis Gurgacz, informou que três estudantes de Medicina receberam advertências e foram suspensos por mensagens semelhantes, e que os processos administrativos seguem em curso. Matérias de esquerda e de centro registraram ainda a nota de repúdio do Conselho Regional de Medicina do Paraná, segundo a qual as atitudes ferem os princípios do Código de Ética do Estudante de Medicina.
A cobertura de centro trouxe mais detalhes. Uma reportagem relatou que a Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná, a Aemed-PR, reuniu os relatos e registrou uma notícia-crime no Ministério Público do Paraná. Segundo a associação, uma mensagem atribuída a estudante do FAG falava em apoiar quem sai da cadeia para roubar casas e estuprar eleitores do PT, e outra fazia referência racista a um bloco da universidade. A entidade criticou o FAG por apenas suspender os envolvidos e afirmou que não se trata de divergência política, e sim de condutas que podem configurar crimes. Outra matéria de centro informou que a UniCesumar colocou o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina à disposição dos alunos.
Veículos de esquerda destacaram o caso como ataques políticos contra bolsistas, expressão usada no título, e explicaram que a referência ao leite cru é comum entre grupos na internet que defendem a supremacia branca. Há uma diferença na descrição de uma das imagens: o texto de esquerda falou em foto do exército nazista, enquanto a reportagem de centro mais detalhada descreveu um pelotão da antiga Alemanha Oriental, seguido de texto sobre raw milk, em suposta referência a ideais supremacistas. O texto de esquerda não mencionou a notícia-crime registrada pela associação estudantil. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a manhã de 2 de novembro, quando saiu a matéria mais recente analisada, nenhuma das fontes informava quantos alunos foram expulsos da UniCesumar nem o andamento da notícia-crime no Ministério Público do Paraná. Os processos administrativos do FAG seguiam em curso, e as matérias não registraram manifestação dos estudantes punidos ou de suas defesas.
As mensagens ofensivas circularam em um grupo de Whataspp após a reeleição do presidente Lula (PT)


Sindicância interna aplicou advertências, suspensões e desligamentos; caso aconteceu em Maringá (PR)
