Lula nega ter indicado Moraes ao STF e liga ofensiva de Flávio à prisão do pai
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse em 16 de setembro, no podcast Desce a Letra, que não indicou o ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), rebatendo vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Moraes foi nomeado em 2017 por Michel Temer. Lula errou ao afirmar que Flávio já era senador na época: o mandato dele começou em 2019. No mesmo dia, em comício no Recife, Flávio atacou Lula e ministros do STF.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez da crise do Supremo Tribunal Federal um eixo da campanha e cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proximidade com o ministro Alexandre de Moraes. Ao se defender, Lula negou ter indicado Moraes, mas cometeu um erro histórico ao dizer que Flávio já era senador em 2017.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todas as fontes registram que Alexandre de Moraes foi indicado ao STF em 2017 por Michel Temer, e não por Lula, e que Flávio Bolsonaro só assumiu no Senado em 2019, o que torna incorreta a fala de Lula de que o adversário teria votado na indicação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter indicado Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal e atribuiu os ataques de Flávio Bolsonaro à prisão de Jair Bolsonaro. Moraes foi nomeado por Michel Temer em 2017, mas Lula errou ao dizer que Flávio já era senador naquela época. A seguir, os pontos em que as fontes convergem e o que ainda falta esclarecer.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou na quarta-feira, 16 de setembro, que não foi o responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada no podcast Desce a Letra, em resposta a um vídeo divulgado na véspera pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que atribuía ao petista a escolha do magistrado.
“Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte”, disse Lula. Moraes foi nomeado em 2017 pelo então presidente Michel Temer, após a morte do ministro Teori Zavascki. Lula também lembrou que não indicou Nunes Marques nem André Mendonça, escolhidos por Jair Bolsonaro.
Ao rebater o adversário, porém, Lula cometeu um erro. Disse que Flávio já era senador na época e que deveria ter votado na indicação de Moraes. Flávio só assumiu o mandato no Senado em 2019, dois anos depois.
Para Lula, a ofensiva de Flávio contra Moraes não tem relação com o caso do Banco Master, e sim com a prisão de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado. O presidente defendeu julgamento justo, com direito de defesa, e disse que quem cometeu delito deve pagar o preço: “Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin”.
No mesmo dia, Flávio fez comício no Recife. Criticou Lula e chamou Moraes e o ministro Flávio Dino de “ministros militantes”. Prometeu, se eleito, indicar cinco novos ministros ao STF contrários ao aborto e às drogas, além de reduzir a maioridade penal para 16 anos. No Ceará, onde esteve antes, havia afirmado que quem vota em Lula está votando em Moraes.
O embate ocorre em meio à crise no Supremo. Na terça-feira, 15, a Corte discutiu se analisaria em separado as condutas de Moraes, na relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do caso Master. Depois de uma troca de acusações entre ministros, Dino pediu vista e o mérito não foi analisado.
A cobertura de centro concentrou-se nos fatos da entrevista e do comício, e registrou tanto a correção sobre quem indicou Moraes quanto o erro de Lula sobre o mandato de Flávio. Uma análise de centro avaliou que a hesitação do Supremo transformou Moraes em cabo eleitoral involuntário de Flávio, e que a presença de Dino e de Cristiano Zanin, indicados por Lula, no grupo favorável à estratégia que beneficiou Moraes alimenta a narrativa bolsonarista.
Veículos de direita reproduziram o texto de agência que enfatiza o erro histórico de Lula e detalha, ministro a ministro, quais presidentes indicaram os atuais integrantes da Corte. Entre veículos de esquerda, a declaração não teve cobertura própria neste conjunto de fontes; o ângulo mais próximo desse campo, presente na cobertura de centro, é a defesa de Lula de que Moraes prestou dois grandes serviços à democracia ao conduzir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022.
Ainda não se sabe quando o STF retomará a discussão sobre a abertura de investigação contra Moraes, que tende a ficar para depois da eleição. As fontes também não detalham como seriam abertas as cinco vagas prometidas por Flávio numa Corte que hoje tem dez ministros em exercício e uma cadeira vaga.
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Senador do PL procura associar o presidente a Alexandre de Moraes, enquanto Lula diz que o adversário está “nervosinho” com a perspectiva de novas revelações de seu envolvimento com Daniel Vorcaro. Governo dos EUA exige a participação de “dissidentes” nas eleições brasileiras. Assassinatos de defensores ambientais mais do que dobram em 2025. Agentes da OpenAI sondaram Hugging Face buscando vulnerabilidades antes de invasão. E confira as estreias da semana nos cinemas.
A suspeita de que o pedido de vista serviu para proteger Moraes é politicamente poderosa. Para o eleitor, o Supremo fez tudo para impedir que o ministro fosse investigado

Candidato à Presidência participou de comício nesta quarta (16) e prometeu mudanças no STF, segurança pública e programas sociais.

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