Simone Tebet pede voto feminino contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
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A fala de Simone Tebet é lida como resposta organizada de um campo político à ameaça representada pela candidatura de Flávio Bolsonaro e pela gestão de Tarcísio de Freitas. O apelo às mulheres aparece como convocação de um eleitorado que seria alvo direto de declarações machistas, e a menção à pandemia funciona como cobrança de responsabilidade pelas mortes ocorridas no período. A crítica às privatizações do governo paulista, incluindo o abastecimento de água, entra no mesmo bloco: serviço essencial tratado como negócio.
Em ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, no sábado, 5 de setembro de 2026, a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) afirmou que está "em guerra contra a família Bolsonaro" e pediu o voto das mulheres contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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As coberturas disponíveis registram os mesmos fatos: o ato ocorreu em São José do Rio Preto em 5 de setembro de 2026, Simone Tebet falou em guerra contra a família Bolsonaro, dirigiu o pedido de voto às mulheres e dividiu o palanque com Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Marina Silva.
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet subiu ao palanque em São José do Rio Preto ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Marina Silva e transformou o discurso em ataque direto a Flávio Bolsonaro e a Tarcísio de Freitas, com apelo explícito ao eleitorado feminino. A leitura de cada lado sobre a fala está reunida abaixo.
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) usou um ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior paulista, no sábado, 5 de setembro de 2026, para pedir o voto das mulheres contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No discurso, ela afirmou que, a partir daquele momento, estava "em guerra" contra o fascismo e contra a família Bolsonaro, e disse que os adversários "não passarão".
O ato reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Marina Silva (Rede Sustentabilidade), que também disputa uma vaga ao Senado pelo estado. A chapa majoritária alinhada ao campo governista em São Paulo tem ainda Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador. Na eleição anterior, Simone Tebet esteve no campo de oposição a Lula; nesta, participa da campanha ao lado dele.
Ao se dirigir ao eleitorado feminino, a candidata disse que as mulheres têm responsabilidade na disputa e que assumem essa tarefa com coragem. Ela afirmou que São Paulo pode tirar Tarcísio de Freitas da cadeira de governador, sustentou que ele não respeita as mulheres nem a educação dos filhos e questionou a política de privatizações do governo paulista, com menção ao abastecimento de água. Em outro trecho, retomou uma declaração de Flávio Bolsonaro sobre as próprias filhas, feita no evento em que o senador anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente, e a comparou a uma fala atribuída ao pai dele. A candidata também associou os adversários à condução da pandemia e à recusa de vacinas, atribuindo a eles responsabilidade por mortes.
Há convergência entre as coberturas disponíveis sobre o essencial: a data, o local, quem estava no palco, a frase central sobre a guerra contra a família Bolsonaro e o fato de o pedido de voto ter sido endereçado às mulheres. Nenhuma versão contesta o teor das declarações.
A divergência está no tratamento. Veículos de esquerda organizaram a matéria em torno do confronto, chamaram Flávio Bolsonaro de principal nome da extrema direita na disputa presidencial, deram espaço às críticas às privatizações e reproduziram sem exame o argumento de que o comportamento do filho decorre do comportamento do pai. A cobertura de centro foi mais contida: registrou a frase entre aspas, listou quem estava no palanque, descreveu a composição da chapa paulista e lembrou que a candidata ocupava posição oposta na eleição anterior, sem aderir à tese do discurso. Veículos de direita não registraram o episódio no material reunido até agora, e essa ausência deixa as acusações feitas no palanque sem contraponto na página: nem o governador, nem o senador, nem seus partidos aparecem respondendo.
O que ainda não se sabe é se haverá resposta pública de Flávio Bolsonaro ou de Tarcísio de Freitas às acusações, qual foi o teor integral da declaração do senador sobre as filhas, que serviu de gatilho para a crítica, e se o tom de confronto será a linha permanente da campanha da candidata ou reação pontual a um evento adversário. Também não há, nas reportagens, qualquer levantamento que meça o efeito do discurso sobre o eleitorado feminino em São Paulo, nem dados sobre o desempenho do abastecimento de água citado na crítica às privatizações.
PM lançou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes contrários a Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, durante atos de 7 de Setembro.

Simone Tebet convocou mulheres a votar contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas durante ato em São José do Rio Preto.

Candidata ao Senado fez declaração durante ato em São José do Rio Preto ao lado de Lula, Haddad, Alckmin e Marina Silva
