Uma pesquisa do instituto Vox Brasil, divulgada no domingo, 28 de junho de 2026, indica que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, seria reeleito ainda no primeiro turno. O levantamento aponta 51,8% das intenções de voto para o governador, contra 37,5% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT. Votos em branco, nulos e nenhum somam 4,1%, e outros 6,6% dos entrevistados não souberam responder ou não opinaram.
A cobertura de centro, de veículos como CNN Brasil e Itatiaia, relatou os números com foco na metodologia. Foram ouvidos 1.480 eleitores paulistas entre os dias 25 e 27 de junho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,55 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi custeada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-08939/2026.
Todos os lados convergem sobre o quadro de aprovação do governador. O mesmo levantamento mostra que a gestão de Tarcísio é aprovada por 61,1% dos paulistas, enquanto 31,5% desaprovam a administração e 5,4% não souberam responder. A cobertura de centro também registrou que a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes tem, até agora, poucas pré-candidaturas: na semana anterior, o deputado federal Kim Kataguiri e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra desistiram de concorrer ao governo paulista.
Veículos de esquerda, como a CartaCapital, reproduziram os mesmos números, mas inseriram a disputa paulista no cenário nacional. Esses veículos lembraram que Haddad deixou o Ministério da Fazenda para se candidatar e situaram a corrida ao lado de outras pesquisas, sobre a popularidade de Lula a três meses da eleição e sobre a divisão do eleitorado entre católicos e evangélicos. O enquadramento de esquerda trata o resultado como uma fotografia do momento, sujeita a mudança ao longo da campanha.
Numa leitura de direita, a vantagem de mais de catorze pontos e a alta aprovação seriam o reflexo do desempenho administrativo do governador e da rejeição do eleitorado à alternativa petista, com o campo de centro-direita consolidando o domínio político em São Paulo. Todos os lados reconhecem que o resultado está alinhado a levantamentos anteriores: outros institutos, como Paraná Pesquisas e Atlas, já haviam apontado vantagem semelhante de Tarcísio.
O que ainda não se sabe é como o quadro vai evoluir até o pleito. As reportagens não trazem cenários de segundo turno detalhados nem reação formal da campanha de Haddad. Faltam ainda as pré-candidaturas que possam se consolidar nos próximos meses e o efeito do início da propaganda eleitoral sobre as intenções de voto.