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O Tribunal Superior Eleitoral fixou as regras da propaganda eleitoral de 2026. A campanha só pode ser divulgada a partir de 16 de agosto, o horário eleitoral em rádio e TV vai de 28 de agosto a 1º de outubro e o primeiro turno ocorre em 4 de outubro. Apenas quatro dos candidatos à Presidência atingiram a cláusula de desempenho e terão tempo de rádio e TV. O calendário prevê ao menos quatro debates presidenciais antes da votação.
A eleição presidencial de 2026 entrou na fase regulada da campanha. Pelas normas do Tribunal Superior Eleitoral, a propaganda eleitoral só é permitida a partir de 16 de agosto, o horário eleitoral em rádio e televisão ocorre nos 35 dias anteriores à antevéspera da votação, de 28 de agosto a 1º de outubro, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com cerca de 155 milhões de brasileiros aptos a votar. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. As convenções partidárias, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, oficializaram 13 candidatos à Presidência.
Nem todos, porém, aparecerão no rádio e na televisão. Apenas quatro candidatos atingiram os critérios do Tribunal para ter direito ao tempo de propaganda: Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. A exigência é de ao menos 11 deputados federais eleitos ou no mínimo 2% dos votos válidos em nove estados na eleição anterior. Ficaram de fora nomes como Romeu Zema, Renan Santos, Edmilson Costa, Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Hertz Dias e Leonardo Avalanche. A distribuição do tempo segue a tabela de representatividade publicada pelo TSE em 3 de agosto, que considerou 510 deputados federais eleitos por partidos e federações enquadrados na Emenda Constitucional 97 de 2017: 10% do tempo é dividido igualmente entre as siglas que passaram na cláusula de desempenho e 90% é rateado proporcionalmente ao tamanho das bancadas. O sorteio da ordem de veiculação está marcado para 20 de agosto.
A cobertura de centro concentrou-se nesses números e nas normas. Estimativas calculadas a partir da tabela do TSE indicam 433 inserções de 30 segundos para Lula, média de 12,4 por dia, e 340 para Flávio Bolsonaro. Em rede, os dois somariam 9 minutos e 52 segundos dos 12 minutos e 30 segundos disponíveis por bloco, cerca de 79% do total. Todos os dias, as emissoras reservam 70 minutos para inserções, dos quais 14 minutos são dedicados à disputa presidencial. As mesmas reportagens detalharam as novas exigências antidesinformação: obrigatoriedade de identificar todo conteúdo produzido com inteligência artificial, proibição absoluta de deepfakes, identificação do remetente e descadastramento em até 48 horas nos disparos de mensagens eletrônicas, e aviso prévio de 24 horas à Justiça Eleitoral para carreatas custeadas por campanhas.
Veículos de direita deram destaque ao calendário de debates e ao desenho do confronto televisivo. Estão previstos ao menos quatro encontros antes do primeiro turno: 23 de agosto, 14 de setembro, 27 de setembro e 1º de outubro, organizados por emissoras e por um consórcio de onze veículos de comunicação. A participação não é automática: candidatos de partidos, federações ou coligações que cumprem a representação mínima no Congresso têm presença assegurada pela cláusula de barreira, e os organizadores podem ampliar a lista por acordo com os partidos. Nessa mesma cobertura apareceu a leitura fiscal do horário eleitoral, com a observação de que, apesar do nome, ele não é gratuito para os cofres públicos: partidos e candidatos não pagam, mas as emissoras recebem compensação fiscal, de modo que o custo recai sobre o contribuinte por meio de renúncia de receita da União.
Até o momento, veículos de esquerda não trataram do tema neste conjunto de matérias. A leitura provável desse lado, a partir dos mesmos fatos, enfatizaria o efeito concentrador da cláusula de desempenho, que deixa nove das treze candidaturas sem qualquer tempo de rádio e TV e faz os dois primeiros colocados ficarem com quase 80% do tempo em rede, além de tratar as regras sobre inteligência artificial como proteção do eleitor contra desinformação.
Ainda não se sabe o tempo exato de cada candidato, porque o TSE não divulgou o cálculo oficial. Também não foram apresentadas as regras específicas nem a lista definitiva de participantes de parte dos debates previstos para setembro e outubro, e não há detalhamento público das sanções aplicáveis a quem descumprir as novas exigências sobre inteligência artificial e disparo de mensagens.
As coberturas convergem nos fatos regulatórios: a propaganda começa em 16 de agosto, o horário eleitoral em rádio e TV vai de 28 de agosto a 1º de outubro, só quatro candidatos à Presidência passaram na cláusula de desempenho e o primeiro turno é em 4 de outubro. Também há convergência sobre as novas exigências do TSE contra desinformação e sobre a obrigatoriedade de identificar conteúdo gerado por inteligência artificial.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O grosso do texto é apuração factual: 433 inserções para Lula, 340 para Flávio Bolsonaro, os quatro candidatos que atingiram a cláusula de desempenho e a regra de rateio 10%/90% da Emenda Constitucional 97. O trecho 'o custo é bancado pelos pagadores de impostos por meio da renúncia de receita da União' insere um enquadramento fiscal típico de direita, mas é um parágrafo isolado dentro de uma peça de dados sem vocabulário valorativo no restante, o que sustenta a leitura CENTER.
Perspectivas omitidas
Adaptação declarada de texto oficial da Justiça Eleitoral: enumera prazos (propaganda a partir de 16 de agosto), regras de rádio e TV, limites da pré-campanha e as novas exigências sobre deepfakes, mensagens eletrônicas e carreatas. Linguagem normativa, sem juízo de valor nem enquadramento ideológico, o que sustenta CENTER com confiança alta. O limite é a ausência de qualquer voz externa ao Tribunal.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto de serviço, com datas, horários, formatos e critérios legais de participação, sem adjetivação política e com tratamento paritário entre Lula e Flávio Bolsonaro ao descrever a liderança das pesquisas. Apesar do viés editorial de direita do veículo, o artigo não carrega vocabulário de mercado, responsabilidade individual ou crítica ao gasto público, o que caracteriza cobertura de centro. O parágrafo final sobre El Niño e inflação de alimentos é chamada residual de outra matéria, sem relação com o tema.

O petista dispõe de mais tempo de propaganda em emissoras de rádio e TV abertas pela 2ª vez em disputas presidenciais. Leia no Poder360.

Primeiro debate presidencial está marcado para o fim de agosto; quatro encontros estão previstos antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro

TSE estabelece normas para campanhas nas ruas, internet e uso de inteligência artificial; propaganda começa em 16 de agosto. Leia no Poder360.
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Perspectivas omitidas



