TSE define regras de IA e tempo de TV na campanha de 2026
1 veículo de esquerda · 6 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
A propaganda eleitoral das eleições de 2026 está autorizada a partir de 16 de agosto, um dia depois do fim do prazo de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. O horário eleitoral no rádio e na televisão vai de 28 de agosto a 1º de outubro, com 70 minutos diários reservados a inserções e 14 minutos por dia destinados à disputa presidencial em cada emissora. Só quatro presidenciáveis atingiram os critérios de acesso ao tempo de propaganda: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. As novas resoluções do TSE endureceram o tratamento da inteligência artificial na campanha, com identificação obrigatória de conteúdo sintético e proibição de deepfakes, e vedaram propaganda e assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Quatro debates presidenciais estão previstos antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- TVT NewsPropaganda eleitoral começa domingo (16); veja novidades das Eleições 2026Campanha do 1º turno das Eleições começa 16 de agosto; entenda a propaganda eleitoral, intrapartidária e partidáriaMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Análise editorial
Apesar do perfil editorial de esquerda do veículo, o corpo é uma exposição normativa das resoluções do TSE e do TRE-SP, com numeração das normas, horários permitidos e órgãos responsáveis pela fiscalização. Não há vocabulário valorativo nem seleção de fatos favorável a um campo, o que coloca o artigo no centro.
- Qualidade argumentativa
- 66/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não apresenta críticas às restrições impostas ao conteúdo sintético
- Não explica como será feita a fiscalização prática das novas vedações
Veículos com viés ao centro
- Consultor JurídicoAssédio eleitoral no trabalho: novas regras e novos deveres das empresas nestas eleiçõesAssédio eleitoral contemporâneo resgata velha prática do voto de cabresto, agora revestida de linguagem corporativaMatéria: Esquerda
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial centro.
Análise editorial
Texto analítico que parte da vulnerabilidade do trabalhador diante do poder diretivo do empregador, mobiliza vocabulário de proteção social e de direitos coletivos, evoca o voto de cabresto e defende ampliação da responsabilização das empresas, inclusive por omissão. A base normativa é sólida, mas o enquadramento é claramente de proteção do lado mais fraco da relação, o que caracteriza a esquerda pela rubrica.
- Qualidade argumentativa
- 66/100
- Manipulação emocional
- 35/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 5
Perspectivas omitidas
- Não apresenta a perspectiva dos empregadores sobre o custo de conformidade das novas exigências
- Não cita casos em que denúncias de assédio eleitoral foram julgadas improcedentes
- Não discute o risco de uso oportunista das denúncias em disputas trabalhistas
- G1Eleições 2026: saiba como foi o dia dos candidatos ao Governo do MaranhãoNesta quarta-feira (12), Saulo Arcangeli, Felipe Camarão, Roberto Rocha e Eduardo Braide apresentaram propostas para a saúde pública no Maranhão.
Análise editorial
Mesmo formato simétrico de espelho eleitoral, com blocos equivalentes por candidato e citações longas. As posições ideológicas presentes, da defesa da gestão pública direta à crítica a organizações sociais privadas, pertencem aos entrevistados. O texto não adota nenhuma delas.
- Qualidade argumentativa
- 55/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não verifica o diagnóstico apresentado pelos candidatos sobre a rede estadual de saúde
- Não informa o custo estimado das propostas de novos hospitais e concursos
- Não registra a agenda dos demais candidatos anunciados na disputa
- G1Eleições 2026: saiba como foi o dia dos candidatos ao Governo do MaranhãoNesta terça-feira (11), André Luiz, Orleans Brandão e Reginaldo Lima apresentaram propostas para a segurança pública no Maranhão.
Análise editorial
Formato de espelho eleitoral, com blocos simétricos e citações longas de cada candidato, sem avaliação editorial das propostas. Os enquadramentos ideológicos presentes são dos entrevistados, não do texto. Centro por construção.
- Qualidade argumentativa
- 55/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não confronta as propostas de segurança com dados de criminalidade do estado
- Não questiona a viabilidade orçamentária das medidas anunciadas
- O candidato sem agenda divulgada apenas é citado, sem tentativa de contato registrada
Veículos com viés à direita
- Gazeta do PovoTSE julga ações sobre propaganda e uso de IA nas eleiçõesTSE analisa ações sobre publicidade institucional e uso de inteligência artificial na disputa eleitoral de 2026. Leia na Gazeta do Povo.
Análise editorial
A apuração é correta e cita representações dos dois campos, mas a hierarquia do texto e os intertítulos privilegiam o escrutínio sobre o governo federal e sobre parlamentares governistas, com destaque para gastos de publicidade institucional e para a remoção de vídeo produzido por deputado da base. É o enquadramento típico de accountability sobre o poder executivo e de crítica ao gasto público, característico da direita.
- Qualidade argumentativa
- 60/100
- Manipulação emocional
- 25/100
- Clickbait
- 20/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não detalha o desfecho das representações apresentadas contra o campo da direita
- Não traz manifestação das defesas dos citados nas ações
- Não informa quantas remoções de conteúdo atingiram cada lado da disputa
- ExameDebate para presidente nas eleições 2026: veja calendário, datas e regrasPrimeiro debate presidencial está marcado para o fim de agosto; quatro encontros estão previstos antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubroMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Cobertura de serviço, neutra no vocabulário e simétrica ao citar os candidatos competitivos. O texto descreve regras legais de participação em debates sem juízo de valor, apesar de o veículo ter perfil editorial de direita. Um parágrafo final sobre clima e inflação aparece deslocado, provavelmente resíduo de bloco de recomendação, mas não altera o enquadramento.
- Qualidade argumentativa
- 65/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 25/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não explica os critérios próprios de cada organizador para convidar candidatos fora da cláusula de barreira
- Não informa se os principais candidatos confirmaram presença em todos os encontros
A campanha de 2026 começa sob um conjunto de regras revisado pelo Tribunal Superior Eleitoral. A propaganda eleitoral está liberada a partir de 16 de agosto, o horário eleitoral no rádio e na televisão vai de 28 de agosto a 1º de outubro e o uso de inteligência artificial passou a ter restrições explícitas, incluindo a proibição de deepfakes e a identificação obrigatória de conteúdo sintético.
A menos de uma semana do início oficial da campanha, o Tribunal Superior Eleitoral fechou o desenho das regras que vão reger a propaganda das eleições de 2026. A propaganda eleitoral só está autorizada a partir de 16 de agosto, um dia depois do encerramento do prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, que termina às 19h de 15 de agosto. O horário eleitoral no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e se estende até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A divisão do tempo de rádio e TV é o ponto mais concreto do pacote. São 70 minutos diários reservados às inserções em cada emissora, distribuídos igualmente entre as cinco disputas em jogo, o que reserva cerca de 14 minutos por dia à eleição presidencial. Do tempo total, 10% são repartidos de forma igual entre partidos e federações que superaram a cláusula de desempenho, e 90% seguem o tamanho das bancadas eleitas para a Câmara. Pelo critério do tribunal, que exige ao menos 11 deputados eleitos ou 2% dos votos válidos em nove estados, apenas quatro presidenciáveis têm direito a tempo de propaganda: Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Estimativas feitas a partir da tabela de representatividade publicada pelo tribunal em 3 de agosto indicam 433 inserções de 30 segundos para o presidente e 340 para o senador, com os dois somando 79% do tempo disponível em cada bloco da propaganda em rede.
O calendário de debates também está montado. São quatro encontros presidenciais antes do primeiro turno, previstos para 23 de agosto, 14 de setembro, 27 de setembro e 1º de outubro, organizados por emissoras de televisão aberta e por um consórcio de veículos de comunicação. A participação não é automática: a lei assegura presença a quem cumpre a representação mínima no Congresso, e os organizadores podem ampliar a lista de convidados. As regras de três dos quatro encontros ainda não foram divulgadas.
A novidade normativa do ciclo está no ambiente digital. As resoluções deste ano exigem identificação de todo conteúdo produzido com inteligência artificial, proíbem deepfakes, vedam a publicação ou o impulsionamento de novo conteúdo sintético nas 72 horas anteriores ao pleito e impedem que provedores de aplicação recomendem candidaturas. Mensagens eletrônicas de campanha precisam identificar o remetente e permitir descadastramento em até 48 horas, e carreatas com custeio de combustível devem ser comunicadas à Justiça Eleitoral com 24 horas de antecedência.
Veículos de esquerda enfatizaram o capítulo trabalhista dessas regras. A resolução deste ano passou a tratar como infração a simples veiculação de propaganda eleitoral dentro da empresa, sem que seja necessário provar coação direta sobre o empregado, e a responsabilização alcança também quem se omite diante da pressão política entre subordinados. A cobertura desse campo lembrou que a Justiça do Trabalho acumulou 738 processos sobre assédio eleitoral entre 2023 e agosto de 2026 e que o Ministério Público do Trabalho já registrava 135 denúncias referentes ao pleito deste ano antes mesmo do início da propaganda.
A cobertura de centro se concentrou no calendário, nas regras e no cotidiano das campanhas, incluindo as disputas estaduais, com espelhos eleitorais em que candidatos a governo apresentam propostas de segurança pública e de saúde em blocos simétricos e sem avaliação editorial. Já veículos de direita destacaram o poder de controle exercido pela Justiça Eleitoral sobre o discurso de campanha: a sessão virtual extraordinária aberta em 12 de agosto colocou 21 processos em pauta, 19 deles sobre propaganda, entre eles uma representação que questiona despesas de publicidade institucional do governo federal no primeiro semestre e decisões liminares que determinaram a remoção de publicações com vozes manipuladas e de vídeo produzido com inteligência artificial por parlamentar governista. Nessa leitura, ganharam relevo ainda a exclusão dos partidos menores do tempo de TV e o fato de que o horário chamado de gratuito é custeado por compensação fiscal às emissoras.
O que ainda não se sabe é considerável. O tribunal não divulgou o tempo exato de cada candidato, e os números em circulação são estimativas. A lista definitiva de concorrentes à Presidência só será conhecida após a análise dos registros protocolados até 15 de agosto.
Briefing
O que importa para você
Propaganda de rua e paga na internet só a partir de 16 de agosto, com comícios permitidos das 8h às 24h e som ampliado até as 22h. Quatro debates presidenciais antes do voto de 4 de outubro. Propaganda eleitoral dentro da empresa já é infração, e denúncias vão para o aplicativo Pardal a partir de 16 de agosto. Mensagens de campanha precisam permitir descadastramento em até 48 horas.
Onde os lados divergem
Esquerda vê a regulação como proteção do voto livre, com ênfase na vedação ao assédio eleitoral no trabalho e na responsabilização de empresas omissas. Direita enxerga risco de controle judicial sobre o discurso de campanha, com destaque para as ordens de remoção de conteúdo e para a representação sobre publicidade institucional do governo. A cobertura de centro trata o tema como calendário e procedimento, sem tomar lado.
Onde os lados concordam
Todos os lados descrevem o mesmo conjunto de fatos: propaganda liberada em 16 de agosto, horário eleitoral entre 28 de agosto e 1º de outubro, cláusula de desempenho que deixou só quatro presidenciáveis com tempo de rádio e TV, e novas restrições ao uso de inteligência artificial, com identificação obrigatória de conteúdo sintético e proibição de deepfakes.
O que ainda está incerto
O tribunal ainda não divulgou o tempo exato de propaganda de cada candidato, e os números em circulação são estimativas. A lista definitiva de candidaturas só sai após a análise dos registros protocolados até 15 de agosto. As regras de três dos quatro debates e a presença confirmada dos principais nomes seguem indefinidas, assim como a forma de fiscalizar conteúdo sintético em escala.
Fontes

Assédio eleitoral contemporâneo resgata velha prática do voto de cabresto, agora revestida de linguagem corporativa

Nesta quarta-feira (12), Saulo Arcangeli, Felipe Camarão, Roberto Rocha e Eduardo Braide apresentaram propostas para a saúde pública no Maranhão.

Campanha do 1º turno das Eleições começa 16 de agosto; entenda a propaganda eleitoral, intrapartidária e partidária

TSE analisa ações sobre publicidade institucional e uso de inteligência artificial na disputa eleitoral de 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Nesta terça-feira (11), André Luiz, Orleans Brandão e Reginaldo Lima apresentaram propostas para a segurança pública no Maranhão.

Quatro debates presidenciais estão previstos para o primeiro turno das eleições de 2026; o primeiro debate acontece em 23 de agosto, mas nem todos os candidatos têm presença garantida nos encontros.

O petista dispõe de mais tempo de propaganda em emissoras de rádio e TV abertas pela 2ª vez em disputas presidenciais. Leia no Poder360.

Primeiro debate presidencial está marcado para o fim de agosto; quatro encontros estão previstos antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro

TSE estabelece normas para campanhas nas ruas, internet e uso de inteligência artificial; propaganda começa em 16 de agosto. Leia no Poder360.



