Defesa de Carla Zambelli pede ao STF salvo-conduto para ela votar em 4 de outubro
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A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli protocolou no Supremo Tribunal Federal um habeas corpus preventivo pedindo salvo-conduto para que ela entre no Brasil em 3 de outubro, vote no primeiro turno das eleições em 4 de outubro e retorne à Itália em 5 de outubro sem ser presa. A petição aponta como autoridade coatora o ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, e sustenta que já existem mandados em aberto. Zambelli tem duas condenações do próprio Supremo, de dez anos pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e de cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O pedido ainda não foi analisado.
Veículos deste lado: Congresso em Foco e O Globo
O voto é direito político básico, e a defesa de Carla Zambelli sustenta que negá-lo a quem se dispõe a entrar no país por 48 horas, de forma declarada e delimitada, transforma pena em supressão de cidadania.
Veículos deste lado: Terra Brasil Notícias
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Toda a cobertura registra os mesmos fatos centrais: o habeas corpus preventivo foi protocolado no STF, pede salvo-conduto para entrada no Brasil, voto no primeiro turno e retorno à Itália, e Carla Zambelli tem duas condenações do próprio tribunal, de dez anos e de cinco anos e três meses. Nenhuma cobertura afirma que o pedido já foi decidido.
Com duas condenações do Supremo Tribunal Federal e prisão preventiva decretada, a ex-deputada federal Carla Zambelli pediu salvo-conduto para entrar no Brasil por 48 horas e votar no primeiro turno das eleições. O pedido aponta o ministro Alexandre de Moraes como autoridade coatora e ainda não foi analisado pelo tribunal.
A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli protocolou no Supremo Tribunal Federal um habeas corpus preventivo, na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, pedindo salvo-conduto para que ela possa entrar no Brasil, votar no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, e retornar à Itália sem ser presa. Pelo que consta da petição, a ex-parlamentar chegaria ao país em 3 de outubro e deixaria o território nacional em 5 de outubro. A peça aponta como autoridade coatora o ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal que corre contra ela, e sustenta que o risco de prisão não é hipotético, porque já existem mandados decorrentes de condenações em vigor. A defesa afirma ainda que Zambelli pretende votar em sua mãe, Rita Zambelli, candidata a deputada federal por São Paulo.
Zambelli soma duas condenações impostas pelo próprio Supremo. A primeira, de dez anos em regime inicialmente fechado, trata da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e da inserção de um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes. A segunda, de cinco anos e três meses, é por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio de 2022 em que ela perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo. Depois que a então deputada deixou o Brasil para viver na Itália, Moraes decretou a prisão preventiva, mandou incluir o nome dela na difusão vermelha da Interpol e determinou o bloqueio de remunerações, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República. Além do salvo-conduto, os advogados pedem a suspensão dos atos de execução das penas.
A cobertura de centro relatou o pedido em detalhe e acrescentou o contraponto jurídico: as expressões usadas pelos advogados, que chamam as condenações de ilegais e abusivas, são a tese da defesa, e as decisões seguem juridicamente válidas enquanto não forem revistas ou anuladas pelo tribunal. Esses veículos também registraram que a própria Zambelli relativizou o gesto. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que o habeas corpus é também uma forma de protesto e um registro para a história, e disse que, mesmo com decisão favorável, ainda avaliaria os riscos de voltar.
Veículos de direita deram ao caso tratamento de urgência e concentraram a narrativa nos fatos supervenientes invocados pela defesa: a ação que apura a troca de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e a Alexandre de Moraes, os procedimentos ligados ao Banco Master e a decisão da Corte de Cassação italiana que anulou, em julho, a autorização de extradição e mandou reanalisar o caso. Nesse enquadramento, o pedido aparece menos como tentativa de suspender uma pena e mais como disputa sobre a legitimidade de quem a impôs, ainda que o próprio texto ressalve que nenhuma dessas apurações produziu conclusão sobre a responsabilidade do ministro.
Veículos de esquerda não aparecem no material reunido sobre o episódio, o que configura o ponto cego desta cobertura: não há, no conjunto disponível, o enquadramento desse campo para contrastar com as leituras de centro e de direita. A Justiça italiana, registrada apenas em parte das matérias, já havia rejeitado um pedido de extradição em maio antes da anulação de julho.
Ainda não se sabe quando o Supremo vai analisar o habeas corpus, nem se haverá decisão antes de 4 de outubro. Também não está esclarecido se Zambelli viria ao Brasil mesmo com autorização, já que ela condicionou a viagem a uma avaliação de riscos, qual será o desfecho do processo de extradição na Itália e o que resultará da apuração sobre as mensagens citadas pela defesa. Há ainda divergência entre as matérias sobre a data exata do protocolo, apontada como segunda-feira pela maior parte da cobertura.
Ex-deputada afirmou que documento servirá de protesto e registro para historiadores.

Conforme solicitação, a ex-deputada chegaria ao Brasil no dia 3, véspera das eleições, e retornaria à Itália no dia 5.

A ex-deputada federal Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus preventivo para obter um salvo-conduto que

Habeas corpus foi protocolado na segunda-feira (21); com duas condenações no país, Zambelli pode ser presa se entrar em território brasileiro
