
Zema exibe painel de Moraes preso e o chama de bandido na Avenida Paulista
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O candidato à Presidência Romeu Zema, do Partido Novo, usou o feriado de 7 de Setembro para um ato de campanha contra o Supremo Tribunal Federal na Avenida Paulista, em São Paulo. A campanha estendeu no Edifício Anchieta uma faixa com a frase “Chega de intocáveis”, a montagem de um boneco do ministro Alexandre de Moraes atrás das grades e uma fotografia de ministros sorrindo após sessão da Corte. Em entrevista, Zema chamou Moraes de “bandido”, disse que o ministro deveria estar preso e criticou Flávio Dino, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Também apresentou propostas de mudança no Judiciário e disse confiar no voto de Cármen Lúcia no julgamento sobre as apurações cruzadas entre Moraes e André Mendonça. O ato reuniu poucos apoiadores.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O candidato à Presidência Romeu Zema, do Partido Novo, usou o feriado de 7 de Setembro para um ato de campanha contra o Supremo Tribunal Federal na Avenida Paulista, em São Paulo. A campanha estendeu no Edifício Anchieta uma faixa com a frase “Chega de intocáveis”, a montagem de um boneco do ministro Alexandre de Moraes atrás das grades e uma fotografia de ministros sorrindo após sessão da Corte.
Direita
O candidato do Partido Novo levou à Avenida Paulista a bandeira do enfrentamento ao que chama de sistema de intocáveis, em meio à crise aberta no Supremo Tribunal Federal pelas revelações sobre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
6 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto separa o relato do discurso da verificação: transcreve as falas de Romeu Zema, mas registra explicitamente que o candidato não apresentou provas da acusação de que o banqueiro Daniel Vorcaro comprou autoridades, e explica as regras constitucionais vigentes para a indicação de ministros antes de descrever a proposta de lista tríplice. Também acrescenta contexto desfavorável ao candidato, como a denúncia da Procuradoria-Geral da República por calúnia contra Gilmar Mendes, e ao Supremo, como o afastamento de Dias Toffoli do caso. Esse equilíbrio de contexto caracteriza cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
O relato é descritivo e atribui cada juízo de valor ao candidato, usando verbos de atribuição como afirmou, argumentou e classificou, sem endossar as acusações. Falta, porém, qualquer contraponto ou checagem, e o texto reproduz a íntegra da argumentação de Romeu Zema sobre o sistema de intocáveis. O saldo é uma cobertura factual de centro com baixa contraditória, não um enquadramento ideológico próprio.
Perspectivas omitidas
O enquadramento é de desempenho eleitoral: o ato aparece como termômetro da campanha, amarrado ao índice de 2% do candidato no levantamento do Datafolha divulgado em 3 de setembro e à fala de que o eleitor decide na véspera. Não há vocabulário valorativo em favor ou contra o Supremo, e as acusações são atribuídas ao candidato. O adjetivo esvaziado no título é sustentado pelo corpo, mas sem número de público.
Perspectivas omitidas
Texto curto de agência, com estrutura de despacho: quem disse, o que disse, quando disse. Todas as avaliações estão entre aspas e atribuídas ao candidato, o vocabulário da redação é neutro e não há adjetivação sobre o Supremo Tribunal Federal nem sobre o ato. Classificação de centro com alta confiança.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto adota o vocabulário da campanha sem mediação: chama o ato de manifestação de indignados com os intocáveis de Brasília e transcreve integralmente a declaração de Romeu Zema contra os três Poderes, sem ouvir o outro lado nem verificar a acusação de corrupção contra ministros. A escolha de destacar o painel e a websérie do candidato, e de omitir o esvaziamento registrado por outras redações, alinha o enquadramento ao eixo de accountability institucional e crítica ao Supremo típico da direita.
Perspectivas omitidas
No feriado da Independência, a campanha de Romeu Zema estendeu na Avenida Paulista uma faixa com um boneco de Alexandre de Moraes atrás das grades. O candidato chamou o ministro de bandido, criticou Flávio Dino, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e apresentou propostas de mudança na indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal.
O candidato à Presidência da República Romeu Zema, do Partido Novo, transformou o feriado de 7 de Setembro em ato de campanha contra o Supremo Tribunal Federal. Na manhã desta segunda-feira, a campanha estendeu na fachada do Edifício Anchieta, no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, em São Paulo, um painel com a frase “Chega de intocáveis”, título da websérie publicada nas redes sociais do candidato. A peça trazia a montagem de um boneco que representa o ministro Alexandre de Moraes atrás das grades, de toga sobre uniforme de presidiário, e, acima dela, uma fotografia de ministros do Supremo sorrindo depois de uma sessão da Corte realizada em 2 de setembro. Essa imagem passou a circular nas redes durante a crise que envolve Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Depois da ação simbólica, o ex-governador de Minas Gerais caminhou até o Museu de Arte de São Paulo, onde discursou.
Em entrevista antes da caminhada, Zema chamou Moraes de “bandido” e afirmou que, em um país sério, o ministro já estaria preso. Disse que Moraes teria prestado serviços a um bandido e enriquecido no exercício de um cargo pelo qual já é bem remunerado. O candidato estendeu a crítica a Flávio Dino, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que classificou como integrantes de uma mesma turminha interessada em manter a situação como está, e afirmou confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, considerado decisivo no julgamento sobre as apurações cruzadas entre Moraes e o ministro André Mendonça. No discurso, apresentou propostas: uma lista tríplice preparada pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público Federal para orientar a indicação de ministros, o fim das decisões monocráticas e a divulgação obrigatória das agendas e até dos telefonemas do presidente da República.
Os fatos centrais aparecem em todas as coberturas: o painel, a frase, a caminhada até o museu e o uso do termo “bandido”. Os veículos de direita enfatizaram o conteúdo do protesto e a crise instalada no tribunal, reproduzindo a declaração em que o candidato afirma que o Judiciário nunca esteve tão corrompido, o Legislativo tão omisso e o Executivo tão irresponsável, e destacando o quadro processual em que o voto de Cármen Lúcia funciona como fiel da balança. A cobertura de centro relatou os mesmos fatos e acrescentou o que faltava nesse recorte: o ato reuniu poucos militantes, manifestantes do Partido dos Trabalhadores que estavam na avenida hostilizaram o candidato e foram impedidos pela Polícia Militar de se aproximar dele, e a acusação de que o banqueiro Daniel Vorcaro comprou autoridades foi feita sem apresentação de provas. Uma dessas reportagens amarrou o episódio ao desempenho eleitoral, lembrando que o candidato tem 2% das intenções de voto no levantamento do Datafolha divulgado em 3 de setembro. Nenhum veículo de esquerda cobriu o ato no conjunto analisado; o contraponto à fala do candidato apareceu apenas nas ressalvas factuais da cobertura de centro, que também recordou a denúncia apresentada em maio pela Procuradoria-Geral da República contra Zema, por calúnia contra Gilmar Mendes, em razão de vídeo que retratava ministros como fantoches.
O pano de fundo é o embate aberto dentro do próprio tribunal. No domingo, dia 6, Flávio Dino criticou de forma velada a ideia de encerrar inquéritos por tramitação longa, dois dias depois de o presidente da Corte, Edson Fachin, se declarar favorável ao fim do inquérito das fake news. Toffoli, que relatava as investigações sobre o Banco Master, afastou-se do caso após revelações de que fundos ligados à instituição compraram a participação de irmãos dele em um resort no Paraná.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há prova pública apresentada para a acusação de compra de autoridades, e nenhum dos ministros citados respondeu às falas do candidato nas reportagens disponíveis. Também não há data definida para o julgamento que decidirá sobre as apurações envolvendo Moraes e Mendonça, nem estimativa numérica do público presente na Avenida Paulista. Questionado sobre eventual consequência jurídica pela faixa, Zema respondeu que não tem medo de prisão.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: a faixa com a frase “Chega de intocáveis” e o boneco de Alexandre de Moraes atrás das grades no Edifício Anchieta, a caminhada até o Museu de Arte de São Paulo, o uso da palavra “bandido” por Romeu Zema e as propostas de lista tríplice, fim das decisões monocráticas e divulgação das agendas presidenciais.

Candidato do Novo usa estrutura do ato para reforçar críticas a Alexandre de Moraes e ao Supremo Tribunal Federal. Leia na Gazeta do Povo.

Após a ação simbólica, candidato participou de um ato do Partido Novo em frente ao Masp. O evento reuniu poucos militantes do partido.

Candidato à Presidência participou informalmente de manifestação no 7 de Setembro e voltou a criticar o STF e o sistema de indicação de ministros da Corte

Zema convocou ato na Avenida Paulista contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, mas poucos apoiadores compareceram, além da imprensa

Em ato de 7 de Setembro, candidato do Novo pede que Cármen Lúcia coloque ‘consciência’ acima do ‘espírito corporativista’; voto da ministra é considerado decisivo no desfecho da crise

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 7, e afirmou confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, tido como decisivo no desenrolar da crise no Tribunal. No domingo,
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto é sobretudo apuração de bastidor do Supremo: explica por que o voto de Cármen Lúcia é considerado o fiel da balança no julgamento sobre as apurações cruzadas entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, e data cada declaração citada. As falas duras contra os ministros aparecem entre aspas e atribuídas ao candidato, sem adesão editorial, o que puxa a classificação para o centro apesar do perfil do veículo; a confiança fica moderada porque a seleção de assunto favorece a agenda crítica ao tribunal.
Perspectivas omitidas
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