Romeu Zema ataca o STF no 7 de Setembro e chama Alexandre de Moraes de bandido
5 veículos de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
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O candidato à Presidência Romeu Zema, do partido Novo, usou o feriado de 7 de Setembro para um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o Supremo Tribunal Federal. A campanha estendeu no Edifício Anchieta uma faixa com a frase “Chega de Intocáveis” e a montagem do ministro Alexandre de Moraes de toga e uniforme de presidiário, atrás das grades. Em coletiva, Zema chamou o ministro de “bandido”, disse que o lugar dele seria a cadeia e criticou também Flávio Dino, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O ato reuniu poucos apoiadores diante do Masp, e o candidato apresentou propostas de mudança no Supremo.
Na leitura à direita, o ato do 7 de Setembro converteu em imagem uma indignação que já existia nas ruas: a de que autoridades de Brasília estão acima da lei. O candidato Romeu Zema afirmou que o Judiciário nunca foi tão corrupto, o Legislativo tão omisso e o Executivo tão irresponsável, e apontou o ministro Alexandre de Moraes como símbolo de um sistema que protege a si mesmo, agravado pelas revelações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todas as coberturas confirmam que a campanha de Romeu Zema instalou no Edifício Anchieta, na Avenida Paulista, uma faixa com a frase “Chega de Intocáveis” e a montagem de Alexandre de Moraes de uniforme de presidiário, e que o candidato chamou o ministro de bandido em coletiva, defendendo mudanças no modo de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal.
No feriado da Independência, a campanha de Romeu Zema instalou na Avenida Paulista uma faixa com a montagem de Alexandre de Moraes em uniforme de presidiário. Em coletiva, o candidato chamou o ministro de bandido, criticou Flávio Dino e defendeu lista tríplice para indicações ao Supremo Tribunal Federal. O ato reuniu poucos apoiadores diante do Masp.
O candidato à Presidência da República Romeu Zema, do partido Novo, transformou o feriado de 7 de Setembro em ato de campanha contra o Supremo Tribunal Federal. A campanha estendeu na fachada do Edifício Anchieta, no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, em São Paulo, uma faixa gigante com a frase “Chega de Intocáveis”, título da websérie que o candidato publica em suas redes sociais. A peça trazia a montagem de um boneco que representa o ministro Alexandre de Moraes de toga e uniforme de presidiário, atrás das grades, sobre a fotografia do jornalista Brenno Carvalho em que ministros do Supremo aparecem sorrindo depois da sessão de 2 de setembro. Após a ação simbólica, Zema caminhou até o Masp, onde discursou para militantes do Novo.
Em coletiva de imprensa, o candidato chamou Moraes de “bandido” e afirmou que, em qualquer país minimamente civilizado, um ministro que prestasse serviços a um bandido já teria sido expulso e provavelmente encarcerado. Também criticou o ministro Flávio Dino, que na véspera havia questionado o arquivamento de inquéritos por tramitação longa, em referência indireta à posição do presidente da Corte, Edson Fachin, favorável ao fim do inquérito das fake news. Zema disse que Dino integra uma “turminha” que quer manter tudo como está e o associou a Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Sobre a ministra Cármen Lúcia, cujo voto é visto como decisivo no julgamento das apurações que envolvem Moraes e André Mendonça, afirmou esperar que a consciência dela fale mais alto do que o espírito corporativista.
Os pontos factuais são convergentes em toda a cobertura. Veículos de direita registraram a instalação da faixa, a data da sessão retratada na fotografia e o discurso em que o candidato acusa o Judiciário de nunca ter sido tão corrupto, o Legislativo de omisso e o Executivo de irresponsável, apresentando o episódio como manifestação de uma indignação difusa contra privilégios de autoridades em Brasília. A cobertura de centro relatou o mesmo conjunto de fatos e acrescentou o entorno: o ato em frente ao Masp reuniu poucos militantes, manifestantes do PT que estavam na avenida foram contidos pela Polícia Militar, e o candidato aparecia com camiseta que reproduzia a mesma estampa da faixa. Essa cobertura também lembrou que a Procuradoria-Geral da República denunciou Zema em maio por calúnia contra Gilmar Mendes, em razão de vídeo que retratava ministros como fantoches, e registrou que ele acusou o banqueiro Daniel Vorcaro de ter comprado autoridades sem apresentar provas.
A divergência está no que cada campo escolhe iluminar. À direita, o eixo é a crise de credibilidade do Supremo e o conjunto de propostas apresentadas no discurso: lista tríplice formulada pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público Federal para orientar as indicações à Corte, preferência por nomes com mais de 60 anos e trajetória acadêmica, fim das decisões monocráticas e divulgação obrigatória de agendas e telefonemas do presidente da República. No centro, o ângulo dominante é o desempenho político do candidato, com destaque para o esvaziamento do ato e para os 2% de intenção de voto medidos por instituto de pesquisa na semana anterior, além da explicação do rito atual de indicação ao Supremo, em que o presidente escolhe e o Senado aprova por maioria absoluta. Veículos de esquerda não cobriram diretamente o ato no conjunto analisado; a leitura desse campo, reconstruída a partir dos fatos apurados no centro, tende a enfatizar a exposição pública de um ministro em uniforme de presidiário como escalada simbólica contra a Corte e a ausência de provas para as acusações feitas.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma cobertura traz manifestação de Alexandre de Moraes, de Flávio Dino, de Dias Toffoli ou de Gilmar Mendes sobre as acusações. Não há elemento apresentado que sustente a alegação de que o banqueiro investigado comprou autoridades. Também não está definido quando Edson Fachin decidirá os próximos passos do procedimento que trata das conversas entre o ministro e o empresário, liberado para julgamento no plenário por André Mendonça, nem se a instalação da faixa terá alguma consequência jurídica para a campanha, questão sobre a qual o candidato respondeu apenas que não tem medo de prisão.
Em ato de 7 de Setembro, candidato do Novo pede que Cármen Lúcia coloque ‘consciência’ acima do ‘espírito corporativista’; voto da ministra é considerado decisivo no desfecho da crise

Novo instalou peça com a frase “Chega de Intocáveis” para manifestação de 7 de Setembro com participação do candidato. Leia no Poder360.

Candidato do Novo usa estrutura do ato para reforçar críticas a Alexandre de Moraes e ao Supremo Tribunal Federal. Leia na Gazeta do Povo.

Após a ação simbólica, candidato participou de um ato do Partido Novo em frente ao Masp. O evento reuniu poucos militantes do partido.

Candidato à Presidência participou informalmente de manifestação no 7 de Setembro e voltou a criticar o STF e o sistema de indicação de ministros da Corte

Zema convocou ato na Avenida Paulista contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, mas poucos apoiadores compareceram, além da imprensa

Em ato de 7 de Setembro, candidato do Novo pede que Cármen Lúcia coloque ‘consciência’ acima do ‘espírito corporativista’; voto da ministra é considerado decisivo no desfecho da crise

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 7, e afirmou confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, tido como decisivo no desenrolar da crise no Tribunal. No domingo,

Nesta matéria: viés de centro.