Romeu Zema e Ronaldo Caiado culpam Lula por violência e juros em debate
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Dois dos seis candidatos convidados participaram do debate presidencial realizado em São Paulo em 23 de setembro de 2026: o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) recusaram o convite, e Augusto Cury (Avante) desistiu após a morte de um conselheiro de campanha em acidente de helicóptero. Sem os concorrentes melhor colocados nas pesquisas, Caiado e Zema evitaram atritos entre si, elogiaram as gestões um do outro e concentraram as críticas nos ausentes e no Supremo Tribunal Federal. Na economia, Zema disse que Lula é 'pai da pobreza' e que o nível dos juros aperta famílias e quebra empresas. Em segurança, os dois defenderam classificar facções criminosas como organizações terroristas e parceria com os Estados Unidos.
No debate presidencial de 23 de setembro de 2026, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) apresentaram o diagnóstico de uma economia travada e de um Estado que não entrega segurança. Zema disse que Luiz Inácio Lula da Silva é 'pai da pobreza' e que a manutenção da pobreza interessa ao petista, apontou juros elevados como dreno da renda das famílias e da capacidade de investimento das empresas, e descreveu o país como uma 'economia doente que não cresce', lembrando que o Brasil estava à frente da Coreia nos anos 1960 e hoje tem renda três vezes menor.
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A cobertura disponível converge em que Ronaldo Caiado e Romeu Zema não se atacaram, elogiaram as gestões um do outro e concentraram as críticas em Luiz Inácio Lula da Silva, em Flávio Bolsonaro e no Supremo Tribunal Federal, e que ambos defendem endurecimento penal, classificação de facções criminosas como organizações terroristas e parceria de segurança com os Estados Unidos.
Com Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos ausentes, o debate de 23 de setembro de 2026 em São Paulo ficou com Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que evitaram se atacar e dirigiram as críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal. Segurança pública, juros, emendas parlamentares e saúde foram os temas das propostas apresentadas.
O debate presidencial realizado em São Paulo na noite de 23 de setembro de 2026 reuniu apenas dois dos seis candidatos convidados pelos critérios da Justiça Eleitoral: o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) recusaram o convite. Augusto Cury (Avante) havia confirmado presença e desistiu depois da morte de um conselheiro de campanha em acidente de helicóptero. Sem os dois nomes mais bem colocados nas pesquisas no palco, o encontro se organizou em torno de ataques a quem não estava presente e ao Supremo Tribunal Federal.
A frase de maior repercussão saiu de Zema, ao tratar de economia. O candidato do Novo disse que Lula é pai da pobreza e que a manutenção da pobreza interessa ao presidente. Em seguida, atribuiu ao nível dos juros o aperto no orçamento das famílias, o encarecimento do crédito consignado de aposentados e do financiamento de celulares, motos e carros, e a quebra de empresas. Descreveu o país como uma economia doente que não cresce e comparou a trajetória brasileira à da Coreia, que segundo ele estava atrás do Brasil nos anos 1960 e hoje tem renda três vezes superior. Caiado seguiu a mesma linha ao responsabilizar o governo do PT pelo endividamento das famílias e pelo avanço da criminalidade, e disse ter condições morais e coragem para resolver os problemas do país.
A cobertura de centro registrou o debate como sequência cronológica de falas e é a que preserva o detalhe das propostas. Em segurança pública, Caiado defendeu a criação de uma polícia sul-americana integrada, o uso de vigilância e inteligência artificial para rastrear suspeitos de enriquecimento ilícito, o corte da visita íntima a presos filiados a facções e a promessa de despachar de áreas dominadas pelo tráfico. Zema pediu prisão para quem é reincidente em roubo de celular e defendeu política prisional nos moldes da adotada em El Salvador, além de afirmar que a PEC da Segurança Pública não atende às demandas dos estados. Os dois se disseram favoráveis a classificar facções criminosas como organizações terroristas e a fechar parceria de segurança com os Estados Unidos. Em saúde, Caiado propôs telemedicina nos postos e regionalização da rede, e Zema falou em descentralizar a estrutura para fechar vazios assistenciais. Sobre emendas parlamentares, Zema considerou o mecanismo útil, com o Tribunal de Contas da União encarregado de coibir desvios, enquanto Caiado propôs reduzir a parcela obrigatória paga pela União.
Veículos de direita deram destaque à parte econômica e reproduziram a acusação contra o presidente como diagnóstico, sem taxa de juros vigente, sem série de pobreza e sem resposta do governo ou de economistas. Nessa leitura, juros altos, populismo e falta de rigor penal são as causas do problema, e o antídoto é ajuste fiscal, liberdade econômica e endurecimento da lei. A cobertura de centro deu mais espaço às propostas de governo e ao clima do encontro, em que Caiado e Zema evitaram atacar-se e elogiaram as gestões um do outro, mas também não confrontou as acusações com dado externo. Nenhum veículo de esquerda cobriu o debate até o momento, o que deixa sem contraditório dois pontos sensíveis: a atribuição direta da pobreza e da violência a um governo, e a adoção do modelo prisional salvadorenho como referência, associado a prisões em massa e a denúncias de violação de garantias.
O Judiciário foi o outro alvo. Nas considerações finais, Zema afirmou que o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, foi obtido por ação do seu partido no Supremo Tribunal Federal, chamou Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes de amigos de Lula e defendeu que Moraes seja investigado. Questionado sobre um eventual apoio a Flávio Bolsonaro em segundo turno, depois de dizer que o senador está enrolado com corrupção, respondeu que estará sempre contra o PT e que tudo pode acontecer, sem descartar aliança. Caiado recusou os dois lados da polarização e disse que a população não precisa escolher entre bandido preferido de esquerda ou de direita.
O que ainda não se sabe é se os candidatos ausentes participarão de debates seguintes, se Zema efetivamente apoiaria o candidato do PL em um segundo turno e qual o embasamento dos números citados sobre juros, pobreza e renda comparada.
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