48,4% dos eleitores temem vitória de Flávio Bolsonaro em 2026, diz pesquisa
3 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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Como decidimos →Veículos de esquerda enquadram a queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas como sinal de que o eleitorado começa a reagir a denúncias de corrupção e ao risco representado por uma candidatura de extrema-direita, amplificado por alertas de figuras públicas sobre interferência americana.
Pesquisas eleitorais divulgadas entre o fim de junho e a primeira semana de julho de 2026 mostram desgaste crescente da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, em meio ao escândalo do Banco Master e à crise pública com Michelle Bolsonaro, enquanto Lula mantém vantagem nas simulações de primeiro e segundo turno.
Cobertura de direita concentra-se nos números concretos das pesquisas e na dinâmica interna do campo bolsonarista, atribuindo o desgaste de Flávio Bolsonaro a episódios pontuais — o caso Banco Master e o desentendimento familiar — sem tratá-lo como julgamento sobre o campo político como um todo.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Esquerda, centro e direita convergem que a candidatura de Flávio Bolsonaro perdeu fôlego desde maio, puxada pelo escândalo financeiro com Daniel Vorcaro (Banco Master) e pela crise pública com Michelle Bolsonaro; todas as pesquisas citadas (AtlasIntel/Bloomberg, Meio/Ideia, BTG/Nexus) mostram Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno.
Pesquisas eleitorais divulgadas entre o fim de junho e a primeira semana de julho de 2026 mostram um cenário de desgaste crescente para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem nas simulações de primeiro e segundo turno. Segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada no início de julho, 48,4% dos eleitores dizem temer mais um eventual governo de Flávio Bolsonaro do que uma nova gestão de Lula, apontada por 42,4%. Até abril os dois nomes apareciam empatados nesse quesito; a partir de junho o senador passou à frente, com seis pontos percentuais de distância.
Os artigos do período convergem sobre as causas do desgaste. Em maio, veio à tona que Flávio Bolsonaro recebeu 61 milhões de reais de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, hoje preso por fraude financeira, para custear a produção de um documentário sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No mesmo período, a candidatura enfrentou uma crise pública depois que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou, em 24 de junho, um vídeo em que relatou se sentir desrespeitada pelo enteado. A pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 8 de julho, mostra que mais da metade dos entrevistados ficou sabendo do episódio e que a maioria considerou as falas de Michelle mais verdadeiras do que falsas.
Ainda segundo a Meio/Ideia, Lula lidera o primeiro turno com 40,4% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro, e vence os dois principais cenários de segundo turno: 45% a 40% contra o senador e 45% a 36% contra Michelle Bolsonaro, caso ela seja a candidata do PL. A vantagem de Lula é puxada pelo eleitorado feminino, entre o qual o presidente tem mais de 16 pontos de vantagem, enquanto Flávio Bolsonaro lidera entre os homens.
Veículos de esquerda, como Revista Fórum e CartaCapital, destacaram a fala do ator Wagner Moura, feita em Lisboa, de que uma vitória de Flávio Bolsonaro seria "uma tragédia" para o Brasil, e deram ênfase ao alerta do ator sobre risco de interferência dos Estados Unidos no pleito, por meio do apoio do presidente Donald Trump ao senador. Esses veículos também classificaram a candidatura de Flávio e Michelle Bolsonaro como representante da "extrema-direita" ao descreverem o possível impacto eleitoral do vídeo de Michelle.
A cobertura de centro, como a da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, relatou de forma factual que 73% dos eleitores de Flávio Bolsonaro usam redes sociais como principal fonte de informação, ante 65% dos eleitores de Lula que preferem a televisão, sem atribuir juízo de valor às diferenças de comportamento.
Já a cobertura de direita, como a da coluna de José Casado na Veja e a da Crusoé, enfatizou os números internos do eleitorado bolsonarista: Flávio Bolsonaro é considerado o político mais leal ao pai por 79% desse público, à frente de Michelle Bolsonaro (54%), e é a escolha preferida de 81,9% dos eleitores de Bolsonaro para representar a direita na disputa presidencial, ante 14,7% que preferem Michelle.
O que ainda não se sabe é como a campanha de Flávio Bolsonaro pretende reverter a curva de queda registrada desde maio, nem qual será a resposta oficial do senador às acusações envolvendo o Banco Master. Também não há dados públicos sobre como Michelle Bolsonaro reagiu a aparecer atrás do enteado nos rankings de lealdade ao pai. Faltam três meses para o primeiro turno das eleições, previsto para outubro.
A maioria das pessoas ouvidas pelos pesquisadores ficou sabendo da briga dentro do clã

Além do levantamento por gênero, a nova pesquisa Meio/Ideia aponta também o presidente da frente no primeiro e no segundo turno

Já eleitores de Lula têm maior vínculo com a televisão

O ator Wagner Moura afirmou nesta quarta-feira (1º.jul.2026), em Lisboa, que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições

Quase metade dos eleitores diz temer eventual governo do candidato do Partido Liberal mais do que uma possível reeleição de Lula

A esposa de Jair Bolsonaro aparece apenas em quinto lugar em um ranking de lealdade de figuras políticas ao ex-presidente
