Lula tem 50% de desaprovação enquanto Eduardo Leite empata no Rio Grande do Sul
4 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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Duas pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral foram divulgadas em 21 de agosto de 2026. No plano nacional, o instituto Datafolha apontou 50% de desaprovação e 47% de aprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, contra 48% e 49% em julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e 2.058 entrevistados entre 18 e 20 de agosto. No Rio Grande do Sul, o Paraná Pesquisas registrou 49,2% de aprovação e 47,8% de desaprovação à gestão de Eduardo Leite, do PSD, com 1.504 entrevistados em 67 municípios e margem de 2,6 pontos. Nos dois casos, a distância entre aprovação e desaprovação cabe na margem de erro.
Pelo prisma da direita, os dois levantamentos apontam desgaste de gestões associadas ao continuísmo administrativo. No plano nacional, é a primeira vez desde julho que a desaprovação de Luiz Inácio Lula da Silva abre distância sobre a aprovação, com 41% classificando o governo como ruim ou péssimo, o pior patamar da série recente, num período marcado por revelações sobre Fábio Luís Lula da Silva.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Toda a cobertura reproduz os mesmos números e a mesma metodologia: 50% de desaprovação e 47% de aprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com 2.058 entrevistados e margem de dois pontos; e 49,2% de aprovação contra 47,8% de desaprovação a Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, com 1.504 entrevistados e margem de 2,6 pontos. Nenhum veículo contesta o registro dos estudos no Tribunal Superior Eleitoral.
Duas pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral saíram no mesmo dia e mostram eleitorados divididos. No plano nacional, 50% desaprovam e 47% aprovam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. No Rio Grande do Sul, 49,2% aprovam e 47,8% desaprovam a gestão de Eduardo Leite, diferença menor que a margem de erro do levantamento.
Dois levantamentos divulgados na sexta-feira, 21 de agosto de 2026, deram a medida do humor do eleitorado brasileiro no primeiro fim de semana de campanha oficial. No plano nacional, o instituto Datafolha registrou 50% de desaprovação e 47% de aprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. No Rio Grande do Sul, o Paraná Pesquisas apontou 49,2% de aprovação e 47,8% de desaprovação à gestão do governador Eduardo Leite, do PSD. Nos dois casos, a distância entre os índices cabe dentro da margem de erro.
O estudo nacional ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026. Na rodada anterior, divulgada em 24 de julho, a aprovação estava em 49% e a desaprovação em 48%, ou seja, os dois indicadores oscilaram dois pontos. A avaliação qualitativa acompanhou o movimento: 41% classificam a gestão como ruim ou péssima, ante 38% em julho, enquanto 33% a consideram ótima ou boa e 25% a chamam de regular. Outros 3% não souberam responder.
A pesquisa gaúcha entrevistou 1.504 eleitores em 67 municípios entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e o mesmo nível de confiança de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-03898/2026, custou R$ 135,2 mil e foi paga pelo Partido Liberal. A diferença de 1,4 ponto entre aprovação e desaprovação de Eduardo Leite fica abaixo da margem, o que caracteriza empate técnico. Também no Rio Grande do Sul, 3% dos entrevistados não souberam responder.
A cobertura de centro tratou os dois estudos de forma predominantemente descritiva e foi a que mais qualificou os números: registrou que as oscilações do levantamento nacional ocorreram dentro da margem de erro, que em julho aprovação e desaprovação estavam tecnicamente empatadas e que este é o primeiro estudo do instituto após o início oficial das campanhas, em 16 de agosto. Parte dessa cobertura acrescentou o contexto do período de coleta, marcado por novas revelações sobre Fábio Luís Lula da Silva, alvo de apuração por tráfico de influência, sem afirmar relação de causa e efeito com a variação. Nessa mesma linha apareceram os recortes de intenção de voto do estudo, com Luiz Inácio Lula da Silva em 39% no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro, e 47% a 43% em simulação de segundo turno.
Veículos de direita organizaram a informação em torno da rejeição. No caso gaúcho, título e lead foram construídos sobre os 47,8% de desaprovação a Eduardo Leite, apesar de a aprovação, de 49,2%, ser o número maior, e sem informar ao leitor que os dois índices estão empatados dentro da margem. No caso nacional, a ênfase recaiu sobre a desaprovação de 50% e sobre a alta da avaliação ruim ou péssima, apresentadas como sinal de desgaste da gestão federal no momento em que a campanha começa.
Veículos de esquerda não publicaram, até o fechamento deste levantamento de cobertura, análise própria dos dois estudos. A leitura que esse campo costuma fazer dos mesmos dados parte do outro lado da tabela: quase metade do eleitorado ainda declara aprovar o governo federal, a oscilação de dois pontos não é estatisticamente significativa e a pesquisa gaúcha foi encomendada e paga por um partido adversário do governador avaliado, informação que consta dos próprios textos e pede cautela na interpretação.
O que ainda não se sabe é se a variação nacional descreve tendência ou ruído estatístico, resposta que só a próxima rodada do instituto poderá dar. Também não está esclarecido quanto do resultado se explica pelo início da propaganda eleitoral, quanto pelas denúncias em curso e quanto por avaliação de política pública, já que nenhum dos estudos divulgados abre os motivos declarados pelos entrevistados. No Rio Grande do Sul, não há na cobertura série comparativa que permita saber se a aprovação de Eduardo Leite subiu ou caiu em relação aos meses anteriores, nem manifestação do governo estadual sobre os números.
A percepção sobre o trabalho do petista oscilou em dois pontos percentuais ante a rodada anterior da pesquisa

No levantamento anterior, em julho, a desaprovação era de 48% e a aprovação era de 49%

Levantamento ouviu 1,5 mil eleitores em 67 municípios entre 18 e 20 de agosto

Avaliação da gestão como ruim ou péssima passou de 38% para e 41%

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) é a primeira do instituto após o início da campanha eleitoral e foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo

Levantamento da Paraná Pesquisas mostra que 33,4% dos eleitores avaliam a gestão como boa/ótima e 34% como ruim/péssima. Leia no Poder360
