Lula liga crise do STF ao revés no primeiro turno e defende reforma do Judiciário
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →Pela leitura de direita, Lula chega ao segundo turno em desvantagem e tenta se desvincular de um Supremo Tribunal Federal com o qual manteve proximidade durante o mandato, agora que o caso Banco Master corroeu a imagem da Corte. O cenário pesa contra o petista: o PL terá as maiores bancadas no Senado e na Câmara, elegeu mais governadores no primeiro turno e, desde a redemocratização, nenhum segundo colocado virou a disputa presidencial.
Um dia depois de terminar o primeiro turno em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos contra 47,03% do senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a aliados em Brasília que sua campanha carrega nas costas a promiscuidade estabelecida no Supremo Tribunal Federal após as denúncias envolvendo ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
As coberturas concordam que Lula atribuiu parte do desgaste à crise do Supremo Tribunal Federal ligada ao caso Banco Master, defendeu reforma do Judiciário com debate sobre mandato de ministros e prometeu ir aos debates do segundo turno.
Um dia após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula disse a aliados que sua campanha carrega o desgaste da crise do Supremo Tribunal Federal ligada ao caso Banco Master, defendeu reforma do Judiciário e prometeu participar dos debates do segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, afirmou nesta segunda-feira, 5 de outubro, que sua campanha está carregando nas costas o que chamou de promiscuidade estabelecida no Supremo Tribunal Federal. A fala foi feita em Brasília, numa reunião com ministros, aliados eleitos e candidatos derrotados, um dia depois do primeiro turno. Lula terminou em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos, atrás do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que teve 47,03%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
A crítica se refere às denúncias que ligam ministros do Supremo ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Lula não é citado no caso, mas aliados avaliam que a proximidade dele com ministros da Corte, em especial Alexandre de Moraes, levou o eleitor a associá-lo à crise. O presidente voltou a defender uma reforma do Judiciário e disse que a sociedade precisa discutir o critério de indicação de ministros ao Senado e se eles devem ter mandato. Segundo ele, ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte.
Há convergência nas coberturas sobre os demais pontos da reunião. Lula admitiu estar decepcionado com o resultado, cobrou mobilização contra a abstenção, que segundo o Tribunal Superior Eleitoral atingiu 33 milhões de pessoas, e prometeu participar dos debates do segundo turno, depois de faltar a todos no primeiro. Ele também chamou Flávio Bolsonaro de cara do sistema e disse que não há razão econômica, social ou política para não ser reeleito.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre a reunião. A cobertura de centro relatou as falas com contexto: lembrou que Lula não aparece no caso Banco Master, descreveu a avaliação interna de petistas sobre o desgaste e mostrou que os dois candidatos disputam o discurso antissistema de formas diferentes, com Flávio mirando a elite política e judiciária e Lula, a elite econômica. Parte dessa cobertura registrou ainda que Lula criticou as propostas de corte fiscal do adversário, dizendo que dureza fiscal costuma pôr em risco a política de inclusão social, e que sugeriu um discurso mais duro em segurança pública.
Veículos de direita enfatizaram o tamanho da desvantagem do presidente. Destacaram que o PL terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, que Flávio elegeu 30 senadores apoiados contra 18 de Lula, e que desde a redemocratização nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu virar a disputa presidencial. Também registraram a mudança de postura de Lula sobre os debates e a fala em que ele chamou o adversário de possível herdeiro do fascismo.
Ainda não se sabe qual será a proposta concreta de reforma do Judiciário que Lula pretende levar à campanha, nem se ele vai detalhar o modelo de mandato para ministros. Também não está claro como os ministros do Supremo e a campanha de Flávio Bolsonaro vão responder às críticas, nem se a estratégia de mobilizar quem deixou de votar terá efeito em um eleitorado que o próprio presidente reconheceu estar menor para disputar.
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