Flávio Bolsonaro leva 28,5 mil à Paulista contra Moraes no dia em que Lula desfila
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O 7 de Setembro de 2026 foi ocupado pelas duas principais campanhas presidenciais a menos de um mês do primeiro turno. Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios sem discursar, numa cerimônia que destacou soberania nacional, combate ao feminicídio, vacinação e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro convocou apoiadores para a Avenida Paulista e converteu o ato em protesto contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O gatilho da mobilização foi a decisão do ministro André Mendonça, em 1º de setembro, de levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e a Moraes, que nega irregularidades. O Monitor do Debate Político, projeto da Universidade de São Paulo e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento com a organização More in Common, estimou 28,5 mil pessoas no auge do ato paulistano, com margem de 12%, abaixo das 42,2 mil de 2025 e muito abaixo das cem mil esperadas pela campanha. Houve manifestações em pelo menos oito capitais, e outros presidenciáveis foram às ruas.
Lida pela chave da proteção institucional e dos direitos coletivos, a data expôs uma tentativa de transformar suspeitas ainda sob apuração em pressão de rua sobre o tribunal que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
Pela chave da responsabilização institucional e do limite ao poder do Estado, o 7 de Setembro foi a resposta das ruas à maior crise do Supremo Tribunal Federal desde a redemocratização. A divulgação, por ordem do ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo referências a um contrato de R$ 131 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, deu lastro a uma cobrança que a oposição fazia havia anos.
18 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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A menos de um mês do primeiro turno, o 7 de Setembro virou palanque: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile oficial em Brasília, enquanto Flávio Bolsonaro levou apoiadores à Avenida Paulista para pedir a saída do ministro Alexandre de Moraes, em meio à crise aberta no Supremo Tribunal Federal pelo caso do Banco Master.
O feriado da Independência de 2026 chegou a menos de um mês do primeiro turno e foi convertido em palanque pelos dois principais candidatos à Presidência. Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, sem discurso, num roteiro oficial que destacou a soberania nacional, o combate ao feminicídio, a vacinação e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro convocou apoiadores para a Avenida Paulista e transformou o ato do Dia da Independência num protesto contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A cobertura de centro relatou que a manifestação paulistana reuniu 28,5 mil pessoas no auge, segundo o Monitor do Debate Político, projeto da Universidade de São Paulo e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento em parceria com a organização More in Common, com margem de erro de 12%. A campanha esperava cem mil, e o número ficou abaixo das 42,2 mil pessoas estimadas no mesmo endereço no 7 de Setembro de 2025. No caminhão de som, Flávio chamou Moraes de “laranja podre”, disse que é preciso “proteger o STF de Alexandre de Moraes” e prometeu indicar cinco ministros à Corte caso seja eleito. Discursaram também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que cobrou explicações do magistrado, o prefeito Ricardo Nunes, o deputado Nikolas Ferreira, o pastor Silas Malafaia e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que pediu a libertação de Jair Bolsonaro.
O gatilho é reconhecido por toda a cobertura. Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master, levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e a Moraes, entre elas trocas sobre um contrato de R$ 131 milhões firmado com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes. Moraes nega irregularidades e pediu ao presidente do Supremo, Edson Fachin, a abertura de investigação contra Mendonça. Houve atos em pelo menos oito capitais, e outros presidenciáveis ocuparam as ruas: Augusto Cury caminhou em Copacabana com discurso contra a polarização, Renan Santos reuniu apoiadores no Obelisco do Ibirapuera e Romeu Zema fez o próprio ato na Paulista pela manhã.
Veículos de direita enfatizaram a expectativa de que a mobilização fosse a maior dos últimos três anos, apresentaram as mensagens como indício de abuso de poder no Judiciário e destacaram levantamentos em que o senador aparece à frente ou empatado com Lula num eventual segundo turno. A cobertura de centro deu peso ao público abaixo do esperado, ao contraste com 2025 e ao fato de o próprio Flávio ter pedido dinheiro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o pai, sem ainda ter prestado contas do uso dos valores. Veículos de esquerda não aparecem no conjunto de fontes reunido até agora, e essa ausência é o ponto cego desta página: a leitura que trata os atos como pressão de rua sobre o tribunal que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe chegou ao leitor apenas em registro factual e em falas de debatedores, não como enquadramento próprio de alguma redação.
Ainda não se sabe se as investigações vão confirmar irregularidade na relação entre Moraes e Vorcaro, se Edson Fachin dará seguimento ao pedido de apuração contra Mendonça e se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pautará algum dos pedidos de impeachment do ministro. Também não há medição pública sobre o efeito eleitoral dos atos: as pesquisas citadas nas reportagens são anteriores ao 7 de Setembro, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Caso Master caiu de 53,7% para 9,4% após crise entre ministros do STF

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Estimativa feito pelo Monitor do Debate Político - USP/Cebrap e em parceria com a organização More in Common aponta aglomeração menor do que a registrada no feriado do ano passado, quando 42,2 mil pessoas foram à Paulista e outras 42,7 mil se reuniram em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Estimativa feito pelo Monitor do Debate Político - USP/Cebrap e em parceria com a organização More in Common aponta aglomeração menor do que a registrada no feriado do ano passado, quando 42,2 mil pessoas foram à Paulista e outras 42,7 mil se reuniram em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Candidato do PL diz que, se reeleito, petista indicará quatro ministros iguais a Moraes

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Falas exaltaram André Mendonça e buscaram associar Moraes a Lula

O cenário ganhou novos elementos depois de o ministro André Mendonça, relator do caso no STF retirar o sigilo de mensagens de Daniel Vorcaro

Além do desfile oficial em Brasília, o 7 de Setembro será marcado por manifestações da direita em São Paulo e na capital federal. Lula estará na Esplanada, enquanto Flávio Bolsonaro puxa protesto na capital paulista

Vinicius Poit e Vitor Marques debatem se manifestações no Dia da Independência influenciam a corrida eleitoral

Protestos foram registrados em ao menos sete capitais; impeachment de Moraes, críticas ao governo e apoio a André Mendonça estiveram entre as principais bandeiras.

Protestos são organizados por opositores ao governo e acontecem de forma paralela aos desfiles

Kiko Caputo e Sebastião Coelho participaram de ato em frente ao Banco Central. Leia no Poder360

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Presidente participa de desfile com pautas como combate à violência contra as mulheres e soberania nacional; senador tenta usar crise no STF para impulsionar mobilização na Paulista, enquanto Cury fará caminhada no Rio embalado pelo avanço nas pesquisas

Os candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) participam em São Paulo de atos do dia 7 de Setembro. As críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao Supremo Tribunal Federal estarão no centro das três manifestações.

Candidato à Presidência afirma que manifestação dará voz a brasileiros insatisfeitos com o Judiciário e o sistema político. Leia no Poder360.

Nesta matéria: viés de centro.