Augusto Cury chega a 8% no Datafolha e prega mistura de direita e esquerda
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

O escritor e médico Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, teve a semana de maior visibilidade da campanha. Pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro apontou 8% das intenções de voto, e levantamento Atlas/Focus divulgado no dia 4, com campo entre 28 de agosto e 2 de setembro, mostrou alta de 0,2% em junho para 12,3% no Ceará. Diante dos números, ele fez uma carreata de 'pacificação' em Araçatuba, defendeu combinar propostas de direita e de esquerda, propôs que o Senado discuta pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e reduzir a Corte de 11 para nove integrantes, e aportou mais R$ 100 mil de recursos próprios na campanha.
A ascensão de Augusto Cury nas pesquisas é lida como fenômeno de comunicação bancado por dinheiro próprio: o candidato já colocou R$ 250 mil do próprio bolso na campanha, cinco vezes o que o Avante repassou, e declarou patrimônio de R$ 242 milhões, com ao menos 17 fazendas.
O avanço de Augusto Cury nas pesquisas é apresentado como resposta do eleitorado ao cansaço com a polarização entre petismo e bolsonarismo e à falta de alternativa fora dos dois campos. O candidato do Avante apresenta uma plataforma de Estado enxuto, empreendedorismo, meritocracia e menos impostos, combinada a preocupação social, e banca a própria campanha com recursos privados em vez de depender de dinheiro público, o que é lido como sinal de independência.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram que Augusto Cury cresceu rapidamente nas pesquisas de intenção de voto, que o eixo do discurso dele é a crítica à polarização entre os campos de Lula da Silva e de Bolsonaro, e que os aportes de recursos próprios na campanha somam R$ 250 mil, contra R$ 50 mil do Avante.
O candidato do Avante à Presidência subiu nas pesquisas na primeira semana de setembro de 2026, com 8% no Datafolha e 12,3% no Ceará em levantamento Atlas/Focus. Ele fez carreata de 'pacificação' em Araçatuba, defendeu combinar propostas de direita e de esquerda, propôs reduzir o Supremo Tribunal Federal de 11 para nove ministros e aportou mais R$ 100 mil de recursos próprios na campanha.
O escritor e médico Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, foi o nome de maior movimentação na corrida eleitoral na primeira semana de setembro de 2026. Pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro registrou 8% das intenções de voto para ele. No dia seguinte, um levantamento Atlas/Focus realizado entre 28 de agosto e 2 de setembro apontou salto de 0,2% em junho para 12,3% no Ceará, o que levou o candidato a comemorar publicamente o desempenho no Nordeste.
A cobertura de centro relatou que, no dia 5, Cury promoveu uma carreata que chamou de 'pacificação' em Araçatuba, no interior de São Paulo, onde classificou a polarização política como 'insana' e afirmou que o Brasil não pertence nem à família Bolsonaro nem à família Lula da Silva. No dia seguinte, em publicação nas redes sociais dirigida a apoiadores, resumiu a própria plataforma numa frase: 'Nós temos que ter o melhor da direita na nossa mente e o melhor da esquerda no coração'. Na mesma mensagem, defendeu Estado enxuto, empreendedorismo, meritocracia e menos impostos e, ao mesmo tempo, citou o combate ao feminicídio e a escola pública que, segundo ele, está desabando.
No dia 7, em sabatina, o candidato ampliou o discurso para o Judiciário. Disse que o Senado deve discutir pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, afirmou que ninguém está acima da lei e sustentou que o Congresso tem sido 'muito frágil' diante da Corte, que em algumas situações, na avaliação dele, legisla ou flerta com legislar. Voltou a propor a redução do número de ministros de 11 para nove, tendo como referência a Suprema Corte dos Estados Unidos, e disse esperar independência e celeridade do presidente do Supremo, Edson Fachin.
As vertentes de cobertura convergem em três pontos: o crescimento nas pesquisas é real e rápido, o eixo do discurso é a superação da polarização, e o candidato passou a ser alvo dos adversários justamente por causa desse avanço. Também não há divergência sobre os números de financiamento divulgados na semana.
As ênfases, porém, se separam. Veículos de esquerda destacaram o dinheiro: o candidato injetou mais R$ 100 mil de recursos próprios em 3 de setembro, chegando a R$ 250 mil pessoais contra R$ 50 mil repassados pelo partido, o equivalente a cerca de 83% do total vindo do próprio bolso. Esses textos sublinharam ainda o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, de R$ 242 milhões, incluindo ao menos 17 fazendas, num enquadramento que trata o autofinanciamento como vantagem de largada e o discurso de pacificação como fórmula genérica diante de pautas de desigualdade. Veículos de direita enfatizaram o conteúdo econômico do programa, reproduzindo com destaque a defesa de Estado enxuto, empreendedorismo, meritocracia e redução de impostos, e leram a chegada ao terceiro lugar como demanda por alternativa fora dos dois campos que dominam a disputa. A cobertura de centro concentrou-se no relato dos atos, das falas e dos números, sem verificar juridicamente as propostas sobre o Supremo.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das coberturas informou margem de erro ou tamanho de amostra dos levantamentos citados, nem se o crescimento se sustenta fora do momento de maior exposição. Não há detalhamento de como a redução de impostos conviveria com mais investimento em escola pública, nem programa de governo publicado que concilie as duas frentes. Também não foi explicado por qual caminho o candidato viabilizaria a redução do Supremo de 11 para nove ministros, mudança que dependeria do Congresso, e nenhuma reportagem ouviu ministros, juristas ou senadores sobre a proposta de impeachment. Por fim, não se sabe até onde irá o autofinanciamento da campanha nem qual será o volume de recursos partidários daqui em diante.
Candidato do Avante diz que Senado deve discutir o tema e se inspira na Corte dos EUA para reduzir o número de integrantes do Supremo Tribunal Federal

Escritor já colocou R$ 250 mil de recursos próprios na disputa presidencial, enquanto o Avante destinou R$ 50 mil; candidato declarou patrimônio de R$ 242 milh…

Após subir de 0,2% para 12,3% no Ceará, candidato do Avante critica polarização e defende um novo caminho para o país; veja os detalhes

A postagem foi feita em mensagem de agradecimento ao grupo de apoiadores
