
Augusto Cury defende mistura de direita e esquerda após alta nas pesquisas
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O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo partido Avante, concentrou o discurso do fim de semana na crítica à polarização política. No sábado, 5 de setembro, promoveu uma carreata chamada de pacificação em Araçatuba, interior de São Paulo, onde disse que o Brasil não pertence nem à família Bolsonaro nem à família Lula da Silva. No domingo, 6, em publicação no Instagram dirigida a apoiadores, resumiu a plataforma na fórmula de ter o melhor da direita na mente e o melhor da esquerda no coração, citando Estado enxuto, empreendedorismo, meritocracia e menos impostos ao lado do combate ao feminicídio e da recuperação da escola pública. As falas vieram na esteira de avanço nas pesquisas de intenção de voto.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo partido Avante, concentrou o discurso do fim de semana na crítica à polarização política. No sábado, 5 de setembro, promoveu uma carreata chamada de pacificação em Araçatuba, interior de São Paulo, onde disse que o Brasil não pertence nem à família Bolsonaro nem à família Lula da Silva.
Direita
Para quem lê a disputa pela chave da liberdade econômica e da renovação institucional, a fala de Augusto Cury é o aceno mais explícito até aqui de um nome de fora do sistema às bandeiras de mercado. O candidato do Avante colocou Estado enxuto, empreendedorismo, meritocracia e redução de impostos como parte da mente do futuro governo, e prometeu tratar a questão social pelo cuidado, não pela ampliação da máquina pública.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto adota registro descritivo e de agência, encadeando falas do candidato na carreata e o dado da pesquisa sem vocabulário valorativo próprio do repórter. O enquadramento é acrítico e sem contraditório, mas não desloca a matéria para nenhum dos polos: as expressões carregadas, como polarização insana e o Brasil tem cura, aparecem sempre entre aspas e atribuídas ao entrevistado. O subtítulo veja os detalhes e a nota de uso de inteligência artificial sob supervisão humana indicam produção acelerada, não linha editorial.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto curto de conteúdo de agência, com estrutura de nota factual: fala, contexto de pesquisa e ponto final. As bandeiras de mercado que aparecem, Estado enxuto, empreendedorismo, meritocracia e menos impostos, são citação literal do candidato, não escolha vocabular da redação, e vêm acompanhadas da metade social do mesmo discurso, feminicídio e escola pública. O ambiente editorial da página, voltado a economia e mercado, é pista de veículo, não do artigo, que não editorializa.
O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, disse que o Brasil está cansado da polarização e propôs combinar pautas de direita e de esquerda em um eventual governo. A declaração veio depois de o candidato subir nas pesquisas de intenção de voto e realizar uma carreata em Araçatuba, no interior de São Paulo.
O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo partido Avante, transformou a crítica à polarização no eixo central da campanha neste fim de semana. No sábado, 5 de setembro, promoveu uma carreata batizada de pacificação em Araçatuba, no interior de São Paulo, onde classificou a divisão política brasileira como insana e afirmou que o país não pertence nem à família Bolsonaro nem à família Lula da Silva. No dia seguinte, em publicação no Instagram dirigida a apoiadores, sintetizou a proposta em uma frase: é preciso ter o melhor da direita na mente e o melhor da esquerda no coração.
Na mesma publicação, o candidato detalhou o que entende por cada metade. Do lado que chamou de mente, listou Estado enxuto, empreendedorismo, meritocracia e menos impostos. Do lado que chamou de coração, citou o cuidado com quem sofre, o enfrentamento do feminicídio e a recuperação da escola pública, que descreveu como em processo de desabamento. Ao fim, pediu união para pacificar o país.
O movimento vem logo depois de uma alta expressiva do escritor nas pesquisas de intenção de voto. Um levantamento Atlas/Focus divulgado na sexta-feira, 4 de setembro, com coleta entre 28 de agosto e 2 de setembro e registro BR-07411/2026, apontou salto de 0,2% em junho para 12,3% no Ceará. No cenário nacional, pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro colocou o candidato com 8% das intenções de voto, o que o levou ao terceiro lugar da disputa. Nos dois casos, as reportagens não trazem margem de erro nem número de entrevistados.
A cobertura de centro concentrou-se no ato de rua e no efeito das pesquisas, descrevendo a carreata, o agradecimento do candidato ao eleitor nordestino e a passagem em que ele agradece a pastores evangélicos, padres, freiras, espíritas, budistas, islamitas e também a ateus, dizendo que pretende governar para todo o Brasil. Veículos de direita enfatizaram o conteúdo econômico do discurso, destacando a defesa de Estado enxuto, de empreendedorismo, de meritocracia e de redução de impostos como o trecho mais relevante da declaração, e registraram que o crescimento nas pesquisas fez o escritor virar alvo de adversários. Até o momento não há, no conjunto analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio, o que deixa sem resposta pública a leitura que enxerga tensão entre reduzir o Estado e ao mesmo tempo reerguer a escola pública e ampliar a proteção a mulheres vítimas de violência.
Os dois lados que cobriram o caso convergem no essencial: a fala existiu, foi feita em rede social, e ocorreu em sequência a um salto real do candidato nos levantamentos eleitorais. Também convergem na descrição do posicionamento como recusa simultânea aos dois grupos que polarizam a política brasileira. A diferença está na ênfase, com um lado tratando o episódio como ato de campanha e o outro como definição programática.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das reportagens detalha a metodologia dos levantamentos citados, o que impede avaliar se a alta é tendência ou oscilação de um único ciclo. Não há informação sobre como o candidato pretende financiar as políticas sociais que anunciou enquanto reduz impostos, nem sobre a existência de um programa de governo escrito. Também não estão identificados os adversários que teriam passado a atacá-lo, nem o teor dessas críticas, e não há indicação sobre alianças partidárias, tempo de propaganda ou estrutura de campanha capaz de sustentar o desempenho registrado nas pesquisas.
As coberturas concordam que Augusto Cury, candidato do Avante, atacou a polarização entre os grupos ligados a Jair Bolsonaro e a Luiz Inácio Lula da Silva, propôs combinar pautas de direita e de esquerda em um mesmo governo e falou depois de uma alta real nas pesquisas de intenção de voto, medida tanto no Ceará quanto no cenário nacional.

Após subir de 0,2% para 12,3% no Ceará, candidato do Avante critica polarização e defende um novo caminho para o país; veja os detalhes

A postagem foi feita em mensagem de agradecimento ao grupo de apoiadores
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