
Quaest ouve 2.004 eleitores e mede efeito da crise no STF na corrida presidencial
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O instituto Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre 3 e 6 de setembro de 2026 para medir a intenção de voto na eleição presidencial, com divulgação marcada para 7 de setembro. É a primeira sondagem cujo campo cobre integralmente o conflito público entre os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Alexandre de Moraes, aberto em 1º de setembro com a retirada de sigilo de uma petição que expôs trocas de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento testa voto espontâneo, dois cenários estimulados de primeiro turno com treze nomes e cinco simulações de segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de avaliação do governo e percepção sobre a economia.
Esquerda
Para a cobertura de esquerda, a pesquisa chega como termômetro do desgaste provocado pela ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal em plena véspera do 7 de Setembro. O campo se sobrepõe ao episódio em que André Mendonça retirou o sigilo de uma petição envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e atingiu Alexandre de Moraes, o ministro identificado com a responsabilização dos ataques à democracia.
Centro
004 entrevistas presenciais entre 3 e 6 de setembro de 2026 para medir a intenção de voto na eleição presidencial, com divulgação marcada para 7 de setembro. É a primeira sondagem cujo campo cobre integralmente o conflito público entre os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Alexandre de Moraes, aberto em 1º de setembro com a retirada de sigilo de uma petição que expôs trocas de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O corpo é majoritariamente factual e é o mais completo em método (protocolo BR-01720/2026, margem de dois pontos, confiança de 95%). O enquadramento de esquerda aparece na seleção do entorno: a matéria detalha um a um os cinco cenários de segundo turno em que Lula vence, trata a crise no STF como ataque ao tribunal e ancora a leitura em temas de renda, endividamento e Desenrola 2.0, sem espaço para a crítica ao Supremo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto descreve o desenho da pesquisa e reconstrói a sequência de fatos entre 1 e 4 de setembro (retirada de sigilo por André Mendonça, reação de Alexandre de Moraes, avocação por Edson Fachin) sem adjetivar nenhum dos envolvidos. Usa o termo neutro 'polêmica' e atribui cada ato ao seu autor, sem sugerir quem teria razão.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A pesquisa Quaest que sai no feriado de 7 de setembro foi a campo entre os dias 3 e 6, exatamente na semana em que André Mendonça e Alexandre de Moraes trocaram acusações públicas. São 2.004 entrevistas presenciais, cinco cenários de segundo turno e um teste para saber se o escritor Augusto Cury sustenta os 10% da rodada anterior.
O instituto Quaest encerrou no domingo, 6 de setembro de 2026, o campo da pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República cujo resultado será divulgado no feriado de 7 de setembro. Foram 2.004 entrevistas presenciais, iniciadas na quinta-feira, 3 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01720/2026 e é o terceiro da série encomendada este ano por um grupo de comunicação, dentro de uma sequência de onze sondagens presidenciais feitas pelo instituto em 2026.
O que distingue esta rodada das anteriores é a janela em que ela foi a campo. As entrevistas cobrem integralmente o pico do conflito aberto dentro do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira, 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de uma petição que expôs trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, o ministro Alexandre de Moraes e pessoas ligadas a ele e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pediu que a Procuradoria-Geral se manifestasse sobre eventuais ilícitos de detentores de foro privilegiado. Na quinta-feira, 3, Moraes reagiu dentro do inquérito sobre notícias falsas e acusou Mendonça de crime de responsabilidade, improbidade administrativa, abuso de autoridade e violação do princípio da imparcialidade. Na sexta-feira, 4, o presidente da corte, Edson Fachin, avocou para si a apuração do caso e deu cinco dias para que os envolvidos se explicassem.
A cobertura de centro relatou essa cronologia com atribuição direta a cada ministro e descreveu o desenho do questionário: primeiro o voto espontâneo, sem apresentar lista; depois o reconhecimento dos treze nomes registrados, em ordem alfabética, e a rejeição; em seguida a intenção estimulada, um segundo cenário sem Pablo Marçal e cinco simulações de segundo turno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Os textos de centro também apontaram os dois pontos que o instituto quer medir além do placar: se o escritor Augusto Cury sustenta o salto de 2% para 10% registrado na rodada passada e se a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro continua encolhendo.
Veículos de esquerda deram tratamento mais detalhado à metodologia e à agenda econômica embutida na pesquisa, que inclui impacto da inflação na renda, endividamento das famílias e aprovação do programa Desenrola 2.0, e enquadraram o episódio no Supremo como ataque ao tribunal, não como disputa pessoal entre dois ministros. Essa cobertura enfileirou também todos os cenários da rodada anterior em que o presidente vencia o segundo turno, de 42% a 41% contra Flávio Bolsonaro até 44% a 33% contra Romeu Zema. Até o fechamento desta reportagem, nenhum veículo de direita do acervo havia coberto o anúncio da pesquisa; pela lógica dessa cobertura, o mesmo material tende a ser lido como cobrança de transparência sobre o Supremo e como demonstração de que o empate técnico no segundo turno tirou do governo a condição de favorito.
Os números da rodada anterior aparecem com pequenas divergências entre as matérias. Uma parte da cobertura registra o levantamento de 2 de setembro com Lula em 37% e Flávio Bolsonaro em 30% no cenário estimulado de primeiro turno, e outra cita 38% e 31%. Todas convergem no segundo turno apertado, de 42% a 41%, e na terceira colocação de Augusto Cury com 10%.
O que ainda não se sabe é o essencial: o resultado não havia sido divulgado quando estas reportagens foram publicadas. Nenhum dado permite afirmar se o conflito no Supremo alterou intenção de voto, em que direção e com que intensidade, nem se o efeito é maior sobre a rejeição do que sobre a preferência. Também segue em aberto o desfecho da apuração conduzida por Edson Fachin e a resposta da Procuradoria-Geral da República ao pedido de André Mendonça, ambos com potencial de mudar o quadro antes da próxima sondagem.
Toda a cobertura converge no desenho da pesquisa: 2.004 entrevistas presenciais feitas entre 3 e 6 de setembro, divulgação em 7 de setembro e cinco simulações de segundo turno com Lula. Há convergência também em dois pontos de leitura: o campo cobre o auge do conflito entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, e o teste central é saber se o escritor Augusto Cury sustenta os 10% conquistados na rodada anterior.

Entrevistas abrangem o pico da repercussão da polêmica entre os ministros André Mendonça e Alexandre Moraes


A nova pesquisa Quaest ouviu mais de 2 mil eleitores e testa cinco cenários de segundo turno

Entrevistas abrangem o pico da repercussão da polêmica entre os ministros André Mendonça e Alexandre Moraes
Formato de coluna, mas o conteúdo é descritivo: detalha a ordem das perguntas, a lista alfabética de treze nomes e os cenários de segundo turno, sem defender candidato. O único desvio de neutralidade é o vocabulário dramatizado ('guerra entre André Mendonça, de um lado, e Alexandre de Moraes e Andrei Rodrigues de outro'), insuficiente para caracterizar posição ideológica.
Perspectivas omitidas
Relato factual do desenho da pesquisa e da sequência de atos no Supremo, com atribuição explícita de cada movimento ao respectivo ministro e sem vocabulário valorativo. O corpo vem poluído por repetições de chamadas de assinatura, ruído de renderização que não altera o conteúdo editorial.
Perspectivas omitidas
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