Quaest vê empate de 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
3 veículos de esquerda · 15 veículos de centro · 4 veículos de direita

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Três institutos divulgaram entre 3 e 9 de setembro de 2026 pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República que convergem num mesmo ponto: os cenários de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, estão empatados. A Quaest, com 2.004 entrevistas presenciais feitas entre 3 e 6 de setembro e margem de erro de dois pontos, registrou 41% para cada um; no primeiro turno, Lula tem 36% e Flávio Bolsonaro, 29%, com o escritor Augusto Cury, do Avante, em 8%. O Datafolha, que ouviu 2.002 eleitores entre 1º e 3 de setembro, mediu 46% a 44% no segundo turno e 38% a 33% no primeiro. A Meio/Ideia, com 1.500 entrevistas por telefone entre 4 e 7 de setembro, apurou 46% para cada candidato no segundo turno e 38,4% a 37,3% no primeiro. Todos os levantamentos foram a campo durante a crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e o caso do Banco Master.
Para a leitura à esquerda, o retrato das pesquisas continua sendo o de um presidente na liderança e de uma disputa dentro da margem de erro, e não o de uma virada. Luiz Inácio Lula da Silva segue à frente em todos os cenários nacionais de primeiro turno, e os empates de segundo turno significam exatamente isso: empate, não ultrapassagem.
Do ponto de vista da cobertura à direita, o dado relevante não é a fotografia, e sim o movimento. Em quatro meses, a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno derreteu até o empate: na Meio/Ideia, o presidente saiu de 48,5% em agosto para 46%, enquanto o senador subiu de 43% para os mesmos 46%; no primeiro turno, Lula caiu 4,6 pontos, de 43% para 38,4%.
22 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Os três lados publicam os mesmos números e reconhecem que Lula e Flávio Bolsonaro estão em empate técnico nos cenários de segundo turno, que o presidente ainda lidera o primeiro turno e que Augusto Cury é o terceiro colocado, com o crescimento mais expressivo do período. Também há convergência sobre a ficha técnica: 2.004 entrevistas na rodada da Quaest, margem de erro de dois pontos e campo realizado durante a crise no Supremo Tribunal Federal.
Três pesquisas divulgadas entre 3 e 9 de setembro de 2026 colocam Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo patamar em cenários de segundo turno. A Quaest registrou 41% para cada um, o Datafolha mediu 46% a 44% e a Meio/Ideia, 46% a 46%. Todas foram a campo durante a crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal.
A menos de um mês da eleição, três institutos divulgaram, entre 3 e 9 de setembro de 2026, pesquisas de intenção de voto que apontam na mesma direção: a disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, chegou ao empate nos cenários de segundo turno. Na rodada da Quaest divulgada em 7 de setembro, os dois aparecem com 41% cada. No primeiro turno, Lula tem 36% e Flávio Bolsonaro, 29%, com o escritor Augusto Cury, do Avante, em terceiro, com 8%. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 3 e 6 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01720/2026.
A cobertura de centro relatou que o resultado não é isolado. O Datafolha, com entrevistas feitas entre 1º e 3 de setembro, mostrou Lula com 38% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno, e 46% a 44% no segundo, diferença também contida na margem de erro. Em 9 de setembro, a pesquisa Meio/Ideia registrou 46% para cada um no segundo turno, depois de o presidente ter cinco pontos e meio de vantagem em agosto, e empate técnico no primeiro turno, com 38,4% contra 37,3%. Os três levantamentos coincidem em dois pontos: Lula segue à frente no primeiro turno e o avanço de Augusto Cury foi a variação mais expressiva do período.
Todos os institutos foram a campo durante a crise no Supremo Tribunal Federal. Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de uma petição com trocas de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. Dois dias depois, Moraes acusou Mendonça de crime de responsabilidade, improbidade administrativa e abuso de autoridade. Em 4 de setembro, o presidente da Corte, Edson Fachin, avocou a apuração e deu cinco dias para que os envolvidos se explicassem.
Veículos de esquerda destacaram que o presidente mantém a liderança em todos os cenários nacionais de primeiro turno, que as diferenças no segundo turno cabem na margem de erro e que ler queda em oscilações de um ponto é transformar ruído em tendência. Essa cobertura também deu peso ao perfil do eleitorado: Lula é mais forte no Nordeste, entre as classes D e E e entre quem recebe até um salário mínimo, enquanto Flávio Bolsonaro tem a maior taxa de rejeição medida em uma das rodadas, com 47%. Um levantamento regional feito pela internet no Amazonas, entre 28 de agosto e 3 de setembro, apareceu nessa cobertura como exceção, com o senador à frente por 41,3% a 39,2%.
Veículos de direita enfatizaram a tendência, e não o retrato. Nessa leitura, o dado relevante é o encolhimento contínuo da vantagem do presidente, que na série de um dos institutos saiu de 48,5% em agosto para 46% em setembro, enquanto o adversário subiu de 43% para os mesmos 46%. Somam-se a isso os 50% de desaprovação do governo apurados na rodada mais recente e a avaliação do fundador de um dos institutos, para quem o efeito da abstenção tende a piorar ainda mais o quadro do petista. A cobertura à direita também deu espaço à desconfiança metodológica, lembrando as discrepâncias entre pesquisas e urnas em 2022, e ao bloco de propostas de mudança no Supremo testado nos questionários, como mandato com prazo fixo para ministros e proibição de decisões monocráticas.
O que ainda não se sabe é se o efeito da crise no Judiciário sobre o voto é duradouro ou passageiro. Nenhum dos levantamentos divulgados até agora cobre integralmente os desdobramentos mais recentes, incluindo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, e a nova rodada do Datafolha, com coleta prevista de 8 a 11 de setembro, só será divulgada em 11 de setembro. Também segue em aberto se Augusto Cury continua crescendo ou estacionou no patamar atual, e o Tribunal Superior Eleitoral ainda precisa concluir o julgamento dos registros de candidatura à Presidência, entre eles o de Pablo Marçal, declarado inelegível e mantido em apenas um dos cenários testados.
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Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.