
Real Time Big Data aponta João Campos e Raquel Lyra com 43% em Pernambuco
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Levantamento da Real Time Big Data divulgado em 3 de setembro de 2026 aponta empate numérico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco. Os dois têm 43% das intenções de voto no primeiro turno e 44% num eventual segundo turno. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 29 de agosto e 2 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-09116/2026.
Esquerda
Pela terceira vez consecutiva, a Real Time Big Data mostra João Campos (PSB) segurando a governadora Raquel Lyra (PSD) no empate em Pernambuco, e o detalhe que decide a leitura não está no percentual, e sim na rejeição: 36% contra 41%.
Centro
Levantamento da Real Time Big Data divulgado em 3 de setembro de 2026 aponta empate numérico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.
Direita
A pesquisa da Real Time Big Data confirma que Raquel Lyra (PSD) chega ao fim da campanha empatada com João Campos (PSB), em 43% no primeiro turno e 44% no segundo, apesar de uma sequência de episódios de desinformação e de material difamatório distribuído no Recife, atribuídos a um suposto gabinete do ódio dirigido contra a governadora.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto é o mais completo do conjunto em metodologia e recortes, mas a seleção do que se destaca favorece o candidato do PSB: sublinha que João Campos tem 21% do eleitorado ainda disputável contra 16% de Raquel Lyra, relativiza a vantagem da governadora em outros institutos como real ou dentro da margem de erro, e fecha a matéria com a rejeição maior dela. A leitura de que o eleitor não está tão vinculado quanto sugere a estimulada também abre espaço para virada.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto se limita a expor percentuais de 1º e 2º turnos, brancos, nulos e indecisos, seguidos da ficha técnica e do número de registro no TSE. Não há adjetivação, atribuição de causa nem enquadramento ideológico; boa parte do corpo é material institucional de assinatura, não argumentação política.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Os números do levantamento são reproduzidos com fidelidade, mas o enquadramento trabalha a favor da governadora: a linha de apoio amarra o empate a uma crise de notícias falsas e a um suposto gabinete do ódio dirigido a ataques contra Raquel Lyra, e o texto contrasta a rejeição de 41% com a aprovação de 60% do governo estadual como se a segunda desautorizasse a primeira. A ênfase em ataques difamatórios e em avaliação de gestão é típica do repertório de accountability e ordem institucional da direita.
Perspectivas omitidas
A disputa pelo governo de Pernambuco chega ao empate numérico pela terceira pesquisa consecutiva do mesmo instituto. Raquel Lyra e João Campos aparecem com 43% no primeiro turno e 44% num eventual segundo turno, e a única diferença relevante está na rejeição: 41% contra 36%. Cada lado da imprensa interpreta os mesmos números de um jeito.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada em 3 de setembro de 2026 mostrou empate numérico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco. No primeiro turno, os dois aparecem com 43% das intenções de voto. Num eventual segundo turno, ambos registram 44%, com 6% de votos brancos e nulos e outros 6% de eleitores que não souberam ou não quiseram responder.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores em todo o estado, entre 29 de agosto e 2 de setembro de 2026, em entrevistas presenciais e por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-09116/2026. A cobertura de centro relatou ainda que o estudo custou R$ 24 mil e foi financiado com recursos próprios do instituto.
Os números que aparecem em todos os lados da cobertura são os mesmos. Além dos dois primeiros colocados, Renan Hallais, do Missão, tem 4%, e Ivan Moraes, do Psol, aparece com 2%. Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO) e Jeremias Cosmo (DC) somam 1%. No quesito rejeição, 41% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum em Raquel Lyra, contra 36% que dizem o mesmo sobre João Campos. Nenhuma cobertura contesta a ficha técnica nem o registro do levantamento.
A divergência começa no que cada lado escolhe explicar. Veículos de direita enfatizaram o desempenho da gestão estadual e o contexto político do período de campo: 60% aprovam o governo de Raquel Lyra e 38% desaprovam, sendo que 35% classificam a administração como ótima ou boa, 44% como regular e 20% como ruim ou péssima. Nesse enquadramento, o levantamento foi a campo depois de uma sequência de episódios envolvendo acusações de notícias falsas, da suposta existência de um gabinete do ódio voltado a ataques contra a governadora e da distribuição de material considerado difamatório no Recife, o que serviria para explicar a distância entre aprovação alta e rejeição pessoal elevada.
Veículos de esquerda enfatizaram a série histórica e as brechas de crescimento. É a terceira pesquisa consecutiva do mesmo instituto a apontar igualdade: em julho, o empate era técnico com leve vantagem de João Campos, 44% contra 42%. Ignorando brancos, nulos e indecisos, cada um dos dois ficaria com 46,2% dos votos válidos, cenário que empurraria a eleição para o segundo turno. Na pesquisa espontânea, feita sem leitura dos nomes, os dois são citados por 23% dos entrevistados, com 39% de indecisos, número apresentado como indício de que o eleitor está menos vinculado do que o cenário estimulado sugere. A leitura de rejeição também é puxada nessa direção: com 41% de rejeição e 43% de intenção de voto, Raquel Lyra teria 84% do eleitorado com posição formada e 16% ainda disputáveis, enquanto João Campos, com 36% de rejeição, teria 21% do eleitorado em aberto.
A cobertura de centro relatou os percentuais e a metodologia sem atribuir causa ao empate, sem interpretar a rejeição e sem tratar do ambiente de desinformação apontado pela direita ou da série histórica destacada pela esquerda. Foi também a que registrou o custo e o financiamento do levantamento.
O que ainda não se sabe é como se comportam os recortes internos da pesquisa, já que nenhum dos lados divulgou o desempenho dos candidatos por região, faixa de renda, escolaridade ou religião. Também não há informação sobre para onde tende o eleitorado indeciso da espontânea, nem apuração conclusiva sobre as acusações de notícias falsas e sobre quem estaria por trás do suposto gabinete do ódio citado na campanha. Por fim, a cobertura registra que outros institutos vêm apontando vantagem para a governadora, real ou dentro da margem de erro, sem que os dados desses levantamentos sejam detalhados, o que deixa em aberto se o empate é um retrato estável da disputa ou uma diferença de metodologia entre pesquisas.
Todos os lados reproduzem os mesmos números e aceitam a validade do levantamento: 43% para cada candidato no primeiro turno, 44% no segundo, rejeição de 41% para Raquel Lyra e 36% para João Campos, com 1.600 entrevistas, margem de erro de dois pontos e registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Real Time Big Data mostra que os candidatos do PSB e do PSD têm o exato mesmo percentual no 1º turno (43%) e no 2º (44%). Leia no Poder360

Pesquisa mostra disputa equilibrada pelo governo depois de crise envolvendo fake news

Os dois candidatos mantiveram os mesmos 43% de intenções de voto da pesquisa anterior; no 2º turno empatam em 44%
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