A nova pesquisa Nexus/BTG sobre a eleição presidencial e a operação contra Jaques Wagner
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Lula mantém vantagem consistente sobre Flávio Bolsonaro nas pesquisas, refletindo a rejeição do eleitorado à herança bolsonarista. A nova rodada Nexus/BTG voltará a sondar a opinião sobre os áudios que revelam o repasse de 134 milhões de reais do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar propaganda pró-Bolsonaro, e sobre a operação da PF contra Jaques Wagner, vista pela esquerda como ataque ao líder do governo às vésperas da eleição.
O instituto Nexus, encomendado pelo BTG Pactual, deve divulgar em 30 de junho nova pesquisa presidencial; a edição anterior, de 15 de junho, mostrou Lula com 42% e nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno, vencendo o segundo turno por 49% a 43%.
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Todos os lados relatam a vantagem de Lula na pesquisa Nexus/BTG e a operação da PF contra Jaques Wagner. Há reconhecimento de que uma ala do Planalto avalia que a operação prejudica a imagem do governo.
O cenário eleitoral de 2026 e a crise envolvendo o líder do governo no Senado dominaram a cobertura política nesta semana. O instituto Nexus, em levantamento encomendado pelo Banco BTG Pactual, deve divulgar em 30 de junho uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. A rodada anterior, publicada em 15 de junho, mostrou o presidente Lula na liderança do primeiro turno com 42% das intenções, nove pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro. No cenário de segundo turno, Lula venceria por 49% a 43%. A nova sondagem ouvirá 2.000 eleitores entre os dias 26 e 28 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Ao mesmo tempo, a Polícia Federal cumpriu, na quinta-feira 18 de junho, mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, no âmbito do chamado Caso Master. Na segunda-feira seguinte, 22 de junho, a defesa do senador recorreu ao Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da operação, sob o argumento de que ela conteria erros graves.
Há pontos em que toda a cobertura converge. A pesquisa Nexus/BTG, a vantagem de Lula e a operação contra Jaques Wagner são fatos relatados de forma semelhante por todos os veículos. Há consenso também de que uma ala do Palácio do Planalto avalia que a operação prejudica a imagem do governo, e que a definição sobre o futuro de Wagner na liderança está em aberto.
Os enquadramentos, porém, divergem. Veículos de esquerda destacaram que a vantagem de Lula reflete a rejeição do eleitorado ao bolsonarismo, e deram peso aos áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que tratariam do repasse de cerca de 134 milhões de reais para financiar um filme de propaganda pró-Jair Bolsonaro. Para esse lado, a operação contra Jaques Wagner ameaça o palanque de Lula na Bahia. A cobertura de centro, por sua vez, concentrou-se nos detalhes jurídicos do recurso ao STF: a defesa sustenta que o senador não favoreceu o Banco Master no Congresso, lembrando que uma emenda apresentada por ele limitava os juros do crédito consignado e que ele se posicionou contra a chamada Emenda Master. Os advogados afirmam ainda que o dinheiro em espécie encontrado tem origem lícita, proveniente de diárias declaradas e de operações financeiras registradas. Já a leitura de veículos de direita enfatiza a gravidade de um líder do governo ser alvo da PF com dinheiro em espécie apreendido, e vê na pressa em recorrer ao STF um movimento de blindagem de aliado.
O que ainda não se sabe: os números exatos da nova pesquisa, que só serão divulgados em 30 de junho; como o STF decidirá sobre o pedido de anulação; e qual será o desfecho político de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado, ainda em definição com o presidente Lula.
Principal argumento da equipe de defesa é de que — diferentemente do que sugere a investigação — Jaques não teria atuado em favorecimento do Master no Congresso

A rodada anterior mostrou Lula (PT) com nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno
