A primeira semana de julho de 2026 concentrou uma sequência de novas pesquisas de intenção de voto, todas registradas na Justiça Eleitoral, cobrindo disputas estaduais e a corrida à Presidência da República. Os levantamentos, divulgados ou anunciados por institutos diferentes, desenham um mapa eleitoral em formação a cerca de 90 dias do pleito.
No Paraná, o Paraná Pesquisas anunciou um levantamento com 1.500 entrevistas e margem de erro de 2,6 pontos percentuais, testando nomes como o senador Sérgio Moro, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca e Requião Filho. Em São Paulo, o Datafolha ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios, com margem de 2 pontos, para medir tanto o governo estadual quanto a Presidência, em um cenário estadual concentrado entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-ministro Fernando Haddad. No Distrito Federal, a empresa França apontou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na liderança da disputa ao Senado, com 30% das citações para a primeira vaga.
A cobertura de centro, como a do Poder360 e da Folha de S.Paulo, relatou os números e a metodologia de forma factual, detalhando amostras, margens de erro, níveis de confiança de 95% e os códigos de registro no Tribunal Superior Eleitoral. Veículos de direita, como a Revista Oeste, enfatizaram o desempenho de candidatos de oposição e do campo conservador nos estados: em Goiás, o Instituto Lupa mostrou empate técnico entre Marconi Perillo (33%) e Daniel Vilela (31%), e um cenário presidencial estadual com Ronaldo Caiado à frente, seguido por Flávio Bolsonaro e Lula. No Acre, o Instituto Delta apontou o senador Alan Rick liderando com folga, e em Rondônia o IHPEC colocou Marcos Rogério na dianteira.
Veículos de esquerda, como CartaCapital e Revista Fórum, destacaram outro ângulo: a resiliência de Lula nos cenários presidenciais e as fissuras no campo bolsonarista. As pesquisas dos institutos Ideia e Gerp, anunciadas para 8 de julho, chegaram a testar desenhos alternativos com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio e Geraldo Alckmin no lugar de Lula. A cobertura progressista lembrou que, na rodada anterior do Ideia, o presidente liderava todos os cenários de segundo turno, incluindo o embate com Flávio Bolsonaro por 46,5% a 41,4%, e associou o quadro ao desgaste exposto pelas desavenças públicas entre Michelle e Flávio e à operação da Polícia Federal no Caso Master.
O que ainda não se sabe são os resultados dos levantamentos apenas anunciados: os números do Paraná Pesquisas, do Ideia e do Gerp só serão conhecidos nos dias seguintes. Vários levantamentos também registram parcelas elevadas de eleitores indecisos, como em Rondônia, onde mais de um quarto do eleitorado ainda não definiu o voto, o que mantém em aberto quadros descritos hoje como acirrados.