As primeiras rodadas de pesquisas do ciclo eleitoral de 2026 começaram a movimentar diferentes disputas pelo país, com institutos anunciando ou divulgando levantamentos para governos estaduais, para a presidência e para o Senado. Embora tratem de eleições distintas, as sondagens têm em comum a largada da corrida eleitoral e o esforço dos institutos em medir a preferência do eleitor a meses do pleito.
No Paraná, o instituto Paraná Pesquisas anunciou um novo levantamento para o governo do estado, com divulgação prevista para a próxima terça-feira, dia 7. Serão 1.500 entrevistas, realizadas de sábado a segunda-feira, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral. A pesquisa vai testar nomes como o senador Sérgio Moro, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, Requião Filho, Luiz França, Sandro Alex e Tony Garcia, além de medir preferências para as duas vagas do Senado em disputa no estado.
Em São Paulo, o Datafolha realiza nova rodada para a presidência e para o governo estadual, ouvindo 1.608 eleitores em formato presencial, com margem de erro de dois pontos e resultado previsto para o sábado. É o segundo levantamento do instituto para o governo paulista após a desistência dos pré-candidatos Kim Kataguiri e Paulo Serra, o que consolidou um cenário polarizado entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-ministro Fernando Haddad. Na rodada anterior, divulgada em março, Tarcísio liderava com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad no primeiro turno. O questionário também aborda cenários de segundo turno para a presidência e índices de rejeição.
No Distrito Federal, a empresa França divulgou pesquisa para o Senado que mostra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na liderança da disputa pela primeira vaga, citada por 30% dos entrevistados, seguida da deputada Erika Kokay, com cerca de 16,7%. Foram ouvidos 1.607 eleitores brasilienses entre 18 e 23 de junho, com margem de erro de três pontos, nível de confiança de 95% e registro no TSE.
A cobertura de centro, como a do Poder360, ateve-se à apresentação factual dos números e da metodologia de cada pesquisa, com destaque para amostra, margem de erro, custo e códigos de registro no TSE. Veículos de esquerda, como CartaCapital e Revista Fórum, deram ênfase à polarização entre nomes ligados ao bolsonarismo e ao campo petista, rotulando Tarcísio de 'bolsonarista' e lendo os resultados como um alerta para a mobilização do eleitorado progressista. Já uma leitura de direita tende a enfatizar o desempenho competitivo de Tarcísio, Moro e Michelle Bolsonaro como reflexo da preferência do eleitor por gestão e renovação.
O que ainda não se sabe são os números atualizados que serão efetivamente divulgados nos próximos dias: os percentuais da nova rodada do Datafolha em São Paulo e o resultado inédito do Paraná Pesquisas para o governo do Paraná ainda não foram publicados. Também permanece em aberto como as desistências e novas candidaturas vão reconfigurar cada cenário ao longo da campanha.