As convenções partidárias no Paraná começaram a desenhar o mapa das candidaturas a deputado para as eleições de 2026, e a região de Apucarana já tem nomes definidos. Até o fechamento desta cobertura, quatro candidaturas de políticos locais haviam sido homologadas: dois concorrentes a deputado federal, filiados a PSD e PT, e dois a deputado estadual, também por PT e PSD. Outros três a quatro nomes da cidade ainda aguardavam confirmação, entre vereadores e ex-vereadores, até o encerramento das convenções, marcado para 5 de agosto.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o tema em detalhe, em formato de coluna política, relatando que dois dos candidatos a deputado federal são tidos em seus partidos como virtualmente eleitos, por terem bases eleitorais fortes na região. A cobertura recupera a eleição de 2022, quando o eleitorado local concentrou quase 50 mil votos em candidatos da cidade, e levanta a pergunta central para 2026: para onde vão os cerca de 20 mil votos que elegeram o atual prefeito, e qual liderança local herdará esse capital eleitoral.
No plano estadual, o texto registra que a candidatura do senador Sérgio Moro ao Governo do Paraná, pelo PL, se tornou o eixo em torno do qual as alianças se organizam e se rompem. Há um racha no Podemos entre dois parlamentares, um defendendo o apoio a Moro e outro preferindo a candidatura de outro nome ao governo, ao ponto de os dois terem rompido relações pessoais. Situação semelhante aparece no União Brasil, onde um deputado federal avisou que não seguirá a orientação da federação e trabalhará pela candidatura de Moro. O PL, por sua vez, agendou convenção para homologar a chapa ao governo e ao Senado, e o Podemos programou oficializar seu apoio.
A cobertura tem tom predominantemente factual e descritivo, típico de uma leitura de centro, ao enumerar siglas, cargos e movimentações com paridade entre os partidos. Uma leitura de esquerda tenderia a enfatizar o peso das bases personalistas de votos e a valorizar o gesto de um vereador que quer condicionar a audiência pública a apreciação de um empréstimo municipal, como forma de controle social sobre o endividamento. Uma leitura de direita tenderia a destacar a vitalidade do campo de centro-direita, com a candidatura de um ex-juiz reorganizando as alianças, e a ler o pedido de crédito para obras sob a ótica da responsabilidade fiscal. Esses enquadramentos são projeções: nenhum veículo de esquerda ou de direita cobriu o caso até aqui.
No âmbito municipal, a Câmara de Apucarana retoma os trabalhos com o pedido do prefeito de autorização para contrair um empréstimo de R$ 30 milhões junto à Caixa Econômica Federal, destinado a obras de infraestrutura. O projeto aguarda parecer de um novo relator, que sinalizou querer realizar audiência pública antes de emitir seu voto, o que pode adiar a apreciação.
O que ainda não se sabe: quais dos nomes locais em pré-candidatura serão de fato homologados até 5 de agosto, como se resolverão os rachas no Podemos e no União Brasil, para qual candidato migrará a votação local acumulada em 2022 e se o empréstimo municipal será aprovado após a audiência pública sugerida pelo relator.