TSE lacra sistemas das urnas para as Eleições 2026 com OAB fiscalizando
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou digitalmente e lacrou, na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, os sistemas que serão usados nas Eleições Gerais de 2026, a 30 dias do primeiro turno. A cerimônia, marcada para as 8h30 na sede da Corte em Brasília, encerrou a etapa de compilação dos programas eleitorais iniciada em 31 de agosto. Passaram pelo procedimento os sistemas da urna eletrônica, do registro e transmissão dos boletins de urna, da totalização dos resultados e da segurança e criptografia. A assinatura gera resumos digitais, os chamados hashes, que permitem conferir se o programa usado na votação é o mesmo que foi testado e aprovado. As mídias, não regraváveis, vão para a sala-cofre do TSE, e cópias seguem para os tribunais regionais eleitorais, responsáveis por preparar as urnas em cada estado.
Para a leitura de esquerda, o ato do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a demonstração prática de que o voto eletrônico brasileiro é auditado por muitas mãos e não depende da palavra de uma autoridade só.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura descreve o mesmo fato sem disputa: em 4 de setembro de 2026 o TSE assinou digitalmente e lacrou os sistemas das Eleições 2026, encerrando a compilação iniciada em 31 de agosto, com entidades fiscalizadoras presentes e resumos criptográficos gerados para conferência posterior.
A 30 dias do primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral assinou e lacrou os programas que farão as urnas funcionar, transmitir boletins e totalizar os votos das Eleições 2026. O procedimento gera resumos criptográficos que permitem conferir, depois da votação, se o sistema executado é o mesmo que foi inspecionado e aprovado.
O Tribunal Superior Eleitoral assinou digitalmente e lacrou, na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, os sistemas de computador que serão usados nas Eleições Gerais deste ano. A cerimônia foi marcada para as 8h30, na sede da Corte, em Brasília, e ocorreu a exatos 30 dias do primeiro turno. Com ela, encerrou-se a etapa de compilação dos programas eleitorais, iniciada em 31 de agosto, quando os códigos-fonte começaram a ser convertidos da linguagem legível por pessoas para a linguagem executada pelas máquinas.
Passaram pelo procedimento os programas que fazem a urna eletrônica funcionar, os que registram e transmitem os boletins de urna, os que recebem, organizam e totalizam os resultados e os que cuidam de segurança e criptografia. A assinatura digital gera os chamados resumos, ou hashes, que funcionam como impressão digital de cada programa: é por eles que se confere, depois, se o sistema executado na votação é exatamente o mesmo que foi inspecionado, testado e aprovado. Em seguida vêm o lacre digital e o lacre físico. As mídias, que não podem ser regravadas, ficam guardadas na sala-cofre do tribunal, e cópias são enviadas aos tribunais regionais eleitorais, responsáveis por preparar as urnas em cada estado.
A cobertura de centro relatou o ato em chave procedimental, detalhando o calendário, a função de cada sistema lacrado e a composição da mesa. Além do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, participaram os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, e o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa. A Ordem dos Advogados do Brasil foi representada pelo presidente em exercício, Délio Lins e Silva Júnior, que destacou o caráter independente e apartidário da entidade. Assinaram digitalmente os sistemas, ainda, representantes do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, da Polícia Federal, do Conselho Nacional do Ministério Público, da Defensoria Pública da União e da Procuradoria-Geral Eleitoral. O secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Julio Valente, explicou que a assinatura impede alterações posteriores nos programas.
Veículos de esquerda enfatizaram a amplitude da fiscalização e o caráter público da conferência. O ponto destacado foi que o processo eletrônico de votação atravessa várias fases de auditoria, que os resumos digitais são distribuídos aos participantes e publicados na internet, e que os próprios sistemas de verificação desenvolvidos pelos fiscalizadores também são assinados e anexados à cópia física. Nessa leitura, a segurança do voto não é uma promessa da Corte, e sim um bem coletivo sustentado por controles independentes, com Ministério Público, Defensoria, partidos, Congresso Nacional e entidades técnicas com assento garantido.
Não houve, no conjunto analisado, cobertura de veículos de direita sobre a cerimônia. O ângulo que costuma organizar essa leitura está inteiro nos fatos relatados e recai sobre a verificabilidade e a cadeia de custódia: os resumos criptográficos existem justamente para que a conferência posterior não dependa da palavra do próprio tribunal, e a presença da Polícia Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e da Ordem dos Advogados do Brasil funciona como contrapeso externo a um sistema operado pelo Judiciário eleitoral. O ponto de atenção, nessa chave, é a auditoria efetiva até a totalização, e não a solenidade.
Os três relatos convergem no essencial: a data, a lista de sistemas lacrados, o papel dos hashes e o destino das mídias. Divergem no acento. A cobertura de centro descreve o rito; a de esquerda sublinha a fiscalização coletiva e o presidente da Corte afirmando que a proteção do processo vem da combinação de camadas de segurança, controles independentes e ampla possibilidade de fiscalização.
O que ainda não se sabe: as matérias não informam quais entidades credenciadas de fato compareceram além das que assinaram, nem o cronograma das etapas de fiscalização que seguem até 4 de outubro, data do primeiro turno. Também não há detalhamento sobre quais fiscalizadores farão verificação própria dos programas nem sobre o resultado dessas conferências.
Procedimento encerra a compilação e gera as versões oficiais dos programas que controlarão a votação e a totalização dos resultados

Procedimento impede alterações nos programas e permite verificar se os sistemas usados na votação são os mesmos que foram fiscalizados.

Faltam exatamente 30 dias para o primeiro turno das Eleições Gerais 2026. Nesta sexta-feira (4), a Justiça Eleitoral realiza a Assinatura Digital e a Lacração dos Sistemas. Todo o processo eletrônico de votação passa por várias fases de auditoria e fiscalização. Ao longo desta semana, os sistemas foram compilados. Ou seja, os códigos-fontes foram "traduzidos" de uma linguagem de programação legível pelo ser humano, para a linguagem que os computadores executam nas máquinas.