
ONU alerta que El Niño pode ser o mais forte em 70 anos e atingir o sul do Brasil
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o mundo entrou em uma zona de perigo de eventos climáticos extremos com o avanço do El Niño. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam que o episódio pode ser o mais forte em mais de 70 anos e durar pelo menos até fevereiro de 2027, com chuvas acima da média no sul do Brasil, no leste da África e no sul dos Estados Unidos, e seca no Sudeste Asiático, na América Central e no norte da América do Sul.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o mundo entrou em uma zona de perigo de eventos climáticos extremos com o avanço do El Niño. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam que o episódio pode ser o mais forte em mais de 70 anos e durar pelo menos até fevereiro de 2027, com chuvas acima da média no sul do Brasil, no leste da África e no sul dos Estados Unidos, e seca no Sudeste Asiático, na América Central e no norte da América do Sul.
Direita
A cobertura de direita reproduziu integralmente os dados da Organização das Nações Unidas e da Organização Meteorológica Mundial e destacou, em seção própria, que o sul do Brasil está entre as regiões de risco.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de reportagem científica: atribui cada afirmação a uma fonte identificada (António Guterres, Celeste Saulo, o pesquisador Alistair Hobday, autoridades da Indonésia e da China) e traz números verificáveis, como 2°C acima da média na região de referência do Pacífico e projeção próxima de 4°C. O vocabulário forte aparece sempre entre aspas, como 'águas desconhecidas' e 'zona de perigo', o que preserva o registro factual. A ênfase em populações vulneráveis e em sistemas de alerta é descritiva do que as agências declararam, não um enquadramento próprio do veículo, por isso CENTER e não LEFT.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Condensação factual do alerta, sem vocabulário valorativo e sem contestar a atribuição das mudanças climáticas à atividade humana, que aparece no texto de forma afirmativa. O único traço editorial próprio é a hierarquia: um subtítulo dedicado ao sul do Brasil puxa o risco para o leitor nacional. Apesar do veículo ser perfilado como de direita, o corpo não traz enquadramento de mercado, de custo regulatório ou de ceticismo climático, o que leva a CENTER pelo conteúdo.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o planeta entrou em uma zona de perigo de eventos climáticos extremos. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam que o El Niño atual pode ser o mais intenso em mais de 70 anos e durar até pelo menos fevereiro de 2027, com chuva acima da média no sul do Brasil e seca em outras regiões do continente.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o mundo entrou em uma zona de perigo de eventos climáticos extremos com o avanço do El Niño. O alerta se apoia nos dados mais recentes da Organização Meteorológica Mundial, agência ligada à ONU, segundo os quais o episódio atual pode ser o mais forte em mais de 70 anos e se estender pelo menos até fevereiro de 2027. Nas palavras de Guterres, o planeta está entrando em águas desconhecidas, e essas águas estão ficando mais quentes.
O El Niño é um fenômeno natural que se desenvolve no oceano Pacífico e está ligado a uma mudança nos padrões dos ventos, que empurra água quente para leste e libera calor na atmosfera. A cobertura de centro relatou os números que sustentam a magnitude anunciada: na principal região usada para acompanhar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar ficou mais de 2°C acima da média nas últimas semanas, patamar que já classificaria o episódio como muito forte, e a projeção mensal chega perto de 4°C acima da média. Abaixo da superfície, há pontos com mais de 8°C acima do normal. Se a previsão se confirmar, será o El Niño mais intenso desde pelo menos 1950.
Os dois lados da cobertura convergem no mapa de efeitos. São esperadas chuvas acima da média em partes do leste da África, no sul do Brasil e no sul dos Estados Unidos, com aumento do risco de enchentes, e condições mais secas que o normal em grandes áreas do Sudeste Asiático, da América Central e do norte da América do Sul, com risco de seca e de incêndio florestal. Também há consenso sobre a resposta em curso: reforço de sistemas de alerta precoce, envio antecipado de assistência médica e uma grande mobilização da Organização Meteorológica Mundial para levar as previsões ao maior número possível de comunidades. Celeste Saulo, secretária-geral da agência, disse que o fenômeno tem potencial para causar enorme impacto em comunidades e economias de todo o mundo.
A cobertura de direita condensou o alerta e abriu um bloco específico para o sul do Brasil entre as regiões de risco, concentrando o texto na mobilização preventiva de governos e organizações internacionais e na proteção das populações mais vulneráveis. Ficaram de fora dessa versão os desdobramentos econômicos e operacionais que a cobertura de centro detalhou: a partir desta semana, o Canal do Panamá reduz em mais de 10% o número de embarcações autorizadas diante da previsão de menos chuva, numa via por onde passam cerca de 14 mil navios por ano e que rende ao país cerca de US$ 3 bilhões anuais. A Indonésia tenta conter incêndios que já queimaram mais de 107 mil hectares, usa semeadura de nuvens para provocar chuva e prendeu dezenas de pessoas acusadas de atear fogo para limpar terreno. A China espera sete tufões no ano, já foi atingida por três em julho e viu mais de 1 milhão de pessoas deixarem suas casas em agosto com o tufão Dolphin. Na Austrália, ondas de calor marinhas levaram o país a adotar alertas antecipados no mar, com apoio ao setor pesqueiro e monitoramento de corais.
O ângulo que ficou sem cobertura própria é o de veículos de esquerda, que não haviam publicado material sobre o episódio no conjunto mapeado até aqui. É um ponto cego relevante, porque a leitura de justiça climática está contida nas próprias falas oficiais reproduzidas pelos dois lados: o fenômeno é natural, mas incide sobre um planeta já aquecido principalmente pela atividade humana, e o risco recai sobre quem tem menos condição de se proteger, como as comunidades que enfrentaram enchentes e deslizamentos no sul do Brasil em 2024.
O que ainda não se sabe é o essencial para o leitor brasileiro. Nenhuma das coberturas informa quais medidas o governo federal, os estados do Sul e as prefeituras adotaram desde o alerta, nem se há recurso empenhado para drenagem, abrigo e realocação. Também não há estimativa de quando o fenômeno atingirá o pico, qual a margem de erro das projeções de temperatura do Pacífico e quanto do calor previsto vem do El Niño e quanto vem do aquecimento de fundo. Por fim, não está detalhado até quando durará a restrição no Canal do Panamá nem qual será o efeito sobre preços de frete e de alimento.
As duas coberturas reproduzem sem divergência os dados da Organização Meteorológica Mundial: o El Niño pode ser o mais forte em mais de 70 anos, deve durar pelo menos até fevereiro de 2027 e traz chuva acima da média para o sul do Brasil, com risco de enchente. Ambas registram que o fenômeno é natural, mas incide sobre um planeta já aquecido pela atividade humana, e que governos reforçaram alerta precoce e assistência médica antecipada.

Organização Meteorológica Mundial divulgou dados mais recentes sobre o fenômeno natural indicando que este El Niño pode ser o mais forte em mais de 70 anos e durar pelo menos até fevereiro de 2027.

O mundo entrou em uma “zona de perigo de eventos climáticos extremos” com o avanço dos efeitos do El Niño,
Perspectivas omitidas
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