ONU alerta que El Niño pode ser o mais forte em 70 anos e atingir o sul do Brasil
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A Organização Meteorológica Mundial, agência climática da ONU, informou em 3 de setembro de 2026 que o atual episódio de El Niño deve ser muito forte nos próximos meses e pode se tornar o mais intenso já registrado, possivelmente o mais forte em mais de 70 anos. A agência estima probabilidade próxima de 100% de que o fenômeno dure até fevereiro de 2027, com pico no fim deste ano e impactos persistindo ao longo do ano seguinte. Entre as regiões que devem receber chuva acima da média estão o leste da África, o sul do Brasil e o sul dos Estados Unidos, com risco associado de enchentes.
O anúncio da Organização Meteorológica Mundial é antes de tudo um problema de gestão de risco e de economia. O El Niño é um fenômeno natural que se repete a cada dois a sete anos e que a agência não atribui à mudança climática, ainda que ela agrave o quadro.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todas as faixas de cobertura aceitam os mesmos fatos centrais: a Organização Meteorológica Mundial classifica o episódio como muito forte, com duração quase certa até fevereiro de 2027, e projeta chuva acima da média no sul do Brasil, no leste da África e no sul dos Estados Unidos, além de seca no Sudeste Asiático e na América Central. Ninguém contesta a origem natural do fenômeno nem o alerta de António Guterres sobre eventos extremos.
A agência climática das Nações Unidas afirma que o atual El Niño pode ser o mais intenso já registrado e deve durar até fevereiro de 2027. Entre as regiões que devem receber chuva acima da média está o sul do Brasil, com risco de enchentes. Panamá e El Salvador já decretaram emergência, e o Canal do Panamá cortou o tráfego de navios.
A Organização Meteorológica Mundial, agência climática das Nações Unidas, divulgou em 3 de setembro de 2026 um relatório em que classifica o atual episódio de El Niño como muito forte e afirma que ele pode ser o mais intenso já registrado desde o início do monitoramento sistemático, há cerca de quatro décadas. Em outra leitura dos mesmos dados, o episódio seria o mais forte em mais de 70 anos, isto é, desde pelo menos 1950. A agência estima probabilidade extraordinariamente alta, próxima de 100%, de que o fenômeno se estenda até fevereiro de 2027, com pico previsto para o fim deste ano e efeitos climáticos que devem persistir ao longo do ano seguinte.
O El Niño é um fenômeno natural do oceano Pacífico. Uma alteração nos padrões de vento empurra águas quentes para leste e libera calor na atmosfera, mudando regimes de chuva, pressão e temperatura em várias partes do planeta. Nas últimas semanas, a temperatura da superfície do mar na principal região usada para acompanhar o fenômeno ficou mais de 2°C acima da média, patamar que por si só já caracteriza um episódio muito forte, e as projeções mensais apontam para valores próximos de 4°C. Abaixo da superfície, em alguns pontos, a anomalia passa de 8°C. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o planeta entrou em uma zona de perigo de eventos climáticos extremos, e a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, disse que o episódio tem potencial para causar um golpe devastador em comunidades e economias.
As três faixas de cobertura convergem no essencial. Chuva acima da média é esperada em partes do leste da África, no sul do Brasil e no sul dos Estados Unidos, com aumento do risco de enchentes, enquanto grandes áreas do Sudeste Asiático, da América Central e do norte da América do Sul devem ficar mais secas, com risco de estiagem e incêndio florestal. Panamá e El Salvador declararam estado de emergência, o Equador emitiu alerta vermelho e o Canal do Panamá reduziu em mais de 10% o número de embarcações diante da previsão de menos chuva, numa hidrovia por onde passam cerca de 14 mil navios por ano. A Indonésia combate incêndios que já atingiram mais de 107 mil hectares, e a China projeta sete tufões no território somente neste ano, depois de o tufão Dolphin ter tirado mais de 1 milhão de pessoas de casa em agosto.
As ênfases da cobertura, porém, não coincidem. A cobertura de centro se concentrou nos números da agência da ONU, no calendário do fenômeno e no mecanismo físico que o explica, com atribuição estrita a fontes nomeadas e sem enquadramento de responsabilidade política. Veículos de direita reproduziram o alerta em versão mais enxuta e localizada, destacando o sul do Brasil entre as regiões de risco e as medidas de prevenção já adotadas por governos, sem discutir a agenda climática internacional nem os dados que sustentam a projeção. Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do anúncio até o momento; a leitura característica desse campo, apoiada nos mesmos dados, tenderia a enfatizar a vulnerabilidade das populações pobres que a própria agência coloca como prioridade e a responsabilidade coletiva pela queima de combustíveis fósseis, que o relatório aponta como o aquecimento de fundo sobre o qual o fenômeno natural se soma.
O que ainda não se sabe é relevante. Nenhuma das reportagens informa a margem de incerteza das projeções nem qual volume de chuva é esperado em cada estado do Sul do Brasil. Também não há informação sobre medidas específicas de defesa civil, prazos ou recursos que autoridades brasileiras tenham anunciado diante do alerta, nem sobre o custo estimado dos impactos para o país. Se o recorde histórico será de fato superado, só as medições dos próximos meses dirão.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, fenômeno pode superar os níveis observados desde o início do monitoramento, há quatro décadas

Fenômeno normalmente atinge seu pico no final do ano, mas calor do oceano é liberado mais lentamente na atmosfera, elevando as temperaturas globais nos doze meses seguintes

Organização Meteorológica Mundial divulgou dados mais recentes sobre o fenômeno natural indicando que este El Niño pode ser o mais forte em mais de 70 anos e durar pelo menos até fevereiro de 2027.

O mundo entrou em uma “zona de perigo de eventos climáticos extremos” com o avanço dos efeitos do El Niño,
