Senado vai votar PEC do fim da escala 6x1 antes do 2º turno, diz José Guimarães
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O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está determinado a discutir e votar a PEC que acaba com a escala 6x1 antes do segundo turno da eleição presidencial.
Pelo prisma da direita, a pauta é tratada como movimento do governo em plena disputa eleitoral, com a oposição acusada de ser alvo de uma cobrança política.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As duas coberturas convergem em que Davi Alcolumbre mantém a votação da PEC do fim da escala 6x1 e que o governo trata a pauta como prioridade, mesmo após o primeiro turno.
O ministro José Guimarães afirmou, após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que a PEC do fim da escala 6x1 será discutida e votada antes do segundo turno da eleição presidencial. Compare o que a cobertura destacou e o que ainda não se sabe.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está determinado a colocar em discussão e votação a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. A declaração foi dada em Brasília, na terça-feira, 6 de outubro, depois de uma reunião com Alcolumbre na residência oficial da Presidência do Senado. Segundo Guimarães, a votação deve ocorrer antes do segundo turno da eleição presidencial.
A cobertura de centro relatou os detalhes do rito. Pelo regimento, o Senado deve realizar cinco sessões de discussão antes da votação. Três delas estão marcadas para esta semana, e duas devem ocorrer na semana seguinte. Como há um requerimento de calendário especial para a PEC, Alcolumbre poderia construir um acordo para pular esse período. De acordo com o ministro, porém, o presidente do Senado prefere seguir o regimento e permitir que o Senado debata. A líder do governo na Casa, Teresa Leitão, também presente na reunião, disse haver tempo hábil para discutir e votar, e que a bancada governista trabalha pela aprovação.
O contexto é o do primeiro turno da eleição presidencial. Na segunda-feira, 5 de outubro, Guimarães havia dito que a prioridade do governo era votar o fim da escala 6x1 e que pretendia conversar com Alcolumbre para iniciar o debate e votar até quarta-feira. Naquele dia, ele negou que o resultado do primeiro turno fizesse o presidente do Senado desistir da votação. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, ficou com cerca de 2,3 milhões de votos à frente de Lula e passou a ser apontado como favorito. Para o ministro, nada mudou, a eleição está empatada, e a matéria é de interesse do Brasil, não de um candidato.
Há pontos de convergência entre as coberturas. Todas relatam que Alcolumbre mantém a pauta, que o governo trata a PEC como prioridade e que a oposição, coordenada por Flávio Bolsonaro, é cobrada a se posicionar. Guimarães disse querer ver a turma de Flávio votar contra, e Teresa Leitão afirmou que a oposição já se manifestou majoritariamente contra o fim da jornada 6x1, mas terá a oportunidade de se manifestar.
Nas divergências de ênfase, a cobertura de direita destacou o embate eleitoral. O título dá centralidade à frase de que a votação ocorrerá apesar de Flávio Bolsonaro, e o texto lembra o desempenho do candidato do PL no primeiro turno e a reação de Lula, que chamou a votação no Senado de primeiro teste para o PL. Também registrou que o candidato do PL diz ter uma proposta infinitamente melhor sobre o tema, sem que o conteúdo dessa proposta seja detalhado. Neste conjunto de matérias, não houve cobertura de veículos de esquerda. O enquadramento que tende a ser feito por esse campo, a partir dos fatos relatados, é o da defesa de mais um dia de descanso para o trabalhador e o da cobrança à oposição. Esse ponto vem da fala de Teresa Leitão, e não de uma matéria de esquerda.
O que ainda não se sabe é se a PEC será de fato aprovada. Nenhuma matéria informa o texto exato da proposta, o número de votos já contados no Senado, a posição de senadores independentes ou a data exata da votação final. Também não há detalhe da proposta de Flávio Bolsonaro que o candidato descreve como melhor. A cobertura quase só ouve o governo e não traz a voz direta de Davi Alcolumbre.
Segundo o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Davi Alcolumbre (União-AP), vai manter a votação da proposta

