PL lança Rogério Marinho para tirar Davi Alcolumbre do comando do Senado em 2027
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- A PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso, está em discussão no plenário do Senado e precisa de 49 votos em dois turnos.
- PL, PP, União Brasil e Republicanos somariam 44 das 81 cadeiras, acima das 41 da maioria absoluta.
- A eleição para o comando das duas Casas ocorre em 2027.
Onde os lados concordam
- O PL terá a maior bancada da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a partir de 2027.
- Valdemar Costa Neto lançou Rogério Marinho ao comando do Senado e descartou apoiar Davi Alcolumbre.
- A vitória do PL depende de acordos com partidos de centro.
O que ainda está incerto
- Se Alcolumbre disputará a reeleição e como o União Brasil se posicionará.
- Se a PEC do fim da escala 6x1 reúne os 49 votos no novo cenário.
- As fontes divergem sobre a bancada do União Brasil no Senado: seis ou cinco senadores.
Depois do primeiro turno, o Partido Liberal virou a maior bancada da Câmara e do Senado e quer presidir as duas Casas em 2027. Valdemar Costa Neto lançou Rogério Marinho contra Davi Alcolumbre, que mantém a discussão da PEC do fim da escala 6x1. Esquerda e centro leram a disputa por ângulos diferentes.
O Partido Liberal decidiu disputar o comando do Senado Federal em 2027 contra o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, anunciou nesta segunda-feira, 5 de outubro, que o candidato será o senador Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, e afirmou que Alcolumbre está totalmente descartado de qualquer negociação com a legenda.
O movimento vem logo após o primeiro turno das eleições, realizado no domingo, 4 de outubro. O PL elegeu 19 senadores e terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, a maior bancada da Casa. Na Câmara dos Deputados, o partido elegeu 121 deputados e também será a maior força. Rogério Marinho é o coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e tem mandato até o início de 2031. Na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, do Rio de Janeiro, aparece como possível sucessor de Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba.
As duas coberturas convergem num ponto: o PL não tem caminho livre. A vitória depende de acordos com partidos de centro. Valdemar conta com PP, União Brasil e Republicanos, que somados ao PL teriam 44 cadeiras no Senado, acima das 41 da maioria absoluta. Ele também condicionou o sucesso de Marinho à vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno, citando a influência do Executivo sobre o Senado. Em 2023, Marinho já havia disputado o comando da Casa e perdeu para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.
A cobertura de centro relatou a disputa como uma questão de aritmética parlamentar. Destacou que o centrão continua decisivo, sobretudo na Câmara, onde União Brasil, PP, PSD e Republicanos somarão 171 deputados, mais que os 121 do PL. No Senado, lembrou que bancadas como as do MDB e do Republicanos tornam a negociação obrigatória para qualquer candidato.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo: o efeito da nova correlação de forças sobre a Proposta de Emenda à Constituição 221 de 2019, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. A assessoria de Alcolumbre confirmou que o calendário de discussão no plenário está mantido, com sessões entre terça e quinta-feira. O texto, já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso remunerado. Precisa de pelo menos 49 votos em dois turnos. Segundo senadores ouvidos sob reserva, o resultado das urnas deixou Alcolumbre mais dependente do governo Lula e de seus aliados para continuar no cargo.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre o episódio, e a leitura desse campo sobre a candidatura de Marinho e sobre a PEC não aparece nas fontes reunidas.
Fontes
Alcolumbre mantém o cronograma da PEC do fim da escala 6x1, enquanto o PL articula Rogério Marinho para assumir o comando do Senado

Partido de Flávio Bolsonaro já tem nomes cotados para comandarem o Congresso; vitória dependerá também de articulações com outros partidos
