Aliados de Lula acusam mercado de chantagem antes de Copom decidir Selic de 13,75%
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Veículos de esquerda publicaram a mesma reportagem da cobertura de centro, com crédito expresso às duas repórteres e à agência que a assina. O texto relata as críticas de Rui Costa, Guilherme Boulos, Lula e Gleisi Hoffmann ao mercado financeiro e à cobrança de ajuste fiscal antes da decisão do Copom. O acréscimo próprio se limita a intertítulos, um deles com a expressão tesouraço e outro sobre a expectativa de interrupção do corte de juros, e a um link para matéria sobre a promessa de Lula de não extinguir programas sociais no quarto mandato.
Com base em ICL Notícias
A cobertura de centro relatou que, após a forte queda dos ativos na semana seguinte à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT) intensificaram críticas ao mercado financeiro e à cobrança de ajuste fiscal, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide em 4 de novembro a Selic, hoje em 13,75% ao ano.
Com base em Folha de S.Paulo
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Integrantes do governo Lula e do PT intensificaram as críticas ao mercado financeiro e à cobrança de ajuste fiscal depois da queda de 17,5% da Bolsa na semana seguinte à reeleição. A ofensiva ocorre antes de o Copom decidir, em 4 de novembro, a Selic, hoje em 13,75% ao ano.
Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT) intensificaram as críticas ao mercado financeiro depois da semana de forte queda dos ativos que se seguiu à reeleição de Lula. Segundo a reportagem analisada, eles classificam a cobrança de ajuste fiscal como "chantagem, terrorismo e especulação". A ofensiva ocorre às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, que decide na quarta-feira, 4 de novembro, a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,75% ao ano.
A cobertura de centro relatou que a investida começou na sexta-feira, 30 de outubro, com o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia Rui Costa. Ele disse que o setor financeiro também precisa pensar no país e falou em especulação e busca de ganhos extraordinários, sem detalhar como se daria a discussão que propôs. No sábado, 31, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do PSOL, disse ver chantagem do mercado no debate sobre ajuste fiscal. Para ele, os cortes devem mirar privilégios, como desonerações fiscais, supersalários e emendas parlamentares impositivas. No domingo, 1º de novembro, Lula divulgou vídeo dizendo que não vai cortar nenhum programa social. No mesmo dia, a ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann acusou analistas do mercado de confundir o interesse dos rentistas com a racionalidade econômica.
O texto registra também movimentos de contenção no próprio campo governista. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que um tabelamento de juros estivesse no radar do governo, depois do rumor de uma reunião de Lula com o economista André Lara Resende. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que só Durigan fala em nome do governo na política econômica.
No mercado, a primeira semana após a reeleição teve as maiores desvalorizações do ano. A Bolsa, que havia atingido o patamar histórico de 200 mil pontos, recuou 17,5% na semana, o maior recuo desde março de 2020. Segundo a reportagem, a maioria dos economistas aposta que o Copom interrompa o ciclo de cortes de juros iniciado em março, citando a alta do dólar, a incerteza fiscal e o estresse nos juros futuros. Membros do governo argumentam que os juros elevados atrapalham o crescimento e explicam a inadimplência recorde.
Veículos de esquerda publicaram a mesma reportagem, com crédito expresso às duas repórteres que assinam o texto de centro e à agência que o distribui. Por isso, a coincidência entre os dois lados reflete a reprodução do mesmo texto, não apurações independentes. O acréscimo do lado esquerdo se limita a intertítulos, um deles sobre o chamado tesouraço dos programas sociais e outro sobre a expectativa de interrupção do corte de juros, e a um link para matéria sobre a promessa de Lula de não extinguir programas sociais. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado. Nos dois textos, a visão do mercado aparece de forma agregada, atribuída à maioria dos economistas, sem analista ou integrante da oposição citado nominalmente.
Até a tarde de 2 de novembro, quando saiu a matéria mais recente analisada, a decisão do Copom ainda não era conhecida. As matérias também não traziam o desenho do ajuste fiscal do novo mandato nem a resposta do Banco Central às críticas.
Integrantes do governo e do PT falam em

(Folhapress) - Após o tombo dos ativos financeiros na semana passada em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do
