Deputada eleita Ana Elisa segue sem resposta da Polícia Civil sobre ameaças
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Resumo da cobertura
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A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa, do PT, de 21 anos, denunciou ameaças racistas, de morte e de estupro recebidas por e-mail em 5 de setembro. Mais de um mês depois, a Polícia Civil de Minas Gerais diz apenas que o caso segue em apuração. Na quinta-feira (8/10), ela afirmou ter desativado a conta no X após uma nova onda de ameaças, que atribui a uma publicação compartilhada pelo deputado Nikolas Ferreira, do PL.
A cobertura sob o prisma da esquerda destaca uma jovem parlamentar negra, a mais votada de Minas Gerais, tratada com violência racial e sexual logo ao chegar ao Congresso. Um mês sem resposta da Polícia Civil de Minas Gerais reforça a leitura de que o Estado protege mal mulheres negras na política, e a deputada responsabiliza lideranças da direita pela disseminação de conteúdo falso que alimentou os ataques.
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A deputada federal eleita Ana Elisa, do PT de Minas Gerais, denunciou em setembro ameaças racistas, de morte e de estupro por e-mail. A Polícia Civil diz que apura o caso, e nesta semana ela desativou a conta no X após novos ataques.
A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva, do PT, de 21 anos, denunciou à polícia ameaças racistas, de morte e de estupro recebidas por e-mail em 5 de setembro, quando ainda disputava uma vaga na Câmara dos Deputados. Mais de um mês depois, a Polícia Civil de Minas Gerais afirma apenas que o caso segue em apuração. Na quinta-feira, 8 de outubro, a parlamentar disse ter desativado a conta no X após uma nova onda de ameaças.
Segundo a cobertura de centro, o autor da mensagem se apresentou como integrante de um grupo supremacista branco, citou dados pessoais da então candidata e ameaçou familiares. O boletim de ocorrência, registrado na 142ª Companhia da Polícia Militar, classificou o caso inicialmente como ameaça e injúria racial. Ana Elisa apresentou capturas de tela e relatou já ter recebido outro e-mail semelhante. A campanha optou por não divulgar a íntegra do conteúdo nem o nome do grupo, por segurança. Em parecer jurídico, a equipe apontou indícios de ameaça, racismo e violência política de gênero, e informou ter adotado providências policiais e judiciais para identificar o responsável.
Os veículos relatam que a Polícia Civil, procurada na quinta-feira, não esclareceu se o autor foi identificado nem se houve avanço desde o registro. A corporação declarou que outras informações serão repassadas em momento oportuno. Ana Elisa foi eleita nas eleições de 4 de outubro com 524.216 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o segundo melhor resultado entre os candidatos a deputado federal em Minas Gerais, atrás apenas de Nikolas Ferreira, do PL. Ela é a mulher mais votada da história do estado para a Câmara e a deputada federal mais jovem já eleita no país.
Um segundo capítulo veio com a declaração em vídeo da deputada. Ela afirmou que a equipe desativou a conta no X porque recebia ameaças de morte e de estupro a cada dois minutos, e disse estar totalmente vulnerável, sem estrutura de segurança no momento. Segundo ela, a escalada começou depois que Nikolas Ferreira compartilhou uma suposta publicação de 2022, na qual ela teria pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fechamento de igrejas. Ana Elisa nega a autoria, chama o conteúdo de montagem e pretende acionar o TSE por disseminação de notícias falsas. Ela responsabiliza Nikolas Ferreira, Gleidson e Eduardo Azevedo, irmãos do governador eleito Cleitinho Azevedo, por espalhar o que considera falso.
Veículos de esquerda destacaram o ineditismo da trajetória da deputada e o perfil das ameaças, ligadas a racismo e misoginia, tratando o caso como ataque a uma jovem negra que chega ao Congresso. Veículos de centro deram mais peso ao andamento da apuração e à ausência de resposta da polícia, e registraram as acusações da deputada atribuindo-as a ela. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o episódio, e as matérias de centro não trazem resposta de Nikolas Ferreira, de Gleidson nem de Eduardo Azevedo às acusações.
O que ainda não se sabe: se o autor do e-mail de 5 de setembro foi identificado, em que fase está a investigação, se haverá medida de proteção à deputada antes da posse, e se a publicação atribuída a ela foi de fato adulterada. Também não há informação sobre a data em que o TSE será acionado nem sobre a posição dos parlamentares citados.
Deputada federal eleita por MG, Ana Elisa afirma que passou a receber ameaças a cada dois minutos após publicação de Nikolas Ferreira

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, denunciou à Polícia Civil ameaças de morte, estupro e ataques racistas recebidos por e-mail

Deputada eleita por MG, Ana Elisa denunciou ameaças racistas em setembro; Polícia Civil informou que o caso continua em apuração
