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A Anvisa demitiu o servidor José Vieira de Souza Filho após concluir um processo administrativo disciplinar. Ele havia sido preso em flagrante pela Polícia Federal em agosto de 2025 no Aeroporto Internacional do Galeão, suspeito de desviar canetas emagrecedoras apreendidas do próprio depósito da agência. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Portaria nº 809, assinada pelo diretor-presidente Leandro Safatle.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) demitiu o servidor José Vieira de Souza Filho, preso em flagrante pela Polícia Federal em 1º de agosto de 2025 no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, sob suspeita de desviar canetas emagrecedoras apreendidas no depósito da própria agência. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 10 de julho, por meio da Portaria nº 809, assinada pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, ao final de um processo administrativo disciplinar.
Segundo a apuração, tudo começou quando a Receita Federal impediu a entrada no país do marido de uma médica, vindo de um voo da Itália, com 80 canetas emagrecedoras sem a receita médica exigida. Os medicamentos foram encaminhados ao depósito da Anvisa instalado no Galeão e, nos meses seguintes, parte do material começou a desaparecer do local, o que levou a própria Anvisa a denunciar o caso à Polícia Federal. As investigações apontaram que um despachante teria procurado Souza Filho e oferecido dez mil reais pelos injetáveis retidos. O servidor acabou preso em flagrante com os medicamentos em uma mochila e foi afastado das funções na época.
A cobertura de centro, a cargo de G1 e Metrópoles, relatou os fatos de forma direta: a motivação da demissão, o número da portaria, a autoria da denúncia original e o enquadramento do servidor por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e uso do cargo para vantagem pessoal. Já a cobertura de direita, representada pela Veja, aprofundou o enquadramento legal do caso, citando o artigo 117, inciso IX, da Lei 8.112/1990, que veda a servidores públicos valer-se do cargo para proveito pessoal, e aproximou o episódio de outro escândalo de corrupção no serviço público, o de desvio de emendas parlamentares envolvendo Chiquinho Braz-ão, reforçando um enquadramento de responsabilização institucional e combate à corrupção estrutural. Até o momento, não há cobertura identificada de veículos de esquerda sobre o caso; a leitura provável desse lado, com base nos fatos apurados, tenderia a enfatizar a necessidade de fiscalização mais rígida do Estado sobre a cadeia de medicamentos e a proteção de pacientes que dependem de tratamentos regulados.
Todas as fontes convergem sobre os fatos centrais: a prisão em flagrante em agosto de 2025, a origem da denúncia dentro da própria Anvisa, a assinatura da Portaria nº 809 pelo diretor-presidente Leandro Safatle e o enquadramento por improbidade administrativa. O que ainda não se sabe é se Souza Filho vai recorrer administrativa ou judicialmente da demissão, qual o volume total de medicamentos desviados ao longo do esquema e se o despachante que teria oferecido propina pelos injetáveis foi identificado ou responsabilizado.
A demissão foi formalizada pela Portaria nº 809, publicada no Diário Oficial da União de 10 de julho de 2026, assinada pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle. O servidor foi enquadrado no Art. 117, inciso IX, da Lei 8.112/1990, por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, e permanece afastado do cargo desde a prisão em flagrante, em 1º de agosto de 2025.
Todos os veículos concordam que a Anvisa demitiu José Vieira de Souza Filho após processo administrativo disciplinar, que ele foi preso em flagrante pela PF em agosto de 2025 com canetas emagrecedoras desviadas do depósito da agência no Galeão, e que a denúncia partiu da própria Anvisa.
Não está claro se José Vieira de Souza Filho vai recorrer da demissão nas esferas administrativa ou judicial, qual o volume total de canetas emagrecedoras desviadas ao longo do esquema, e se o despachante que teria oferecido R$ 10 mil pelos medicamentos foi identificado ou responsabilizado.
3 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto direto, sem adjetivação carregada, cita a Portaria nº 809, o cargo do diretor-presidente Leandro Safatle e a origem da investigação (denúncia da própria Anvisa à PF), sem tomar partido.
Perspectivas omitidas
Relato factual essencialmente idêntico ao de outros veículos, sem enquadramento ideológico, apenas reorganiza os mesmos fatos da portaria e do processo disciplinar.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Cobertura mais detalhada que cita o dispositivo legal específico (Art. 117, IX, da Lei 8.112/1990) e cruza o caso com outro escândalo de desvio de emendas parlamentares (Chiquinho Braz-ão), reforçando um enquadramento de responsabilização institucional e combate à corrupção estrutural, típico da ênfase editorial de direita em accountability do serviço público.
Perspectivas omitidas
Investigação teve início a partir de uma denúncia feita pela própria Anvisa à Polícia Federal, após a suspeita de que medicamentos apreendidos no Galeão estavam sendo desviados

José Vieira de Souza foi foi preso no ano passado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, com canetas emagrecedoras na mochila

José Vieira de Souza Filho foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) no ano passado
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