Madonna, Bella Hadid e Roger Waters declaram apoio a Lula no segundo turno
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilApós Madonna, veja outras celebridades internacionais que declararam apoio a Lula (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
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Briefing
O que importa para você
- A disputa do segundo turno ganha repercussão internacional entre celebridades, com temas como Amazônia, democracia e cultura.
- Roger Waters e Tom Morello ligaram a eleição a críticas a Jair e Flávio Bolsonaro, o que leva o debate para além do tom de torcida.
Onde os lados concordam
As coberturas de esquerda e de centro concordam que há uma onda de apoio de artistas estrangeiros a Lula, com o gesto do L e pedidos de voto em redes sociais e em vídeo.
O que ainda está incerto
- Não há dado sobre o efeito desses apoios no voto.
- A campanha de Flávio Bolsonaro não aparece respondendo nos textos.
- Não há cobertura de veículos de direita no conjunto analisado.
Depois de Madonna republicar um story pedindo votos em Lula, outras celebridades estrangeiras, como Bella Hadid, Roger Waters e Tom Morello, manifestaram apoio ao presidente. Um vídeo idealizado por Kleber Mendonça Filho também reuniu artistas brasileiros e internacionais.
Artistas e celebridades de vários países manifestaram apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, na reta final do segundo turno, em que ele enfrenta Flávio Bolsonaro (PL). O gesto mais comentado foi o da cantora Madonna, que republicou nos stories uma publicação do fotógrafo brasileiro Rafael Pavarotti pedindo votos em Lula e defendendo a Amazônia, a democracia, a cultura e os povos indígenas.
A cobertura de centro relatou que, depois de Madonna, as modelos Bella Hadid e Loli Bahia, namorada da cantora Rosalía, compartilharam o mesmo conteúdo, assim como o ator Manu Ríos, conhecido pela série Elite. Outros nomes já haviam se manifestado com artes, vídeos e imagens em que aparecem fazendo o gesto do L com a mão. A banda americana The Strokes publicou uma montagem antiga do presidente em um discurso. O músico Roger Waters, fundador do Pink Floyd, declarou apoio em vídeo no qual critica o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as intenções do filho dele, Flávio Bolsonaro, especialmente em relação aos Estados Unidos. O guitarrista Tom Morello, da banda Rage Against the Machine, afirmou que a eleição não é apenas uma votação, mas uma luta contra a oligarquia e o fascismo. Também entraram na lista Manu Chao, Julie Delpy, Finneas, os ex-integrantes do RBD Alfonso Herrera e Christian Chávez, e a artista Marina Abramovic, que segurou um papel com o número 13, o do partido de Lula.
Veículos de esquerda destacaram outra frente da mobilização: um vídeo idealizado pelo cineasta Kleber Mendonça Filho, diretor de O Agente Secreto, que reúne artistas brasileiros e estrangeiros fazendo o gesto do L e incentivando o voto no presidente. Participam Tilda Swinton, Javier Bardem, Pedro Almodóvar, Guillermo del Toro, Mark Ruffalo, Juliette Binoche e Gael García Bernal, além de Wagner Moura, Sônia Braga, Caetano Veloso, Bruna Marquezine e Fernando Meirelles. Segundo o cineasta, a ideia surgiu depois de ele receber mensagens de pessoas que vivem no exterior perguntando sobre a situação política brasileira. O vídeo cita democracia, direitos humanos, preservação ambiental, cultura, educação e liberdade, e inclui imagens de manifestações de apoio a Lula em diferentes locais do país. Na quinta-feira, 22 de outubro, um ato de profissionais do cinema já havia ocorrido na Cinelândia, no Rio de Janeiro.
As duas coberturas convergem nos fatos: há uma onda de apoio de personalidades internacionais a Lula, concentrada em redes sociais e em um vídeo coletivo. Divergem no enquadramento. A cobertura de centro trata o movimento como uma sequência de publicações de famosos, listando quem postou o quê. Os veículos de esquerda o apresentam como mobilização organizada da classe artística em defesa da democracia e dos direitos. Nos artigos analisados não há cobertura de veículos de direita, e portanto não é possível relatar como esse campo interpreta o episódio.
O que ainda não se sabe: se esses apoios têm algum efeito sobre a decisão do eleitor, já que nenhum dos textos traz pesquisa sobre o tema; se houve coordenação entre as manifestações individuais e o vídeo; e como a campanha de Flávio Bolsonaro responde a elas.
Fontes
Idealizada pelo cineasta Kleber Mendonça Filho, a gravação reúne nomes como Tilda Swinton, Javier Bardem, Wagner Moura e Bruna Marquezine

