Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre mulheres na pesquisa Quaest
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A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, com campo de sexta a domingo, mostra a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ainda equilibrada, mas com movimentos internos favoráveis ao presidente. Lula ampliou a vantagem entre as mulheres, cresceu entre católicos e evangélicos e reduziu a diferença no Sudeste, onde Flávio tem 35% contra 33%. O levantamento também registra desinteresse elevado: 31% ainda indecisos na pergunta espontânea e 23% nada interessados na eleição.
Na leitura de veículos de esquerda, a Quaest mostra Lula recuperando terreno justamente entre quem sente as políticas públicas no bolso: mulheres, trabalhadores com renda de até dois salários mínimos e beneficiários do Bolsa Família.
Sem cobertura própria de veículos de direita neste recorte, a leitura provável desse lado enfatizaria que a disputa segue empatada e que Flávio Bolsonaro mantém dianteira no Sudeste e entre evangélicos.
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A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mostra a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro ainda apertada, mas com o presidente crescendo entre mulheres, católicos, evangélicos e eleitores de baixa renda, e com a diferença no Sudeste caindo para dois pontos. A seguir, a leitura de cada lado sobre os números.
A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 28 de setembro, mostra a corrida presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, ainda equilibrada a menos de uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Por dentro dos números, porém, o levantamento registra movimentos favoráveis ao presidente em grupos decisivos do eleitorado, sobretudo entre as mulheres.
O campo da pesquisa foi feito de sexta a domingo e captou parte do reflexo da polêmica religiosa que tomou as redes, envolvendo o boato falso de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Entre os católicos, a intenção de voto em Lula subiu de 43% para 48% em um dos recortes. Entre os evangélicos, Lula passou de 23% para 27%, enquanto Flávio caiu de 49% para 46%. No Sudeste, região que reúne 42% do eleitorado, a vantagem do candidato do PL encolheu de seis para dois pontos: 35% contra 33%.
A pesquisa também revela um eleitorado distante. Na pergunta espontânea, 31% ainda não sabem em quem votar para presidente e 23% se dizem nada interessados na eleição. Podem mudar o voto 16% dos eleitores de Lula, 19% dos de Flávio, 35% dos de Ronaldo Caiado, 47% dos de Augusto Cury e 40% dos de Renan Santos. Ao mesmo tempo, 52% acreditam que Lula vencerá, contra 32% que apostam em Flávio.
A cobertura de centro destacou esse quadro de empate com blocos em movimento. Uma análise publicada no dia seguinte avaliou que a campanha foi engolida pela crise do Supremo Tribunal Federal, pelo escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e pela batalha religiosa nas redes, e que as altas taxas de rejeição dos dois principais candidatos, acima de 50% nos últimos meses, ajudam a explicar o baixo engajamento. A mesma análise criticou a falta de propostas das duas campanhas e apontou o debate de quinta-feira como momento relevante.
Veículos de esquerda deram outro foco. Para eles, Lula recupera terreno justamente entre os segmentos que sentem de forma direta as políticas públicas. Entre as mulheres, um empate de duas semanas antes virou vantagem de 46% a 37%. Entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, Lula tem 55% contra 29%, e entre beneficiários do Bolsa Família, 59% contra 27%. Essa cobertura associa o movimento ao chamado pacote do bem: a restrição às apostas on-line, aprovada por 62%, o reajuste do Bolsa Família, por 59%, e a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde, por 58%. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que o avanço parece estar muito associado às medidas, ressalva que a própria análise de esquerda reconhece como limite, já que pesquisa não prova causalidade.
Não houve cobertura de veículos de direita sobre esta pesquisa no recorte analisado, o que deixa sem eco nesta story a leitura desse campo sobre o momento das medidas sociais e sobre a dianteira de Flávio no Sudeste e entre evangélicos.
O que ainda não se sabe é se os movimentos registrados vão se manter até domingo e se a disputa será decidida já no primeiro turno, cenário que as análises consideram improvável. Também não está claro o peso real do pacote de medidas no voto, nem por que as duas leituras trazem números diferentes para a vantagem de Lula entre mulheres e católicos.
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