Pesquisa Quaest mostra Lula à frente entre mulheres e católicos na reta final
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Briefing
O que importa para você
- Primeiro turno em 4 de outubro; debate na TV na quinta-feira, 1º de outubro.
- 31% ainda não escolheram candidato na espontânea e 23% se dizem nada interessados.
- No Sudeste, 42% do eleitorado, a diferença caiu para 35% a 33% a favor de Flávio Bolsonaro.
Onde os lados concordam
- A pesquisa Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados na disputa geral.
- Lula avançou entre mulheres, católicos e eleitores de baixa renda na última rodada.
- A disputa presidencial deve seguir aberta até o fim da campanha.
O que ainda está incerto
- Quanto do avanço de Lula se deve ao pacote de medidas e quanto à polêmica religiosa.
- As análises trazem números diferentes para mulheres e católicos, sem explicar o recorte.
- Nenhum veículo de direita cobriu a pesquisa até o momento.
A cinco dias do primeiro turno, a pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mantém Lula e Flávio Bolsonaro empatados na corrida presidencial. Por dentro dos grupos, porém, o presidente ganhou terreno entre mulheres, católicos e eleitores de baixa renda, e reduziu a distância no Sudeste.
A cinco dias do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro, a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 28 de setembro, mostra Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, empatados na disputa pela Presidência. O retrato geral pouco mudou desde abril, mas o levantamento registra movimentos relevantes dentro dos grupos de eleitores, quase todos favoráveis ao presidente.
Os dados convergem em alguns pontos. Lula ampliou a vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre as mulheres e melhorou entre os católicos. No Sudeste, região que concentra 42% do eleitorado, a diferença a favor do candidato do PL caiu de seis para dois pontos: 35% a 33%. Entre os evangélicos, Lula subiu de 23% para 27%, e Flávio caiu de 49% para 46%. O campo foi feito de sexta a domingo e captou parte do efeito da polêmica religiosa em torno de Nossa Senhora Aparecida, alimentada pela informação falsa de que Flávio retiraria da santa o título de padroeira do Brasil. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, acusada pelo senador de participar do boato, respondeu que não se combate uma mentira com outra mentira.
A pesquisa também revela desinteresse. Na espontânea, 31% ainda não escolheram candidato a presidente, e 23% se dizem nada interessados na eleição. Ainda podem mudar o voto 16% dos eleitores de Lula e 19% dos de Flávio Bolsonaro. Para 52% dos entrevistados, Lula vencerá; 32% apostam em Flávio.
A cobertura de centro relatou esses números com ênfase no empate e na provável ida ao segundo turno. A análise apontou a rejeição dos dois principais candidatos, acima de 50% nos últimos meses, e uma campanha engolida pela crise do Supremo Tribunal Federal, pelo caso do banqueiro Daniel Vorcaro e pela batalha religiosa, com pouca discussão de propostas. Também destacou o debate de quinta-feira na televisão como chance de Lula defender o próprio governo.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo: a coincidência entre o avanço de Lula e o chamado pacote do bem, com restrição às apostas on-line, reajuste do Bolsa Família e canetas emagrecedoras gratuitas pelo Sistema Único de Saúde. Nessa leitura, Lula tem 46% a 37% entre as mulheres, 55% a 29% entre quem ganha até dois salários mínimos e 59% a 27% entre beneficiários do Bolsa Família. As três medidas têm apoio majoritário, de 62%, 59% e 58%. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, disse que o avanço parece estar muito associado às medidas, e o próprio texto ressalvou que pesquisa não prova causalidade.
Não houve cobertura de veículos de direita nesta story até o momento, e por isso não há leitura desse campo sobre os números.
O que ainda não se sabe é quanto do movimento se deve às medidas do governo e quanto à disputa religiosa. As duas análises também trazem recortes diferentes para mulheres e católicos, sem explicar a diferença. E resta saber se o alto número de indecisos e de votos brancos e nulos vai decidir se a eleição termina no domingo ou segue para o segundo turno.
Fontes

Há conexão evidente: as medidas são majoritariamente aprovadas e Lula cresce justamente entre segmentos mais próximos do público-alvo dessas.

A pouco dias da eleição, as pesquisas mostram dois candidatos à presidência empatados, mas com os blocos de eleitores se movendo