Pesquisa Quaest mostra Flávio com 42% e Lula com 41% em segundo turno apertado
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Resumo da cobertura
A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro manteve o empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL): 42% a 41% para o senador no segundo turno e 37% a 33% para o presidente no primeiro. O quadro geral ficou estável, mas houve variações relevantes em segmentos como Sudeste, eleitores pretos, evangélicos e mulheres, que o instituto atribui em parte às margens de erro dos recortes.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- O GloboOscilação positiva de Lula na pesquisa Quaest frustra campanha de Flávio, que apostava em queda com crise do STFPetistas celebraram o fato de a parcela da população que avalia a família Bolsonaro como o mais afetada pelo escândalo do Master ter subido
Análise editorial
Apresenta os números da Quaest (42% a 41% no segundo turno, 37% a 33% no primeiro) e dá voz às duas campanhas com paridade: frustração e estratégia de 'jogar parado' do lado de Flávio, celebração e crítica ao Banco Master do lado petista, com citação nominal de Éden Valadares. O vocabulário é descritivo e o texto não toma partido.
- Qualidade argumentativa
- 68/100
- Manipulação emocional
- 15/100
- Clickbait
- 20/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não informa tamanho da amostra, datas de campo nem margem de erro nacional da pesquisa
- Não traz resposta da campanha de Flávio à acusação do PT sobre dinheiro de Vorcaro
Veículos com viés à direita
- VejaAs faixas do eleitorado em que Lula e Flávio mais oscilaram, segundo pesquisa QuaestLevantamentos das duas últimas semanas mostram variações expressivas na região Sudeste e em segmentos estratégicos como mulheres e evangélicosMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Texto essencialmente de dados: compara as duas últimas rodadas da Quaest por recorte (pretos, Sudeste, Nordeste, evangélicos, mulheres, renda) e registra movimentos a favor dos dois candidatos. Inclui a ressalva metodológica de Guilherme Russo sobre margens de erro por segmento. Apesar do publisher de direita, o conteúdo é factual e sem enquadramento ideológico.
- Qualidade argumentativa
- 71/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não informa tamanho da amostra nem margem de erro nacional das duas rodadas
- Destaca variações em segmentos sem indicar quais estão fora da margem de erro de cada recorte
A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro manteve Flávio Bolsonaro e Lula em empate técnico no segundo turno, com 42% a 41%. No primeiro turno, Lula tem 37% e Flávio 33%. Por trás da estabilidade, o Sudeste, os evangélicos, as mulheres e os eleitores pretos tiveram as maiores oscilações.
A nova pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial de 2026, divulgada na segunda-feira, 21 de setembro, manteve o empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). No segundo turno, Flávio aparece com 42% e Lula com 41%, diferença dentro da margem de erro. Na rodada anterior, uma semana antes, o placar era de 42% a 40%.
No primeiro turno, Lula passou de 36% para 37%, e Flávio subiu de 31% para 33%. A avaliação positiva do governo oscilou de 43% para 44%. A rodada anterior tinha sido a primeira desde abril em que Flávio aparecia numericamente à frente de Lula no segundo turno em levantamento da consultoria.
A estabilidade no quadro geral esconde movimentos maiores em alguns grupos de eleitores. Entre os eleitores pretos, a vantagem de Lula subiu de 12 para 27 pontos. No Sudeste, região que concentra 42% do eleitorado, a dianteira de Flávio caiu de 16 para 7 pontos. No Nordeste, a vantagem do petista recuou de 32 para 26 pontos. Entre evangélicos, a margem de Flávio foi de 23 para 30 pontos, e entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, de 13 para 20. Entre as mulheres, Lula ampliou a vantagem de 3 para 7 pontos.
Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, atribuiu parte das oscilações às margens de erro dos recortes, que podem chegar a seis pontos percentuais. Ele avaliou que a eleição pode ser definida pelo eleitor do Sudeste, pelas mulheres e pela classe média, um eleitor pendular e sensível ao noticiário. Segundo ele, o governo recuperou terreno ao sair da crise no Supremo Tribunal Federal e pautar o Bolsa Família e as apostas on-line.
A cobertura de centro relatou a leitura das duas campanhas. Aliados de Flávio receberam o resultado com frustração, porque esperavam que a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e as revelações sobre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, desgastassem o presidente. A orientação na campanha do PL é jogar parado e manter no horário eleitoral a associação entre Lula e Moraes. Já a campanha petista celebrou a oscilação positiva, atribuída em parte ao reajuste de 15% do Bolsa Família, e o aumento, de 15% para 21%, da parcela que aponta a família Bolsonaro como a mais afetada pelo escândalo do Banco Master. O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que Flávio é o único candidato que recebeu dinheiro de Vorcaro e que está sendo investigado.
Veículos de direita concentraram a cobertura nos recortes do eleitorado, detalhando onde cada candidato ganhou e perdeu terreno, com a ressalva metodológica do instituto e sem editorialização explícita. Não houve, no conjunto analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre esta rodada da pesquisa.
Ainda não se sabe se as oscilações nos segmentos indicam tendência ou apenas ruído estatístico, como ressalvou o próprio instituto. A cobertura também não informou o tamanho da amostra nem a margem de erro nacional desta rodada. Segue em aberto, ainda, o efeito da ofensiva que associa Lula a Moraes sobre o eleitor pendular que, segundo a Quaest, deve decidir a disputa.
Briefing
O que importa para você
- Sudeste, com 42% do eleitorado, teve a maior virada: dianteira de Flávio caiu de 16 para 7 pontos
- Evangélicos e eleitores com mais de cinco salários mínimos ampliaram a vantagem de Flávio
- Mulheres e eleitores pretos ampliaram a vantagem de Lula
- Campanha do PL vai insistir na associação entre Lula e Alexandre de Moraes no horário eleitoral
Onde os lados concordam
- A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro segue em empate técnico: 42% a 41% no segundo turno e 37% a 33% no primeiro
- A crise no Supremo Tribunal Federal não produziu o desgaste esperado para Lula
- As variações por segmento devem ser lidas com cautela pela margem de erro maior dos recortes
O que ainda está incerto
- Se as oscilações nos segmentos são tendência ou ruído estatístico
- Tamanho da amostra e margem de erro nacional desta rodada não foram informados
- Efeito da ofensiva sobre o caso Banco Master no eleitor pendular
Fontes

Petistas celebraram o fato de a parcela da população que avalia a família Bolsonaro como o mais afetada pelo escândalo do Master ter subido

Levantamentos das duas últimas semanas mostram variações expressivas na região Sudeste e em segmentos estratégicos como mulheres e evangélicos



